Francisco Augusto Metrass
| Francisco Augusto Metrass | |
|---|---|
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| Nascimento | |
| Morte | 14 de fevereiro de 1861 (36 anos) |
| Nacionalidade | |
| Área | Pintor |
| Movimento(s) | Romantismo em Portugal |
Francisco Augusto Metrass (Santa Catarina, Lisboa, 7 de Fevereiro de 1825 – Funchal, 14 de Fevereiro de 1861) é considerado "o pintor mais romântico da sua geração".[1]
Biografia


Filho de uma família abastada de origem napolitana,[2] que se dedicava ao comércio de importação.
Era filho de Jerónimo Emiliano de Abreu Metrass, natural de Lisboa (batizado na igreja do Loreto), e de sua mulher Maria Isabel Metrass. Era neto de Francisco Metrass, um napolitano (natural da freguesia de Santa Maria della Catena) radicado em Portugal desde o reinado de D. Maria I. No entanto, por se encontrar em perigo de vida, Francisco Augusto Metrass foi batizado a 18 de maio de 1825 na freguesia de Santa Catarina, onde havia nascido na Rua do Poço dos Negros, a 7 de fevereiro de 1825, tendo sido registado na igreja de Nossa Senhora do Loreto apenas em 1829. Jerónimo Metrass era verificador da Alfândega de Lisboa e pretenderia que Francisco seguisse a vida empresarial, pelo que este frequentou a Aula do Comércio, mas sem qualquer aproveitamento. Em 1835, morre a mãe de Francisco, Maria Isabel Metrass, o que terá repercussões em toda a sua vida e obra artística.[3][2]
Os seus primeiros estudos foram feitos na Academia das Belas Artes de Lisboa como aluno voluntário, para onde entrou em 1836, tendo como mestres Joaquim Rafael e António Manuel da Fonseca e como colegas Tomás da Anunciação, João Cristino da Silva e Manuel Maria Bordalo Pinheiro.
É contra a vontade do pai que conclui o curso de pintura de História em 1843. Estudou também em Roma a partir de 1844, com os pintores de origem alemã Johann Friedrich Overbeck e Peter von Cornelius do Grupo dos Nazarenos e tendo tido como companheiro de estudos outro artista português, Luís Pereira de Meneses.[4]
De volta a Portugal, expõe no Palácio dos Lumiares a S. Roque e na Sala do Risco, mas, ignorado pelo público e pela crítica, decide vender os quadros e abrir uma “Casa de tirar retratos” no Cais do Sodré.
Acaba por vender toda a sua obra a um corretor de leilões, e com os lucros, foi para Paris, onde permanece até 1853. É nessa cidade que realiza um conjunto de pinturas significativas de temática histórica. Depois do regresso e com a técnica e a linguagem artística mais aperfeiçoada (estudou Rubens, Rembrandt e Van Dyck), o rei D. Fernando acaba por lhe comprar o quadro Camões na gruta de Macau.[5]
Foi professor de pintura histórica em 1854, na Academia de Belas-Artes e colaborou na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865).[6]
Metrass morreu com trinta e seis anos de idade, vítima de tuberculose, no hospital Princesa D. Maria Amélia, no Funchal.[7][8][2]
Exposições
- Palácio dos condes de Lumiares
- Exposição filantrópica da Sala do Risco
- Exposição trienal de 1856
- Exposição Universal de Paris (1855)
Lista de obras conhecidas
- Jesus acolhendo as crianças (1846)
- Família Sagrada
- Camões e o Jau
- Caravana atravessando o deserto
- Viúva junto do cadáver do esposo
- A Menina e a Pomba
- Leitura do romance
- A Rola dormindo
- Camões lendo "Os Lusíadas"
- Porta Estandarte (inacabado)
- O Juízo de Salomão (1850)
- Enterro de Cristo (1850)
- Cena campestre com pastor e figura feminina (1852)
- Camões na gruta de Macau (1853)
- Inês de Castro Pressentindo os Assassinos (1855)
- Nu de costas (1855)
- Só Deus! (1856)
- Últimos momentos de Camões[9]
Galeria
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Jesus acolhendo as criancinhas (1846) -
Auto-retrato (1851) -
Camões na gruta de Macau (1853) -
Inês de Castro pressentindo os assassinos (1855) -
Só Deus! (1856) -
Auto-retrato (s.d.)
Referências
- ↑ «Francisco Metrass». MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CHIADO. Consultado em 14 de dezembro de 2021
- ↑ a b c Nuno Saldanha: Francisco Metrass (1825-1861). Melancolia, Eros e Tanatos, p. 771.
- ↑ «Livro de registos de batismo da igreja de Nossa Senhora do Loreto e Nação Italiana - Lisboa (1817-1853)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 161
- ↑ Duarte, Catarina (14 de dezembro de 2021). «Francisco Metrass». Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
- ↑ «Camões na gruta de Macau». MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CHIADO. Consultado em 14 de dezembro de 2021
- ↑ Pedro Mesquita (6 de dezembro de 2013). «Ficha histórica:Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 13 de abril de 2014
- ↑ Francisco Metrass na Infopedia.
- ↑ Francisco Metrass no Dicionário Histórico.
- ↑ Obras digitalizadas de Francisco Metrass na Biblioteca Nacional de Portugal.
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