Francisco de Miranda Henriques
| Francisco de Miranda Henriques | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 48.º Capitão de Malaca | |||||
| Capitão-Mor de Malaca | |||||
| Capitão-Mor | 1609–1613 | ||||
| Predecessor | Sebastião de Távora | ||||
| Sucessor | Gaspar Afonso de Melo | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | c. 1565 Alcáçovas, Viana do Alentejo, Évora, Reino de Portugal | ||||
| Morte | 1618 (58 anos) Cerco de Mangalore (1618), Mangalore | ||||
| Esposa | Francisca de Miranda | ||||
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| Pai | D. Jorge Henriques | ||||
| Mãe | D. Isabel de Miranda | ||||
| Religião | Católico Apostólico Romano | ||||
| Carreira militar | |||||
| País | Reino de Portugal | ||||
| Serviço/ramo | Marinha Portuguesa | ||||
| Anos de serviço | 1601 – 1634 | ||||
| Patente | Capitão-Mor | ||||
| Comando(s) | Salvador | ||||
| Conflitos/guerras | Guerra Luso-Holandesa | ||||
Francisco de Miranda Henriques (Alcáçovas, Viana do Alentejo, circa 1565 – ?, 1634) foi um nobre, militar e administrador português, comandante de naus das Armadas da Índia, capitão-mor de Malaca e veterano de várias batalhas e confrontos no Oceano Índico, no contexto das Guerra Luso-Holandesa, e Guerra Luso-Achém.
Início de vida
Francisco de Miranda Henriques nasceu por volta da década de 1560, na vila de Alcáçovas, na província do Alentejo. Filho de D. Jorge Henriques, 6.º Senhor das Alcáçovas e de sua mulher, D. Isabel de Miranda, era irmão mais novo de D. Henrique Henriques, futuro 7.º Senhor das Alcáçovas.[1]
Serviço militar
A sua primeira viagem de que há registo para a Índia, data de 11 de abril de 1601, indo na armada de D. António de Melo e Castro, enquanto capitão do galeão Salvador.[2]
No ano de 1610, toma posse como governador de Malaca. Dois anos seguintes, aparece como um dos comandantes da frota de Nuno da Cunha durante a Batalha de Suvali. Em 1615, defende com sucesso a cidade de Malaca e derrota uma força expedicionária do Sultanato de Achém, com apenas quatro galeões e dezoito pequenas embarcações, provocando ao inimigo cinquenta embarcações. De seguida, ainda no mesmo ano, é um dos comandantes da Batalha do Rio Formoso, onde obtém novamente uma vitória significativa contra o Sultanato de Achém.[3][4][5]
Por volta desta altura, instala-se em Baçaim, onde se casa com D. Francisca de Miranda, natural de Baçaim. Deste casamento, iria ter descendência, sendo um deles D. Jorge Henriques, futuro membro da Ordem de Cristo.[1]
Em 1618, morre, juntamente com Luís de Brito de Melo, no Cerco de Mangalore.[6][7]
Referências
- ↑ a b «Diligência de habilitação para a Ordem de Cristo de D. Jorge Henriques». Digitarq. Consultado em 1 de dezembro de 2025
- ↑ Maldonado, Maria Hermínia (1985). Relação das náos e armadas da India, com os successos dellas que se puderam saber, para noticia e instrucção dos curiozos, e amantes da historia da India British Library, códice add. 20902. Coimbra: [s.n.]
- ↑ O Panorama: Semanario de Litteratura E Instruccao. [S.l.: s.n.] 1838. Consultado em 1 de dezembro de 2025
- ↑ «Malaca: Capitães (1511-1620) | Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa». eve.fcsh.unl.pt. Consultado em 1 de dezembro de 2025
- ↑ Pinto, Paulo Jorge De Sousa (1 de março de 2012). The Portuguese and the Straits of Melaka, 1575-1619: Power, Trade and Diplomacy (em inglês). [S.l.]: NUS Press. Consultado em 1 de dezembro de 2025
- ↑ CRAESBEECK, Paul (1647). Commentarios do Grande Capitam Ruy Freyre de Andrada, em que se relatam suas proezas do anno 1619. em q̄ partio deste Reyno por Ceral do mar de Ormuz,&Costa da Persia,&Arabia atè sua morte. Tirados de humas relaçoēs,&papeis verdadeyros por industria de Paulo Craesbeeck, etc. [S.l.]: Paulo Craesbeeck. Consultado em 1 de dezembro de 2025
- ↑ Archivo portuguez oriental. [S.l.: s.n.] 1875. Consultado em 1 de dezembro de 2025