Flashblood

Flashblood ou flushblood é uma técnica de administração de drogas por via intravenosa na qual usuários de drogas recreativas compartilham fluídos sanguíneos entre si, principalmente no consumo de heroína. A técnica consiste na extração do sangue de uma pessoa que utilizou uma droga injetável para, em seguida, reinjetar o sangue em outro usuário. O objetivo é produzir efeitos intoxicantes a baixo custo e/ou aliviar sintomas de abstinência. A prática foi documentada pela primeira vez em outubro de 2005 pelo periódico britânico BMJ.[1] Seu uso foi primeiramente relatado na cidade de Dar es Salaam, capital da Tanzânia, mas a prática havia se espalhado para outras regiões da África Oriental até 2010.[2]

O uso de drogas por meio do compartilhamento de fluído sanguíneo é de alto risco quanto à transmissibilidade de vírus como hepatite e HIV, patologias muito prevalentes entre os usuários de drogas injetáveis na África Oriental.[2]

Brasil

No Brasil, o uso de cocaína injetável com seringas compartilhadas é relatado por Drauzio Varella em seu livro Estação Carandiru (1999).[3]

Referências

  1. McCurdy, Sheryl A; Williams, ML; Ross, MW; Kilonzo, GP; Leshabari, MT (1 de outubro de 2005). «A theme issue by, for, and about Africa: New injecting practice increases HIV risk among drug users in Tanzania». BMJ. 331. 778 páginas. PMC 1240012Acessível livremente. PMID 16195302. doi:10.1136/bmj.331.7519.778-a 
  2. a b McNeil, Donald G., Jr. "Desperate Addicts Inject Others’ Blood", The New York Times, July 12, 2010. Accessed July 12, 2010.
  3. Varella, Drauzio (1 de setembro de 2011). «A epidemia do crack». drauziovarella.uol.com.br. Portal Drauzio Varella. Consultado em 5 de abril de 2025 

Bibliografia