Francisco das Chagas Andrade

Francisco das Chagas Andrade, primeiro e único barão de Bambuí[1] (Minas Gerais, 1805Rio de Janeiro, 25 de novembro de 1877), foi um nobre brasileiro.[2][3]

Casou-se com Maria Constança das Chagas.[1]

Doou um dos sinos que compõem o campanário da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Glória, em Passa Tempo, Minas Gerais.

Descendência

Quando Barão Francisco das Chagas Andrade Filho nasceu em 13 de abril de 1807, em Passa Tempo, Minas Gerais, Brasil, seu pai, Comendador Capitão Francisco das Chagas Andrade, tinha 24 anos e sua mãe, Maria Josefa de Faria Lobato, tinha 24 anos ambos de famílias tradicionais, Francisco das Chagas Andrade Filho vem de famílias tradicionais de origem portuguesa, espanhola, francesa e belga de origem nobre sua linhagem vem desde a idade média, pelo ramo belga sua ascendência remonta a casa LEME - Família de Martim Lem I (Maerten Lem) da cidade de Bruges no Brasil e Portugal os Lem adotando o nome Leme, já seu sobrenome Andrade vem da família tradicional Andrade de origem portuguesa, um dos seus antepassados mais proeminente de 22ª geração foi o Luís de La Cerda Conde de Clermont, Conde de Talmont e Oléron, então nomeado Almirante da França pelo rei Filipe VI de Valois.

Família

Francisco das Chagas Andrade Filho teve pelo menos 7 filhos e 9 filhas com Maria Constança Farinha. Ele faleceu em 25 de novembro de 1877 de insuficiência mitral, no Rio de Janeiro, Brasil, com 70 anos. A família das Chagas Andrade originalmente no Brasil se consolidou-se no Estado de Minas Gerais até os dias de hoje e Rio de Janeiro e São Paulo e Sul do Brasil muitos de seus descendentes já não possuem mais o sobrenome (das Chagas Andrade) e nem (das Chagas), já por volta de 1840-1860 umas das filhas do Barão Maria Constância das Chagas Andrade casou-se com o português Sebastião Vicente Leite e seus filhos adoraram o sobre nome (das Chagas Leite) família do Estado do Rio de Janeiro.

Brasão da Família Andrade

Filhos: Henrique das Chagas de Andrade (Era Comendador – filhas: Gloria Chagas e Olívia Chagas), Matilde das Chagas Souza (Casada com Matheus Alves de Souza – Intendente da Fazenda, no RJ – procurador do Barão quando esse viajou para Europa), Adelaide das Chagas Ribeiro (F. 01-12-1919), Hortência das Chagas Lobato (Foi casada com o Visconde Duprat – primeiro casamento dele), Francisca das Chagas Leite (Casada com Sião de Sampaio Leite), (O Paiz-RJ. 1908), Manoel das Chagas de Andrade (N. 1849 - Médico), Laura das Chagas Andrade, Maria das Chagas Leite Teve 11 irmãos: Maria Josefa das Chagas Andrade, Maria Policena das Chagas Lobato e mais nove irmãos, o Barão era tio-avô do cientista, médico sanitarista, infectologista e bacteriologista brasileiro Carlos Chagas.

Biografia

Francisco das Chagas Andrade “Barão de Bambuhy” era “Comendador da 1ª Ordem de Cristo, da 1ª Ordem da Rosa do Brasil, e de Nossa Senhora da Conceição da Vila Viçosa de Portugal, Fidalgo Cavaleiro da Real Casa, Coronel reformada da guarda nacional, da qual foi comandante do 1º Batalhão BG do Rio de Janeiro.

Exerceu vários cargos de nomeação do governo e de escolha popular (Almanak Adm.RJ- 1878- Ed. 35). Barão por decreto de 26 de dezembro de 1866. Em 1867 foi promovido de Tenente Coronel a Coronel comandante do 1º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional do município da Côrt, comerciante e Capitalista (BTPG. P. 57).

Em 1868, foi candidato a Vereador pelo Partido Liberal a uma cadeira na Câmara do Rio de Janeiro. Era importante líder político na Corte, no Rio de Janeiro, conforme o jornal o Mercantil de 1868: “Rio, 5 de outubro de 1868 – Passarão as eleições municipais na Côrte triumphando os conservadores pelas tropelias e ameaças que praticarão, e com que desmoralisarão a causa. Nem na Candelária, onde sempre sobresahe o bom senso fluminense, foi possível vingar a causa da liberdade, apezar dos valiosos esforços do barão de Bambuhy, e do prestante liberal Zeferino de Faria, taes forão os manejos torpes empregados pelos inimigos do povo! Mais uma victoria destas e os Pyrrhos da época estão perdidos...” O jornal ‘D. Pedro II’ (Noticioso, Litterário e Commercial de 20-09-1872), prestou lhe significativa homenagem: “Barão de Bambuhy – É este o merecido título com que a Meneficência Imperial honrou ao distincto e antigo negociante o Commendador Francisco das Chagas Andrade, depois de ter feito brilhar em seo nobre peito as Commendas das Ordens de Jesus Christo e Imperial da Roza, em remuneração de importantíssimos serviços prestados ao paiz no Comércio e na Guarda Nacional.

Quem haverá nesta corte que não tenha entrado nesse estabelecimento commércial (Chagas Andrade & Souza) da rua da Quitanda nº. 145 e vista activa regularidade dessa casa mercantil presidida pelo bondoso Barão de Bambuhy? Qual dos antigos guardas nacionais, que comandado por S. Ex. não teve muitas ocasiões de apreciar o seo espírito de justiça e bondade? Quantos pobres têm sido socorridos, pela caridade de S. Ex? E ainda não é o Visconde Bambuhy? Não terá bastante direito a essa elevação de título? Cremos que sobejo merecimento ele possue para essa gerachia”.

Residia na Rua do Riachuelo, 126, no Rio de Janeiro. Em 1942 uma neta dele, Marieta Duprat Ribeiro, doou ao Museu Histórico Nacional um retrato e um prato brazonado de seu ilustre avô materno. O prato pertenceu ao aparelho de jantar do Barão. Com o incêndio do Museu essa parte da nossa história se perdeu sem que a conhecêssemos. Tenente Coronel era comandante do 1º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da Côrte no Rio de Janeiro. Proprietário, em sociedade com o genro Matheus Alves de Souza da empresa Chagas Andrade & Souza, criada em 1859 e que comercializava “fazendas secas” – tecidos, vestuários, livros, louças, etc, situada na Rua da Quitanda, 145, no Rio de Janeiro. Em 1867, os comerciantes nacionais e estrangeiros do Rio de Janeiro organizaram no Clube Fluminense um banquete oferecido ao Almirante Visconde de Tamandaré e o chefe da esquadra Barão do Amazonas.

O Barão, representando os comerciantes nacionais propôs um brinde à esquadra nacional pelos “altos feitos praticados na guerra contra a República do Paraguai” (Diário do Rio de Janeiro de 16-02-1867). Em 1885, ladrões entraram em uma casa do Barão, situada na Rua do Riachuelo, 126 e roubaram vários objetos entre estas joias, relógio feminino crivado de brilhantes, baixela, roupas e uma Salva de Prata com as armas do Barão, tudo avaliado em três contos e tanto.

Felizmente ele conseguiu recuperar parte dos objetos. (Diário de Notícias-RJ – 1885). Era um dos duzentos maiores acionistas do Banco do Brasil, em 1870, com 240,5 ações. (Jornal do Commercio-RJ de 13-01-1870). Por ocasião de sua morte o Jornal do Commercio assim o descreveu: “No longo período de 40 annos que exerceu a profissão de comerciante sempre foi respeitado e distinguido por colegas e amigos que apreciarão seu caracter reto e honrado. O governo imperial por diversas vezes o distinguiu com sua confiança, e o encheu de títulos honoríficos. Essas honrosas distincções, sua independência pecuniária nunca fizeram nascer naquele coração nobre e generoso o menor vislumbre de orgulho e vaidade, sempre continuou o mesmo homem, jovial para todos, bom, caridoso e humanitário (Jornal do Commercio-RJ de 26-11-1877). Chefe do Partido Liberal da Freguesia da Candelária-RJ. Uma curiosidade sobre os escravos do Barão: em um período de três anos os escravos André, Antônio, Luiz, Cesário, Joaquim, Abrão, Cândido, Silvano e Ezequiel foram presos por se encontrarem embriagados, na rua depois de 22h.

Uma breve história de vida de Francisco

Biografia em construção, por Lindiomar Silva.

[4]

Títulos nobiliárquicos e honrarias

Barão de Bambuí

Título conferido por decreto imperial em 26 de dezembro de 1866.[5] Faz referência à localidade mineira de Bambuí, e em tupi significa rio de águas sujas.

Referências

Ligações externas