Fístula anal

Fístula anal
Tipos variados de fístula anal
EspecialidadeCirurgia geral
SintomasDor, drenagem de pus.[1]
Início habitual20 a 40 anos[2]
DuraçãoDoença crônica[3]
TiposSimples, complexa[2]
CausasAbscesso anal[4]
Fatores de riscoObesidade, diabetes, tabagismo, nível alto de lipídios no sangue, falta de exercío[2]
Método de diagnósticoExame sob anestesia, imagem médica[2]
Condições semelhantesCarcinoma anal, fissura anal, hemorroidas, abscesso perianal, diverticulite, acne inversa, cisto pilonidal[2][5]
TratamentoCirurgia[2]
Frequência12 em cada100.000 (homens)[2]
6 em cada100.000 (mulheres)[2]
Classificação e recursos externos
CID-11e 451953736 DB50.1
CID-10K60.3
eMedicine190234
MeSHD012003
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Uma fístula anal é uma comunicação anormal de longa duração entre o canal anal e geralmente a pele ao redor do ânus.[1][3] Os sintomas podem incluir dor retal e drenagem de pus.[1] As complicações podem incluir incontinência fecal, estenose anal e recorrência da fístula.[2]

A causa mais comum é um abscesso anal prévio que não cicatriza adequadamente.[4] Os fatores de risco incluem a doença de Crohn, radioterapia, obesidade, diabetes, tabagismo, níveis elevados de lipídios no sangue e falta de exercício.[2] Elas geralmente começam a partir de uma glândula anal, que está localizada entre o esfíncter anal externo e o interno e drenam para o canal anal.[5] Se houver um único trajeto, menos de 30% de envolvimento do esfíncter externo e nenhuma causa subjacente, é classificada como simples; caso contrário, é classificada como complexa.[2] O diagnóstico pode exigir exame sob anestesia ou por imagem médica.[2]

O tratamento geralmente é feito por meio de cirurgia, utilizando uma técnica dentre várias.[2] Geralmente não são necessários antibióticos.[2] Porém, quando relacionada à doença de Crohn, pode ser, pelo menos inicialmente, tratada com medicamentos.[2] São afetados cerca de 12 em cada 100.000 homens e 6 em cada 100.000 mulheres.[2] O início geralmente ocorre entre 20 e 40 anos.[2] Ocorre entre 30% e 50% dos indivíduos com abscesso anal.[4]

Referências

  1. a b c «Anorectal Fistula». Merck Manual Consumer Version. Consultado em 27 de junho de 2016. Arquivado do original em 10 de julho de 2016  Arquivado em 2016-07-10 no Wayback Machine
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q Carr, S; Velasco, AL (janeiro de 2020). «Fistula In Ano». StatPearls. PMID 32491449 
  3. a b Taylor, Robert B. (2002). Manual of Family Practice (em inglês). [S.l.]: Lippincott Williams & Wilkins. ISBN 978-0-7817-2652-8. Consultado em 30 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2021  Arquivado em 2021-08-27 no Wayback Machine
  4. a b c Madoff, Robert D.; Melton-Meax, Genevieve B. (2020). «136. Diseases of the rectum and anus: anal fistula». In: Goldman; Schafer. Goldman-Cecil Medicine (em inglês). 1 26th ed. Philadelphia: Elsevier. ISBN 978-0-323-55087-1. Cópia arquivada em 15 de março de 2023 |arquivourl= requer |url= (ajuda) 
  5. a b Jimenez, M; Mandava, N (janeiro de 2020). «Anorectal Fistula». StatPearls. PMID 32809492