Formosa (Argentina)

Formosa
Geografia
País
Província
Departamento
Capital de
Área
75 km2
Altitude
57 m
Coordenadas
Demografia
População
264 452 hab. ()
Densidade
3 526 hab./km2 ()
Funcionamento
Estatuto
município
cidade da Argentina (d)
História
Fundação
Fundador
Luis Jorge Fontana (en)
Identificadores
Código postal
P3600
Prefixo telefônico
370
Website
Catedral de Formosa, Província de Formosa, Argentina

Formosa é a capital da província de Formosa, Argentina. Sua população é de cerca de 398.413 habitantes, segundo censo de 2001, ficando situado no 16º distrito do mapa de população argentina.

História

O atual território da província de Formosa estava habitado no século XVI por índios guaranis, payaguás, wiichis e pilagás, entre outros. Com a colonização espanhola, passou a fazer parte do Território do Vice-Reino do Rio da Prata.

A cidade de Formosa, bem como toda a província de Formosa pertenciam ao Paraguai desde 1811, bem como a província de Misiones, que foi cedida à Argentina em 1852 por Carlos Antonio López, pai de Francisco Solano López, em troca do reconhecimento argentino da Independência paraguaia.[1]

Em relação à província de Formosa e sua capital, a situação era mais complexa pois ela faz divisa com o Departamento Central, estando a própria capital do Paraguai, Assunção, localizada à margem do rio que divide as duas regiões. Os paraguaios não cederiam, portanto, este território a não ser em virtude de uma guerra.

"Para a Argentina, a Guerra do Paraguai havia representado um passo decisivo para completar o processo de formação de seu estado nacional, pela eliminação ou incorporação da maioria das oposições provinciais ao governo de Buenos Aires. A oligarquia portenha sentia-se à vontade para aspirar à efetiva aplicação do Tratado da Tríplice Aliança, que lhe daria de presente todo o chaco paraguaio. O governo argentino, chefiado então por Sarmiento (que sucedera a Mitre), e tendo como ministro das relações exteriores Tejedor, empenhou-se em pôr em prática sua política anexionista.(...) As discussões e disputas se arrastaram por dois anos, tornando-se mais graves a partir de janeiro de 1872, quando o barão de Cotegipe assinou um tratado em separado com o governo títere de Asunción. Os protestos de Buenos Aires levaram a um clima em que a possibilidade de guerra contra o Império não era descartada. Principalmente porque o governo do Rio de Janeiro, apresentando-se como "benévolo", perante os paraguaios, contentou-se com a fixação de fronteiras nos limites reivindicados antes da guerra, e contestados por Solano López (...)Finalmente, a 3 de fevereiro de 1876, o Tratado de Irigoyen-Machain entre Buenos Aires e Asunción, aceito pelo Rio de Janeiro, encerrou a questão. Segundo ele, a Argentina teria uma parte do território do Chaco até o rio Pilcomayo, e as tropas brasileiras se retiravam do Paraguai, respeitando as cláusulas brasileiro-paraguaias de 1872."[2]

Assim como em várias cidades argentinas, em Formosa há grande influência dos imigrantes italianos, a qual se faz sentir no biotipo de seus habitantes, nomes das ruas e dos restaurantes (a maioria dos quais serve comida italiana) e no próprio conceito de arquitetura e urbanismo utilizados.

Referências

  1. MENDES JUNIOR, Antonio & MARANHÃO, Ricardo - República Velha - Coleção "Brasil História - Texto e Consulta". São Paulo, Ed. Brasiliense, 1983, p. 47.
  2. Mendes Junior & Maranhão, op. cit., p. 63

Ligações externas