Filipa de Bragança

Filipa
Infanta de Portugal (pretendente)
Dados pessoais
Nascimento27 de julho de 1905
Fischhorn, Áustria
Morte6 de julho de 1990 (84 anos)
Ferragudo, Portugal
Sepultado emPanteão das Duquesas de Bragança, Convento das Chagas de Cristo, Vila Viçosa, Portugal
Nome completo
Filipa Maria Ana Joana Micaela Gabriela Rafaela
CasaBragança
PaiMiguel Januário de Bragança
MãeMaria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg
ReligiãoCatolicismo

Filipa Maria Ana Joana Micaela Gabriela Rafaela de Bragança (Fischhorn, 27 de julho de 1905Ferragudo, 6 de julho de 1990) foi uma pretendente ao título de infanta de Portugal. Neta do rei D. Miguel, empenhou-se na causa monárquica, apoiando a pretensão do seu irmão, D. Duarte Nuno. Com esse objetivo, manteve contactos regulares com o ditador António Salazar durante a década de 1940, na expectativa de que este promovesse a restauração da Monarquia.[1]

Biografia

Filipa Maria Ana Joana Micaela Gabriela Rafaela, nasceu no Castelo de Fischhorn, na Áustria, a 27 de julho de 1905.[2] Foi educada no Colégio do Sacré-Cœur, em Riedemburgo, à beira do lago de Constança.[2]

D. Filipa visitou Portugal pela primeira vez a 27 de outubro de 1938. Ela deslocou-se igualmente a Portugal para representar a família de Bragança nas comemorações centenárias de 1940.[3] Entretanto, apenas em 1950 obteve autorização para se estabelecer no país, após o termo da lei do banimento da família real.[1]

D. Filipa faleceu em 6 de julho de 1990, aos 84 anos, em Ferragudo, Portugal.[4][5] Foi sepultada no Panteão das Duquesas de Bragança do Convento das Chagas de Cristo, em Vila Viçosa, Portugal.

Relação com Salazar

António Salazar

Segundo o historiador Paulo Drumond Braga, D. Filipa aproximou-se do ditador António Salazar durante a década de 1940, na expectativa de que este viesse a promover a restauração da Monarquia. Por sua vez, Salazar terá facilitado essa proximidade por lhe permitir acompanhar de perto as posições da Casa de Bragança, bem como as movimentações de alguns setores monárquicos e eventuais estratégias políticas. Acresce que, aparentemente, apreciava o convívio pessoal com D. Filipa.[6][1][5] Ainda assim, Braga sublinha a dificuldade em avaliar a natureza dessa relação, observando que "o ditador suscitou, ao longo de décadas, diversas paixões que provavelmente nunca foram além do platonismo".[1] A rica correspondência entre ambos, que durou de 1940 a 1968, encontra-se na Torre do Tombo, no Arquivo Salazar.[1][7]

Referências

  1. a b c d e Silva, João Céu e (15 de março de 2019). «"D. Filipa sentiu por Salazar algo mais do que uma grande amizade"». Diário de Notícias. Consultado em 15 de janeiro de 2025 .
  2. a b Beirão 1943, p. 63.
  3. Beirão 1943, p. 11.
  4. Verbo: enciclopédia luso-brasileira de cultura. Vol. 22 (Digitalizada em 2010). Editorial Verbo, p. 345.
  5. a b «D. Filipa e Salazar. O amor não correspondido entre o ditador e os monárquicos». Observador. 16 de março de 2019. Consultado em 15 de janeiro de 2025 .
  6. Braga, Paulo Drumond (2019).D. Filipa de Bragança: lutar pela restauração da monarquia no Portugal de Salazar. A Esfera dos Livros. 244 p. ISBN 978-9896268671.
  7. O Arquivo Salazar na Torre do Tombo (2000) (Digitalizado em 21 de março de 2016). Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo, p. 42

Bibliografia

  • Beirão, Caetano (1943). El-Rei Dom Miguel I e a sua descendência: resenha genealógica e biográfica. Portugália Editora, 299 p.

Ligações externas

Arquivo Oliveira Salazar