Flotilha da Liberdade de Gaza de junho de 2025

 Nota: Para outros significados, veja Flotilha da Liberdade de Gaza.

A Flotilha da Liberdade de Gaza de junho de 2025 foi uma campanha marítima organizada pela Coalizão Flotilha da Liberdade na tentiva de quebrar o bloqueio naval israelense da Faixa de Gaza para a entrega de ajuda humanitária. A flotilha, liderada pelo navio Madleen, de bandeira britânica, partiu de Catânia, Sicília, no dia 1 de junho de 2025, e foi interceptada em águas internacionais pela Força de Defesa de Israel em 8 de junho, sendo impedida de chegar à Faixa de Gaza.[1] Segundo os passageiros da flotilha, a carga continha fórmula infantil, farinha, arroz, fraldas, kits médicos e próteses infantis.[2] A bordo estavam a ativista sueca Greta Thunberg, a eurodeputada francesa Rima Hassan, o ator irlandês Liam Cunningham e o brasileiro Thiago Ávila.[3][4]

A flotilha ocorreu dois meses após uma tentativa anterior, também frustrada, quando em 2 de maio, o navio Conscience foi atingido por projéteis em águas internacionais perto de Malta.[5]

Contexto

Outras tentativas de envio de ajuda humanitária para Gaza através de pequenas flotilhas de navios foram observadas já em 2010,[6] com a Flotilha da Liberdade de Gaza com a intenção de quebrar o bloqueio israelita à Faixa de Gaza que tinha sido decretado em 2005.[7] Flotilhas com missões semelhantes também ocorreram em 2010,[6] 2015 e 2018, com autoridades israelitas interceptando todas as tentativas, com os participantes detidos, deportados ou mantidos em prisões israelitas.[8]

Posterior aos ataques de 7 de outubro do Hamas contra Israel, Israel anunciou uma intensificação do bloqueio na Faixa de Gaza, rotulando-o como um bloqueio total, negando inclusive a entrada de alimentos, água, medicamentos, combustível e eletricidade.[9] Devido aos postos de controle israelitas em Gaza, anteriores aos ataques de 7 de outubro, o governo israelita e as IDF controlaram a entrada de ajuda humanitária em Gaza, com a entrega de ajuda sendo interrompida várias vezes ao longo dos anos,[10] quer através de bloqueios do governo israelita, quer através de ações civis israelitas.[11] Além disso, desde 2 de março de 2025, ainda menos ajuda humanitária foi autorizada a entrar em Gaza, levantando preocupações sobre a fome em Gaza pela Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC).[12]

Tentativas anteriores a 2025

A Coligação da Flotilha da Liberdade atribuiu a responsabilidade pelo ataque dos drones a Israel.[13] No dia 01 de maio, uma aeronave C-130 Hercules da Força Aérea Israelense foi rastreada partindo de Israel e voando em direção a Malta, de acordo com dados de rastreamento de voo da ADS-B Exchange . A aeronave não pousou no Aeroporto Internacional de Malta, mas manteve-se numa altitude baixa - abaixo dos 5.000 feet (1.500 m) - enquanto voava perto do leste de Malta por um longo período. É debatido se a aeronave violou o espaço aéreo maltês. A presença da aeronave ocorreu horas antes do incidente. O C-130 posteriormente retornou a Israel aproximadamente sete horas após sua partida.[6]

Viagem

O navio Madleen (anteriormente Barcarole; o barco foi renomeado como uma homenagem à primeira pescadora de Gaza, Madleen Culab)[14][15] partiu de Catânia, Sicília, em 1 de junho de 2025[16][17] transportando fórmula infantil, 100 kg de farinha, 250 kg de arroz, fraldas, absorventes, kits de dessalinização de água, suprimentos médicos, muletas e próteses infantis. Esperava-se que chegasse à Faixa de Gaza em 7 de junho.[18][19] Como navegavam sob uma bandeira vermelha do Reino Unido, a Flotilha da Liberdade de Gaza disse que o governo do Reino Unido "tem o dever legal de defender 'Madleen' e os civis a bordo, e de impedir interferências ilegais - incluindo qualquer ameaça ou uso de força - por potências estrangeiras como Israel".[20][21]

Lista de passageiros à bordo e suas respectivas nacionalidades:[19][4]

Em 3 de Junho, um drone foi visto perto do navio, o que motivou um apelo à protecção internacional.[22] Foi relatado que um drone Heron da Guarda Costeira Helênica monitorou o navio.[23]

Na tarde de 4 de junho, a flotilha foi relatada como estando perto de Creta.[24] Em 5 de junho, o navio alterou o curso para ajudar um pequeno barco de migrantes sudaneses.[25] Quatro migrantes foram recuperados do mar e levados a bordo do Madleen[26] e posteriormente transferidos para a Frontex.[27] Em 7 de junho, o navio chegou ao Egito.[28]

Interceptação ilegal e abordagem israelense

Em 8 de junho, passageiros relataram que barcos estavam circulando o Madleen e o alarme do navio foi acionado. Eles se prepararam para uma interceptação,[29] mas os barcos acabaram se dispersando e os passageiros mais tarde descreveram o incidente como um "improvável alarme falso".[30] A Freedom Flotilla Coalition (FFC) também relatou (e não há provasdisso) que dois drones quadricópteros israelenses cercaram o navio e pulverizaram uma substância branca semelhante a tinta que os passageiros descreveram como irritante.[31][32] Pouco depois, a FFC relatou ter perdido o contato com os passageiros e os militares israelitas embarcaram no navio.[31][32] O navio foi apreendido por Israel em águas internacionais a cerca de 185 quilômetros de Gaza,[33][34] e sob custódia israelita foi levado para Ashdod.[35]

Em 9 de junho, o navio foi interceptado pelas forças da Marinha israelense de Shayetet 13 e da unidade de segurança de fronteira do porto de Snapir por volta das 03h00 e recebeu ordem de retornar antes de ser abordado, de acordo com autoridades israelenses.[36] Durante o embarque, os passageiros do navio atiraram ao mar celulares e um computador portátil.[37]

A FFC anunciou que os militares israelitas apreenderam o navio Madleen e descreveram o incidente como um "ataque" e "embarque ilegal".[16]

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel confirmou mais tarde que a operação foi realizada sob autoridade israelita.[38] O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que os fornecimentos de ajuda do navio seriam transferidos para Gaza através de canais humanitários legítimos.[39] O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, que chamou Thunberg de anti-semita,[40] ordenou que os membros da flotilha assistissem a vídeos dos ataques de 7 de outubro.[41]

Reações

Reação internacional

Em 2 de Junho, peritos da ONU apelaram à passagem segura do Madleen.[42] O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Harris, referiu-se ao navio Madleen como "um esforço incrível para levar alimentos e medicamentos às pessoas famintas de Gaza"; O membro do Parlamento britânico Jeremy Corbyn também expressou seu apoio à viagem.[43]

O senador americano Lindsey Graham escreveu no Twitter :

"Espero que Greta e seus amigos saibam nadar!" Isso foi percebido como uma ameaça de ação militar contra a flotilha. Em resposta, o jornalista Mehdi Hasan escreveu:  Um senador dos Estados Unidos em exercício ameaçou um comboio cheio de ativistas não violentos — incluindo Greta Thunberg — com um atentado a bomba. É difícil descrever o quão sociopatas, desequilibrados e criminosos alguns dos defensores de Israel se tornaram."[44]

Reações em Israel

Em 4 de Junho, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram ao The Jerusalem Post que a flotilha não teria permissão para atracar em Gaza.[45] Em 9 de junho, o Ministro da Defesa Israel Katz reiterou isto:

"Instruí as Forças de Defesa de Israel (IDF) a agirem para impedir que a flotilha de ódio "Madeleine" chegue à costa de Gaza — e a tomarem todas as medidas necessárias para esse fim. À antissemita Greta e seus companheiros porta-vozes da propaganda do Hamas, digo claramente: vocês devem recuar — porque não chegarão a Gaza."[46]

Interceptação em águas internacionais

Reação internacional

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas considerou a intercepção do Madleen pelos militares israelitas um “ato flagrante de pirataria internacional e terrorismo de Estado”.[47]

O Hamas classificou a intercepção como “uma violação flagrante do direito internacional e um ataque a voluntários civis que atuam por motivos humanitários”.[48]

No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) publicou um comunicado pedindo com urgência ao governo israelense pela libertação dos tripulantes detidos. Também reafirmou a necessidade de que Israel remova todas as restrições de entrada de ajuda humanitária na Palestina.[49]

Reações em Israel

O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita deu à flotilha o apelido de “iate de selfies de celebridades” e caracterizou a missão como uma “acrobacia”.[50]

O ex-comandante da Marinha israelense Eli Marom descreveu a forma como Israel lidou com a flotilha da Liberdade de Gaza como um fracasso diplomático, afirmando que o problema deveria ter sido resolvido por meio da diplomacia e não de ação militar, como ele disse ter sido feito em casos anteriores. Marom disse que o bloqueio de Gaza, imposto em 2005 e "reconhecido por todo o mundo", é essencial para a segurança de Israel. Ele disse que permitir a passagem do navio minaria o bloqueio e poderia abrir a porta para que navios iranianos chegassem a Gaza dentro de alguns meses.[51]

Ver também

Referências

  1. Neves, Sofia (9 de junho de 2025). «Israel intercepta veleiro humanitário Madleen. Activistas estão "incontactáveis"». PÚBLICO. Consultado em 9 de junho de 2025 
  2. «Quem é Thiago Ávila, ativista brasileiro que está em missão humanitária a caminho da Faixa de Gaza». NSC Total. Consultado em 9 de junho de 2025 
  3. «Saiba quem é Thiago Ávila, brasileiro que estava na flotilha interceptada por Israel – Jovem Pan». Saiba quem é Thiago Ávila, brasileiro que estava na flotilha interceptada por Israel – Jovem Pan. 9 de junho de 2025. Consultado em 9 de junho de 2025 
  4. a b «Greta Thunberg e mais 11 ativistas tentavam chegar a Gaza em barco; veja nomes». G1. 8 de junho de 2025. Consultado em 9 de junho de 2025 
  5. «Drone atinge navio humanitário rumo a Gaza, dizem ativistas». G1. 2 de maio de 2025. Consultado em 9 de junho de 2025 
  6. a b c «Avião de Israel invadiu céus de Malta antes de ataque a barco que ia a Gaza». Revista Fórum. 2 de maio de 2025. Consultado em 10 de junho de 2025 
  7. Black, Ian; Siddique, Haroon (31 de maio de 2010). «Q&A: The Gaza Freedom flotilla». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 9 de junho de 2025 
  8. «O líder do sindicato Unite, Mike Treen, teria sido atingido repetidamente por choques elétricos por militares israelenses». New Zealand Herald. 30 de julho de 2025. Consultado em 9 de junho de 2025 
  9. «Conflito Israel-Hamas: Gaza 'ficará sem combustível, remédios e alimentos em breve', dizem autoridades palestinas». BBC News Brasil. 9 de outubro de 2023. Consultado em 10 de junho de 2025 
  10. «Fundação humanitária de Gaza diz que abrirá dois centros de distribuição». CNN Brasil. 5 de junho de 2025. Consultado em 10 de junho de 2025 
  11. ברוך, חזקי. «מאות ניסו למנוע סיוע לעזה וחסמו את נמל אשדוד». ערוץ 7 (em hebraico). Consultado em 14 de maio de 2025 
  12. «População inteira da Faixa de Gaza enfrenta 'risco crítico' de fome, diz relatório». VEJA. Consultado em 10 de junho de 2025 
  13. Carlotti, Tatiana (2 de maio de 2025). «Navio da Flotilha da Liberdade é atacado por drones na costa de Malta». Opera Mundi. Consultado em 10 de junho de 2025 
  14. Humaid, Maram (16 de maio de 2022). «Sardine Kofta na Palestina: Uma história de amor». Al Jazeera (em inglês). Consultado em 9 de junho de 2025 
  15. «Barcarole - Sailing vessel, MMSI 232057367, Callsign MRAH8, Flag United Kingdom - vesseltracker.com». www.vesseltracker.com. Consultado em 9 de junho de 2025 
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  17. Kloosterman, Karin (5 de maio de 2025). «What we know about the Barcarole "Freedom Flotilla" boat heading to Gaza with Greta Thunberg - Green Prophet». Green Prophet. Consultado em 9 de junho de 2025 
  18. Khalil, Zein; Abu Shamala, Rania (4 de junho de 2025). «Israel plans to prevent Madleen aid ship from approaching Gaza coast». Anadolu Ajanzi. Anadolu Agency. Consultado em 9 de junho de 2025 
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