Forró (gênero musical)

Forró
Acordeão, instrumento característico do forró.
Origens estilísticasBaião · Xote · Xaxado · Arrasta-pé · Coco
Contexto culturalPopularizado a partir da década de 1950 no Nordeste do Brasil
Instrumentos típicos
Formas derivadas
Subgêneros
Gêneros de fusão
Formas regionais
Nordeste do Brasil
Outros tópicos

Forró é um gênero musical brasileiro associado também a festas populares de mesmo nome. Sua consolidação como estilo reconhecido ocorreu a partir da obra de Luiz Gonzaga, que, a partir do final da década de 1940 e ao longo da década de 1950, difundiu nacionalmente a sonoridade formada pelo sanfona, zabumba e triângulo.[1]

História

Um dos registros mais antigos do termo aplicado a uma canção é Forró de Mané Vitor (1950), de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, embora a gravação não tivesse ritmo especificado como "forró".[1]

Em 1958, Gonzaga lançou Forró no Escuro, considerada a primeira música gravada já identificada explicitamente como forró. Segundo o sanfoneiro Dominguinhos, essa composição era a melhor representação do gênero em sua forma original.[1]

Características musicais

O forró deriva de gêneros como o baião, xote, xaxado e arrasta-pé, com adaptações rítmicas que lhe conferiram identidade própria. Uma das diferenças mais marcantes em relação ao baião está na marcação da zabumba, que, em conjunto com a sanfona e o triângulo, forma a base instrumental tradicional.[2]

O compasso musical do forró é quaternário.[3]

Referências

  1. a b c «Chamego, baião, xote: as várias facetas do gênero que imortalizou Luiz Gonzaga». Diário de Pernambuco. Consultado em 16 de setembro de 2025 
  2. «Ceará tenta tirar de Pernambuco o título de "pai" do forró». IG. Consultado em 16 de setembro de 2025. "... criou o baião, tempos depois acelerou o ritmo, colocou um baixo adiantado, foi mexendo daqui e dali e aí que virou o forró como é conhecido hoje” — Waldonys, sanfoneiro 
  3. Santos, Isabel Cristina Correia dos. «Forró & Tango: duas Expressões Populares que Conquistaram Povos Muito além de suas Fronteiras» (PDF). Universidade Tuiuti do Paraná. p. 35. Consultado em 16 de setembro de 2025