Francisco António Rodrigues de Gusmão

| Nascimento |
6 de Janeiro de 1815 Tondela |
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| Morte |
22 de Fevereiro de 1888 Coimbra (d) |
| Cidadania | |
| Alma mater | |
| Atividade |
Médico e escritor |
Francisco António Rodrigues de Gusmão (Tondela, 6 de Janeiro de 1815 - Coimbra, 22 de Fevereiro de 1888) foi um médico e escritor português.
Biografia
Nasceu em Tondela, a 6 de Janeiro de 1815.[1] Frequentou a Universidade de Coimbra, onde se formou como médico em 1844.[1]
Praticou medicina em Alpedrinha e em Portalegre, e foi delegado de saúde e presidente da Junta Geral distrital de Portalegre, e Comissário de Estudos e Reitor do Liceu de Castelo Branco.[1] Como escritor, destacou-se pelos seus estudos sobre a história de Coimbra e Portalegre, principalmente os monumentos epigráficos.[1] Publicou artigos sobre medicina, literatura, história e arqueologia na imprensa, e trabalhou com Inocêncio Francisco da Silva na elaboração do Dicionário Bibliográfico.[1] Entre as suas obras figuraram uma memória sobre os alcaides-mores de Portalegre e uma biografia do abade Serra.[2] Escreveu igualmente um relatório sobre uma epidemia de cóleraem Elvas em 1865, que foi integrado numa publicação do governo sobre aquela doença.[3] Foi membro do Instituto de Coimbra, da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido sócio correspondente da classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras nesta última.[1]
Morreu na cidade de Coimbra, em 22 de Fevereiro de 1888, aos 73 anos de idade, devido a uma doença prolongada.[4] Teve pelo menos um filho, Francisco António Rodrigues de Gusmão Júnior (1860-1919).[1] No seu obituário, publicado em 25 de Fevereiro no jornal Diário Ilustrado, foi recordado como um «erudito, grande enthusiasta dos livros antigos», com «muita leitura de chronicas e classicos, sendo n'esta especialidade muito copiosa a sua livraria».[2] Foi considerado pela revista Occidente como «um dos homens mais conhecidos e estimados entre os que em terra portugueza frequentam as lettras e as sciencias», e «um trabalhador sincero, de todas as horas, versando a bella linguagem portugueza com rara consciencia, amando incondicionalmente a boa leitura e os bons livros, de que possuia uma vasta, rica e curiosissima collecção, interessando-se por nossos fastos e monumentos, que estudava com amor e predilecção de patriota».[4]
Referências
- ↑ a b c d e f g «Gusmão, Francisco António Rodrigues de. 1815-1888». Academia das Ciências de Lisboa. Consultado em 16 de Dezembro de 2025
- ↑ a b «Dr. Rodrigues de Gusmão» (PDF). Diário Ilustrado. Ano 17 (5344). Lisboa. 25 de Fevereiro de 1888. p. 3. Consultado em 16 de Dezembro de 2025 – via Biblioteca Nacional de Portugal
- ↑ RIBEIRO, José Silvestre (1867). «Relatorio da Epidemia de Cholera-Morbus em Portugal nos annos de 1855 e 1856, seguido de uma breve noticia da epidemia de Cholera-Morbus nos annos de 1863 e 1866, feito pelo conselho de saude publica do reino - Parte II - Lisboa. Impr. Nac.» (PDF). O Panorama. Ano II, 5.ª Série (5). Lisboa. p. 40. Consultado em 16 de Dezembro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa
- ↑ a b ROCHA, Augusto (11 de Março de 1888). «Francisco Antonio Rodrigues de Gusmão». O Occidente. Ano 11 (332). Lisboa. p. 62. Consultado em 16 de Dezembro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa