Federica Mogherini
Federica Mogherini | |
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| Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança | |
| Período | 1 de novembro de 2014 a 1 de dezembro de 2019 |
| Presidente | Jean-Claude Juncker |
| Antecessor(a) | Catherine Ashton |
| Sucessor(a) | Josep Borrell |
| Ministra de Relações Exteriores da Itália | |
| Período | 22 de fevereiro de 2014 a 31 de outubro de 2014 |
| Primeiro-ministro | Matteo Renzi |
| Antecessor(a) | Emma Bonino |
| Sucessor(a) | Paolo Gentiloni |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 16 de junho de 1973 (52 anos) Roma, |
| Nacionalidade | italiana |
| Alma mater | La Sapienza |
| Partido | Partido Democrático |
Federica Mogherini (Roma, 16 de junho de 1973) é uma política e governante italiana[1][2][3].
Foi a segunda titular do cargo de Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, na Comissão Juncker (2014-2019)[4].
Ao deixar essa função, assumiu a reitoria do Colégio da Europa (2020-2025)[2].
Anteriormente, foi brevemente Ministra dos Negócios Estrangeiros de Itália, desde 22 de fevereiro até 1 de novembro de 2014, data em que tomou posse na Comissão Europeia[1].
Biografia
Federica Mogherini nasceu em 16 de junho de 1973 em Roma, Itália; sendo filha de Flavio Mogherini, um profissional de cinema em Itália (cenógrafo, figurinista e realizador)[1].
Percurso académico e profissional
Federica Mogherini estudou na Universidade de Roma La Sapienza, onde obteve a sua gradução em Ciência Política, na vertente de Filosofia Política, apresentando uma monografia intitulada "Relação entre religião e política no Islão". Estudou também em Aix-en-Provence, França, ao abrigo do Programa Erasmus[2][3].
Com uma carreira dedicada essencialmente à atividade política, depois de ter deixado a função de Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Mogherini foi assumir o cargo de reitora do Colégio da Europa, com sede em Bruges. Substituiu então Jörg Monar, professor dessa instituição, além de professor e co-diretor do Instituto Europeu da Universidade de Sussex, que foi reitor do Colégio entre 2013 e 2020[5].
Viria a demitir-se da função (2025), em virtude de uma suspeição de corrupção relacionada com o projeto da European Diplomatic Academy, em funcionamento no quadro daquela instituiçao e que também dirigia[3].
Percurso político
Em Itália
Federica Mogherini começou por se filiar na organização juvenil do Partido Comunista Italiano em 1988. A seguir, em 1996, entrou para a Esquerda Jovem, após a dissolução do Partido Comunista e sua transformação em Sociais Democratas Italianos.
Em 2001, tornou-se membro do Conselho Nacional dos Democratas de Esquerda (DS), servindo no Conselho Nacional Executivo do partido. Em 2003, passou a trabalhar na seção de Relações Externas da mesma organização, onde lidava diretamente com as relações externas do partido com os movimentos e partidos estrangeiros.
Posteriormente, era designada chefe de gabinete para assuntos externos de Piero Fassino. Nesta função cargo, supervisionava as políticas para com o Afeganistão e Iraque, assim como o Processo de paz do Oriente Médio. Serviu então como agente de ligação entre os Democratas de Esquerda e o Partido Socialista Europeu, a Internacional Socialista e o Partido Democrata.
Após a criação do Partido Democrático, em 4 de novembro de 2007, Mogherini foi integrar o gabinete de Walter Veltroni.
No Parlamento Italiano (2008-2014)
Em 2008, Mogherini foi eleita deputada ao Parlamento Italiano pela região de Veneto. Servindo na 16ª legislatura, tornou-se secretária do Comitê de Defesa e integrou a delegação italiana no Conselho da Europa e na União da Europa Ocidental.
Em 24 de fevereiro de 2009, foi nomeada para integrar o gabinete de Dario Franceschini, como presidente do Partido Democrático, com a responsabilidade de oportunidades mútuas.
Após este período, tornou-se um dos membros destacados da chamada Área Democrática, uma seção dentro do Partido Democrático. Também foi vice-presidente da Fundação Itália-EUA.
Em fevereiro de 2013, regressou ao Parlamento Italiano, representando a região da Emília Romanha.
Ao longo da 17ª legislatura do Parlamento italiano, atuou novamente junto ao Comitê de Defesa, substituindo Lapo Pistelli (que havia sido indicado ao cargo de Vice-ministro de Assuntos Exteriores). Em 1 de agosto de 2013, Mogherini foi eleita chefe da delegação italiana na Assembleia Parlamentar da OTAN.
Federica Mogherini foi a segunda titular do cargo de Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, integrando assim a Comissão Europeia no período em que este órgão foi chefiado pelo luxemburguês Jean-Claude Juncker, em 2014-2019. Substituiu então, nessa função, a britânica Catherine Ashton, que exercera o cargo após a sua criação, com o Tratado de Lisboa (2007) (2009-2014)[4].
Anteriormente, foi, por alguns meses, Ministra dos Negócios Estrangeiros de Itália (sendo chefe do Governo Matteo Renzi), desde 22 de fevereiro até 1 de novembro de 2014, data em que tomou posse na Comissão Europeia[1].
Ver também
Referências
- ↑ a b c d «Federica Mogherini – Italy's scapegoat». POLITICO (em inglês). 24 de agosto de 2014. Consultado em 4 de dezembro de 2025
- ↑ a b c González, Jorge García (2 de dezembro de 2025). «Quién es Federica Mogherini: de figura clave en la UE y una carrera marcada por la diplomacia a una detención inesperada». elconfidencial.com (em espanhol). Consultado em 4 de dezembro de 2025
- ↑ a b c Ayuso, Silvia (4 de dezembro de 2025). «Dimite Federica Mogherini como rectora del Colegio de Europa por el caso de presunta corrupción en la formación de diplomáticos». El País (em espanhol). Consultado em 4 de dezembro de 2025
- ↑ a b www.boainformacao.com.br
- ↑ «College of Europe defends Mogherini appointment as new Rector». The Parliament Magazine (em inglês). 29 de junho de 2020. Consultado em 4 de dezembro de 2025

