Francesco Colonnese

Francesco Colonnese
Francesco Colonnese
Colonnese durante um amistoso entre ex-jogadores
de Chelsea e Internazionale no Stamford Bridge, em 2018.
Informações pessoais
Nome completo Francesco Colonnese
Data de nasc. 10 de agosto de 1971 (54 anos)
Local de nasc. Potenza, Itália
Nacionalidade italiano
Altura 1,81 m
Apelido Ciccio, Ciccio Colonna
Informações profissionais
Clube atual Sem clube
Posição Auxiliar-técnico (Ex-zagueiro)
Clubes de juventude
1986–1988
1988–1989
Avigliano
Potenza
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1989–1991
1991–1992
1992–1994
1994–1997
1995–1997
1997–2000
2000–2004
2004–2006
Potenza
Giarre
Cremonese
Roma
Napoli (emp.)
Internazionale
Lazio
Siena
39 (0)
22 (0)
66 (0)
5 (0)
47 (0)
56 (2)
12 (0)
34 (1)
Seleção nacional
1993
1993–1994
Itália Olímpica
Itália Sub-21
4 (0)
6 (0)
Times/clubes que treinou
2013–2014
2015–2016
Padova (auxiliar-técnico)
Livorno (auxiliar-técnico)

Francesco Colonnese (Potenza, 10 de agosto de 1971) é um ex-futebolista italiano que atuava como zagueiro[1].

Carreira de jogador

Revelado pelo Avigliano, chegou ao Potenza em 1988 e um ano depois fez sua estreia profissioonal, na antiga Série C2 italiana. Em 2 temporadas com a camisa dos Rossoblù, o zagueiro disputou 39 jogos.

Em 1991, foi negociado com o Giarre em uma troca de jogadores - o atacante Francesco Libro iria para o Potenza enquanto o zagueiro vestiria as cores dos Etnei. O Giarre esteve próximo de conquistar um inédito acesso à Série B, mas ficou em quarto lugar em seu grupo (apenas 2 times eram promovidos) e Colonnese atuou como titular na maior parte da campanha, chamando a atenção da Cremonese, que o contratou em 1992. Formando a zaga dos Grigiorossi com Luigi Gualco e Corrado Verdelli, ajudou a equipe a regressar à Série A um ano depois de cair para a segunda divisão e também na conquista do título do Torneio Anglo-Italiano de 1992–93, obtido em cima do Derby County.

Após 77 jogos oficiais pela Cremonese, o zagueiro não renovou seu contrato e recusou também propostas de Fiorentina e Juventus para assinar com a Roma, que cedeu Luigi Garzya à equipe de Cremona. Sua passagem pela Loba foi rápida e sem destaque: era apenas quarta opção para a defesa, tendo disputado apenas 7 partidas (5 pela Série A e 2 pela Copa da Itália). Em 1995, foi emprestado ao Napoli, time pelo qual era torcedor na infância. Pelos Partenopei, foram 54 jogos disputados antes de voltar à Roma em 1996, mas Colonnese estava fora dos planos da equipe.

O técnico da Internazionale, Luigi Simoni, pediu a contratação do zagueiro, que estreou na derrota por 1 a 0 para o Piacenza, nas oitavas-de-final da Copa da Itália, em janeiro de 1998, e assumiu a titularidade na defesa Nerazzurra, embora outros atletas fossem utilizados em rodízio. Colonnese disputou 29 jogos na temporada - 5 deles foram na conquista da Copa da UEFA de 1997–98, além de marcar seu primeiro gol como atleta profissional na vitória por 4 a 1 sobre o Empoli, pela última rodada da Série A.

Após a chegada de Marcello Lippi ao comando técnico da Internazionale, Colonnese perdeu espaço no elenco e deixou o clube em 2000, após 80 partidas e 2 gols marcados. Em julho do mesmo ano, assinou com a Lazio e tornou-se um dos poucos jogadores a defender os 2 principais times da capital italiana. Em 4 temporadas pelos Biancocelesti, o zagueiro fez parte do time campeão da Copa da Itália de 2003–04 (embora não atuasse em nenhuma partida), atuando apenas 29 vezes.

Em 2004, foi para o Siena, voltando a ser comandado por Luigi Simoni (com quem trabalhara anteriormente em Cremonese, Napoli e Internazionale). Longe da forma física ideal (seu último jogo havia sido contra o Bari, em janeiro de 2003), Colonnese viu a equipe evitar a queda para a Série B na última rodada, e também se envolveu em uma briga com Francesco Totti no jogo contra a Roma em abril de 2005, sendo agredido com um soco no rosto pelo atacante, punido em seguida com 5 jogos de suspensão.

Seu "canto do cisne" foi também em uma partida contra os Giallorossi, desta vez em outubro de 2005: após a Roma empatar com Christian Panucci aos 41 minutos do segundo tempo, o zagueiro tabelou com o albanês Erjon Bogdani e finalizou contra o gol de Doni, garantindo a vitória do Siena por 3 a 2.

O zagueiro negociava sua renovação de contrato com a Robur para a temporada seguinte, mas um escândalo de corrupção no futebol italiano envolvendo a agência de jogadores GEA World, comandada por Alessandro Moggi (filho do então diretor da Juventus, Luciano Moggi), que também era seu empresário. Uma divulgação de grampos telefônicos foi o estopim para a aposentadoria de Colonnese, aos 35 anos.

Carreira internacional

Colonnese representou as seleções olímpica e Sub-21 da Itália entre 1993 e 1994. Suas atuações pela Internazionale o fizeram ser cogitado para representar a Squadra Azzurra, então comandada pelo técnico Cesare Maldini, que havia treinado o zagueiro na campanha do título da Eurocopa Sub-21 em 1994. Ele, no entanto, nunca foi convocado para uma partida da seleção principal.

Carreira de auxiliar-técnico

Em dezembro de 2012, passou a fazer o curso de treinadores da UEFA[2], e em setembro de 2013 tornou-se auxiliar de Bortolo Mutti e Michele Serena no Padova[3][4]. Na temporada 2015–16, exerceu a mesma função no Livorno[5].

Estilo de jogo

Notabilizado por sua habilidade na marcação, Colonnese jogava também como lateral-direito. Durante a carreira, recebeu o apelido Ciccio Colonna (referência ao apelido, diminutivo de Francisco em italiano) por seu estilo de jogo físico e marcação dura[6][7][8][9], inclusive de jogadores rápidos[10].

Títulos

Cremonese

Internazionale[11]

Lazio[12]

Itália Sub-21

Referências

  1. «Francesco Colonnese jogou pela dupla de Roma e teve seu auge na Inter de Ronaldo». Calciopédia. Consultado em 28 de fevereiro de 2025 
  2. «Master Uefa a Coverciano: iscritti anche Stramaccioni e Inzaghi». 5 de outubro de 2012 
  3. «Presentazione di Bortolo Mutti allo Stadio Euganeo». 29 de setembro de 2013. Arquivado do original em 2 de outubro de 2013 
  4. «Nello staff c'è ancora posto per Colonnese». 4 de fevereiro de 2014 
  5. Ivan Cardia (25 de novembro de 2015). «Livorno, reso noto lo staff che lavorerà con Mutti» 
  6. «Colonnese, voglia di rimettersi in gioco» (em italiano). Il Tirreno. 5 de julho de 2004. Consultado em 26 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2018 
  7. Lodovico Maradei e Germano Bovolenta (27 de abril de 1998). «Juve, fuga tra i veleni» (em italiano). La Gazzetta dello Sport. Consultado em 26 de agosto de 2018 
  8. Giulia Costantini (1 de abril de 2009). «Francesco Colonnese: "Il calcio: la parte più bella della mia vita"» (em italiano). www.lalaziosiamonoi.it. Consultado em 26 de agosto de 2018 
  9. Will Magee (7 de agosto de 2017). «Five of the best defences of Serie A's golden era, ft. Milan, Juve, Inter, Parma». www.planetfootball.com. Consultado em 26 de agosto de 2018 
  10. Curino, Luca; Cecere, Nicola; Laudisa, Carlo (4 de agosto de 1998). «l' Inter fa l' esame al gioiellino Owen». La Gazzetta dello Sport (em italiano). Consultado em 29 de outubro de 2019 
  11. «Francesco Colonnese» (em italiano). Inter F.C. Consultado em 29 de outubro de 2019 
  12. «Francesco Colonnese». Eurosport. Consultado em 29 de outubro de 2019