Francesco Gonzaga (bispo de Mântua)
Francesco Gonzaga
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|---|---|
| Bispo da Igreja Católica | |
| Bispo de Mântua | |
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| Atividade eclesiástica | |
| Ordem | Ordem dos Frades Menores Observantes |
| Diocese | Diocese de Mântua |
| Nomeação | 30 de abril de 1593 |
| Predecessor | Alessandro Andreasi |
| Sucessor | Vincenzo Agnello Suardi |
| Mandato | 1593 - 1620 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 1570 |
| Nomeação episcopal | 26 de outubro de 1587 |
| Ordenação episcopal | 15 de novembro de 1587 por Alessandro Andreasi |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Mântua 1546 |
| Morte | Mântua 2 de março de 1620 (74 anos) |
| Nome nascimento | Annibale Gonzaga |
| Nacionalidade | italiano |
| Funções exercidas | -Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Observantes (1579-1587) -Bispo de Cefalù (1587-1593) -Bispo de Pavia (1593) -Núncio Apostólico na França (1596-1599) |
| Bispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Venerável Francesco Gonzaga, OFM Obs. (Mântua, 1546 – Mântua, 2 de março de 1620) foi um prelado católico romano que serviu como bispo de Mântua de 1593 a 1620, núncio apostólico na França de 1596 a 1599, bispo de Pavia em 1593 e bispo de Cefalù de 1587 1593.[1][2][3]
Biografia
Nascido em Gazzuolo, Francesco era filho do Marquês Carlo Gonzaga e Emilia Boschetto; no batismo ele recebeu o nome de Aníbal. Seu pai morreu precocemente e ele foi cuidado por seus tios, o cardeal Ercole Gonzaga e o marquês Ferrante. Aos onze anos foi enviado por seu tio cardeal para Flandres, na corte espanhola, onde continuou seus estudos e exercícios de cavalaria. Da Flandres, seguindo o rei da Espanha, mudou-se primeiro para Toledo e depois para Madrid. Apesar de todas as oposições, tomou o hábito franciscano em 17 de maio de 1562 em Alcalá de Henares, assumindo o nome de Francisco.[4]
Professou no dia de Pentecostes, 29 de maio de 1563, na presença dos príncipes João e Carlos da Áustria, Alessandro Farnese e de numerosos cavaleiros. Após concluir o curso filosófico, foi enviado à Universidade de Alcalá para estudar teologia; ao concluir, foi nomeado pregador, leitor, confessor. Chamado pelo ministro geral, voltou à Itália e se estabeleceu em Mântua. Continuou ensinando, construiu um convento em S. Martino, nas terras da sua família; em 1577 foi nomeado ministro provincial do Vêneto e em 1579 o capítulo geral da Ordem realizado em Paris nomeou-o Ministro Geral: tentou renunciar, mas o núncio apostólico obrigou-o a aceitar.[4]
Em oito anos de governo visitou Itália, França, Espanha, Flandres e Alemanha. Enviou missionários para a China, Filipinas, Brasil, e tratou de questões nos tribunais da França, Espanha e Portugal. Construiu um convento em Bolonha para acolher religiosos polacos que iam estudar na Itália. O Papa Sisto V o tinha na mais alta estima. Em 1587, foi dispensado do cargo e pediu para regressar ao convento de S. Martino; mas em 26 de outubro do mesmo ano foi nomeado bispo de Cefalú, na Sicília.[4]
Recebeu a ordenação episcopal em 15 de novembro de 1587, em Mântua, por Alessandro Andreasi, bispo de Mântua; os co-consagradores foram Giacomo Rovello, bispo de Feltre, e Matteo Brumani, CRSA, bispo titular de Nicomédia.[5]
Em sua diocese, celebrou um sínodo e, em Palermo, participou no parlamento geral e presidiu-o. Implementou as disposições emitidas pelo Concílio de Trento e várias reformas.[4] Em 29 de janeiro de 1593, durante o papado de Clemente VIII, foi nomeado Bispo de Pavia, e logo em seguida, em 30 de abril, foi finalmente nomeado bispo de Mântua e assim permaneceu até sua morte.
Em 10 de maio de 1596, foi nomeado núncio apostólico na França.[5] Foi nomeado núncio do imperador na Alemanha, mas conseguiu evitar a tarefa; foi duas vezes embaixador do Duque de Mântua junto aos Papas Leão XI e Paulo V, por ocasião da sua eleição.[4]
Faleceu com a saúde bastante debilitada. O bispo Francesco Gonzaga foi sepultado na Catedral de Mântua, onde seu túmulo era o destino de peregrinações.[4]
Sucessão episcopal
Dom Francesco Gonzafa foi o consagrador principal de:[5]
- Bispo Guitard de Ratte (1597).
Também foi o principal co-consagrador de:[5]
- Bispo Juan Corrionero (1589)
- Bispo Jérôme de Langue, OFM Obs. (1593)
- Bispo Carlo Bescapè, B. (1593)
- Bispo François Martinengo, OFM (1600)
Beatificação
O decreto que introduziu a causa de beatificação foi emitido em 7 de agosto de 1627, concedendo-lhe o título de Servo de Deus. Ele foi declarado Venerável e, em 13 de julho de 1904, a causa de sua beatificação foi reaberta.[6]
Referências
- ↑ Eubel, Konrad (1923). HIERARCHIA CATHOLICA MEDII ET RECENTIORIS AEVI Vol III second ed. Münster: Libreria Regensbergiana. pp. 163 and 269 (in Latin)
- ↑ Gauchat, Patritius (Patrice) (1935). HIERARCHIA CATHOLICA MEDII ET RECENTIORIS AEVI Vol IV. Münster: Libraria Regensbergiana. pp. 230 and 273 (in Latin)
- ↑ «Diocese of Mantua, Italy 🇮🇹». GCatholic. Consultado em 28 de setembro de 2024
- ↑ a b c d e f Cairoli, Antonio. «Venerabile Francesco Gonzaga». Santiebeati.it (em italiano). Consultado em 28 de setembro de 2024
- ↑ a b c d «Bishop Francesco Gonzaga [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 28 de setembro de 2024
- ↑ Index ac status causarum beatificationis servorum dei et canonizationis beatorum. [S.l.]: Typis polyglottis vaticanis. 1953. p. 77
Ligações externas
- Cheney, David M. «Diocese of Cefalù». Catholic-Hierarchy.org. Consultado em 16 de junho de 2018
- Chow, Gabriel. «Diocese of Cefalù (Italy)». GCatholic.org. Consultado em 16 de junho de 2018
- Cheney, David M. «Diocese of Pavia». Catholic-Hierarchy.org. Consultado em 16 de junho de 2018
- Chow, Gabriel. «Diocese of Pavia». GCatholic.org. Consultado em 16 de junho de 2018
- Cheney, David M. «Diocese of Mantova». Catholic-Hierarchy.org. Consultado em 16 de junho de 2018
- Chow, Gabriel. «Diocese of Mantova (Italy)». GCatholic.org. Consultado em 16 de junho de 2018
- «Museo Francesco Gonzaga»
