Falácia existencial
A falácia existencial, ou instanciação existencial, é uma falácia formal. Na falácia existencial, presume-se que uma classe tem membros quando uma não é suposto ter; i.e., quando não se deve assumir uma importação existencial. Não se confundir com 'Afirmação do consequente', como em "Se A, então B. B. Portanto A".
Um exemplo seria: "Todos os unicórnios têm um corno na sua testa". Não implica que existam unicórnios em geral no mundo, e assim não se pode assumir que, se a declaração for verdadeira, em algum lado exista um unicórnio no mundo (com um corno na sua testa). A declaração, se assumida como verdadeira, implica apenas que se houvesse unicórnios, cada teria definitivamente um corno na sua testa.
Visão geral
Uma falácia existencial é cometida num silogismo categórico medieval porque tem duas premissas universais e uma conclusão particular sem a assunção que pelo menos um membro da classe exista, uma assunção que não é estabelecida pelas premissas.
Na lógica moderna, a pressuposição que uma classe tem membros é vista como inaceitável. Em 1905, Bertrand Russell escreveu um ensaio intitulado "A Importação Existencial da Proposição",[1] no qual ele chamou esta abordagem Booleana "interpretação de Peano"
Esta falácia não ocorre em entimemas, onde premissas escondidas necessárias para fazer o silogismo válido assumem a existência de pelo menos um membro da classe.[carece de fontes]
Exemplos
- Todos os intrusos serão julgados.
- Portanto, alguns dos julgados terão sido intrusos.[2]
Isto é um falácia porque a primeira declaração não necessita da existência de qualquer intruso real (afirmando apenas o que aconteceria se algum existir), e portanto não prova a existência de qualquer intruso. Notando que isto é uma falácia quer alguém tenha sido intruso ou não.
Referências
- ↑ «Existential import - The Logic Museum». www.logicmuseum.com. Consultado em 6 de agosto de 2025
- ↑ «Logical Fallacy: The Existential Fallacy». www.fallacyfiles.org. Consultado em 6 de agosto de 2025