Felipe Aquino


Felipe Aquino
Nascimento25 de setembro de 1949
CidadaniaBrasil
Alma mater
Ocupaçãoescritor, apresentador de televisão, apologista, docente
Serviço militar
CondecoraçõesCavaleiro da Pontifícia Ordem Equestre de São Gregório Magno
Religiãocatolicismo
Página oficial
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino

Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino KSG (Lorena, 25 de setembro de 1949),[1] mais conhecido como Prof. Felipe Aquino, é um apologeta católico, escritor, apresentador de televisão e professor brasileiro.[2][3]

Biografia

Felipe Aquino nasceu na cidade de Lorena, no estado de São Paulo. Em 1994, junto com sua esposa, fundou a Editora Cléofas.[4][5]

Em 2012, o Papa Bento XVI concedeu-lhe o título de Cavaleiro de São Gregório Magno.[4][6][7]

É doutor em engenharia mecânica pela Universidade Estadual Paulista[8] e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica[9] e, durante mais de 20 anos, foi diretor-geral da Faculdade de Engenharia Química de Lorena, atualmente um campus da USP.[7][10][11]

É professor de História da Igreja no Instituto Teológico Bento XVI,[12] destinado a aprofundar a formação de futuros padres da Diocese de Lorena e da Canção Nova.[4][7][11]

Foi casado por 40 anos com Maria Zila Romeiro Aquino.[13] É viúvo e pai de cinco filhos.[7][11]

Apresenta semanalmente na TV Canção Nova o programa Escola da Fé.[4]

Obras

Dentre os mais de 80 livros publicados, destacam-se:[7]

  • Por que sou Católico? Editora Cléofas. 2025.
  • Teologia da Libertação Editora Cléofas. 2025.
  • Uma História que Não é Contada Editora Cléofas. 2025.
  • Família - Santuário da Vida Editora Cléofas. 2025.
  • Para Entender a Reforma Protestante Editora Cléofas. 2016
  • Para entender a Inquisição. Editora Cléofas. 2012.
  • Namoro. Editora Cléofas. 2005.

Recepção crítica

Negacionismo da Inquisição

Segundo uma análise do doutor em História, Igor Tadeu Camilo Rocha, a obra "Para entender a Inquisição" de Felipe Aquino apresenta uma narrativa negacionista, anti-intelectualista e apologética, que minimiza e nega as violências contra os direitos humanos cometidas pelo Santo Ofício durante a Inquisição.[2][14]

Preconceito contra religiões afro-brasileiras

Já o pesquisador Adriano Ferreira de Paulo defende que, no livro Falsas Doutrinas, de 2010, Aquino ataca as religiões afro-brasileiras, acusando-as de demoníacas, promovendo a violência e o preconceito contra estas religiões, assim como outros autores ligados à RCC no Brasil e em Moçambique.[15][16]

Ver também

Referências

  1. «Aprofundamento Por que sou católico?». São José dos Campos. 11 de outubro de 2019. Consultado em 24 de setembro de 2025 
  2. a b Rocha, Igor Tadeu Camilo (2019). «Entender ou defender o Santo Ofício? Negacionismo, apologética e usos da história inquisitorial em Para entender a Inquisição (2009), de Felipe Aquino». História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography. 12 (29): 179-213. ISSN 1983-9928. doi:10.15848/hh.v12i29.1371. Assim, autores como Aquino podem ser, para além da atualização contemporânea das narrativas negacionista-apologéticas sobre a Inquisição, um elo entre a tradição intelectual de escrita negacionista sobre os tribunais e as guerras culturais próprias do século XXI, marcadas pela reafirmação de conservadorismos em diversos âmbitos que tem um anti-intelectualismo como um dos meios de ação. 
  3. Borges, Leonir; Vicençoni, Daniel Longhini; Lima, Aida Franco de (31 de julho de 2020). «A apologética católica: combater a ciência moderna e (re)viver a medievalidade». Revista Cesumar – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. 25 (1): 19–32. ISSN 2176-9176. doi:10.17765/1516-2664.2020v25n1p19-32 
  4. a b c d Silva, Ricardo Oliveira Da (29 de março de 2023). Espectro do ateísmo: Construções de uma alteridade antagônica na história do Brasil. [S.l.]: Paco e Littera. Consultado em 4 de novembro de 2025 
  5. «Como surgiu a Editora Cléofas?». Editora Cléofas. 1º de setembro de 2023. Consultado em 29 de setembro de 2025 
  6. «Vaticano concede título a professor Felipe Aquino». Notícias Canção Nova. 19 de julho de 2012. Consultado em 30 de outubro de 2014. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  7. a b c d e «Prof. Felipe Aquino». pt.aleteia.org. Consultado em 22 de setembro de 2025 
  8. «Maringá vai sediar Primeiro Congresso para Empreendedores Católicos com professor Felipe Aquino». Arquidiocese de Maringá. Consultado em 17 de setembro de 2025 
  9. FILHO, GILSON SOARES RASLAN (2010). O pastoreio midiatizado da TV Canção Nova (PDF). [S.l.]: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. p. 157 
  10. «Como um doutor em engenharia tornou-se um dos pregadores católicos mais conhecidos do Brasil». Sempre Família: Gazeta do Povo. 26 de junho de 2017. Consultado em 17 de setembro de 2025 
  11. a b c «Sobre o Prof. Felipe Aquino». Canção Nova. Consultado em 12 de março de 2019 
  12. «No dia de São João, clima de festa junina toma conta de igrejas no Rio». Extra Online. 24 de junho de 2017. Consultado em 22 de setembro de 2025 
  13. «Nota de falecimento». Blog da Redação. 19 de setembro de 2012. Consultado em 24 de setembro de 2025 
  14. Igor Tadeu Camilo Rocha (16 de abril de 2021), «Apologistas e falsários do século XXI: negacionismo e usos da história da Inquisição em sites católicos brasileiros», Revista de História, ISSN 0034-8309 (180): 1-32, doi:10.11606/ISSN.2316-9141.RH.2021.169500, Wikidata Q108042845 
  15. Paulo, Adriano Ferreira de (2020). Violência religiosa no ensino de história: renovação carismática católica contra as religiões de matrizes africanas no Brasil e em Moçambique (Tese de Doutorado em Educação). Fortaleza: Universidade Federal do Ceará. p. 43. Na bibliografias consultadas,(sic) temos alguns livros e apostilas de produção carismática católica que sustentam ideias de violência religiosa e relegam as religiões de matrizes africanas em nichos considerados demoníacos. Podemos destacar entre os vários livros considerados Sim, sim! Não, não! do monsenhor Jonas Abib, O Meu Lugar é o Céu, do padre José Augusto, Falsas Doutrinas, do professor Felipe Aquino, o livro Libertos das forças ocultas, de autoria de Vagner Baia, o livro Coletânea de Orações de Cura e Libertação, de padre Marlon Múcio, dentre vários outros. 
  16. Paulo, Adriano Ferreira de; Silva, Joselina da (2019). «Escritos de Comunidades Novas Católicas e as religiões de matrizes africanas em sala de aula: violências religiosas». Educação (UFSM). 44 (0): 84–1–24. ISSN 1984-6444. doi:10.5902/1984644435142. No seu texto, Felipe Aquino descreve, de modo muito raso, e com pouquíssimas fontes, 87 formas distintas de crenças religiosas das mais variadas naturezas, espalhadas pelo mundo, e dentre todas somente 1 deve ser dignificada segundo seus argumentos: A Igreja Católica. Ao discorrer sobre as crenças de matrizes africanas, ele encerra seu pensamento alertando que “não é necessário dizer o quanto estas concepções (sobre os orixás) são contrárias ao cristianismo e muito perigosas para a vida espiritual do cristão” (AQUINO, 2010, p.167) 

Bibliografia

Ligações externas