Francisca Peixoto de Sousa

Francisca Peixoto de Sousa
Nascimento20 de agosto de 1895
São Paulo
Morte7 de agosto de 1958
CidadaniaBrasil

Francisca Peixoto de Sousa (São Paulo, 20 de agosto de 18957 de agosto de 1958 (62 anos)) foi uma benemérita brasileira, filha de um emigrante português.[1]

Biografia

Era filha de Francisco Peixoto de Sousa, natural de Merelim, no Distrito de Braga, sócio da Companhia Peixoto & Estella, importadora de ferragens de São Paulo. Quando faleceu no Brasil, em 1913, deixou à filha uma considerável fortuna. Do lado materno, Francisca descendia de escravos.[1]

Francisca mudou-se para Portugal, casando-se ainda em 1913 com João José Ferreira do Rego (nascido em 7 de maio de 1893 em Palmeira, Braga), passando o casal a viver em Palmeira.

Em pouco tempo começou a dar nas vistas no ambiente rural português da época, pelo seu ostentar de riqueza, festas e luxúria. Em 1915 mandou iniciar as obras de um palácio de sonhos (mais tarde chamado Castelo da D. Chica), onde esperava realizar faustosas festas, tendo convidado para projetá-lo o arquitecto suíço Ernesto Korrodi.

Francisca apresentava um estilo de vida digno de aristocratas. Possuía quatro carros luxuosos e três motoristas. António Gomes do Vale Peixoto, célebre empresário bracarense, conhecido por "Pachancho", era o chefe da equipa e mecânico responsável. Francisca acreditando no seu talento emprestou-lhe 10 contos, para montar a sua primeira oficina na rua de santo André, em Braga.

Depois de várias desavenças com o marido, o casal separou-se, tendo Francisca ido viver para o Porto e casado com Henrique Ventura Teixeira (de quem dizem já ser amante), de quem teve um filho.

Anos mais tarde separou-se novamente, tendo regressado ao Brasil com o seu filho. Segundo a tradição local, antes de partir lançou uma maldição ao palácio: "Anda Castelo que nunca vais ser acabado ou habitado!"

Depois de viver em Paris, regressou ao Brasil, estabelecendo-se em Santos em 1927. Casou pela terceira vez com o capitalista italo-brasileiro Atílio Giordani.

Sabe-se que tem dois netos vivos.

Ver também

Referências

  1. a b «A história de D. Chica». NiT. Consultado em 2 de janeiro de 2025