Exposição Universal de 1855

A Exposição Universal de Paris de 1855 foi uma Exposição Internacional realizada nos Champs-Élysées em Paris de 15 de maio a 15 de novembro de 1855. Seu título oficial completo era Exposition Universelle des produits de l'Agriculture, de l'Industrie et des Beaux-Arts de Paris, 1855.[1] Hoje, o único remanescente físico da exposição é o Théâtre du Rond-Point des Champs-Élysées, projetado pelo arquiteto Gabriel Davioud, que originalmente abrigava o Panorama National. Ela acolheu mais de 5 100 000 visitantes. Vinte e cinco Estados e as suas colonias participaram.[2]
História
A exposição foi um grande evento na França , então recentemente sob o reinado do imperador Napoleão III.[3] Seguiu-se à Grande Exposição de Londres de 1851 e tentou superar o Palácio de Cristal daquela feira com seu próprio Palais de l'Industrie.
As artes exibidas foram mostradas em um pavilhão separado na Avenue Montaigne.[4] Havia trabalhos de artistas de 29 países, incluindo os artistas franceses François Rude, Ingres, Delacroix[4] e Henri Lehmann,[5] e os artistas britânicos William Holman Hunt e John Everett Millais.[4] No entanto, Gustave Courbet, tendo tido várias de suas pinturas rejeitadas, expôs em um Pavillon du Réalisme temporário adjacente à mostra oficial.
De acordo com seu relatório oficial, 5 162 330 visitantes compareceram à exposição, dos quais cerca de 4,2 milhões ingressaram na exposição industrial e 0,9 milhão na exposição de Belas Artes.[1] despesas ascenderam a mais de $ 5 000 000, enquanto as receitas mal chegavam a um décimo desse montante. A exposição cobriu 16 hectares (40 acres) com 34 países participantes.[1]
Para a exposição, Napoleão III solicitou um sistema de classificação para os melhores vinhos de Bordeaux, que seriam exibidos para visitantes de todo o mundo. Os corretores da indústria do vinho classificavam os vinhos de acordo com a reputação do château e o preço de comercialização, que na época estava diretamente relacionado à qualidade. O resultado foi a importante Classificação Oficial dos Vinhos de Bordéus de 1855.[6]
Estatísticas e dados financeiros
A frequentação [7] Durante a sua abertura ao público, de 16 de maio a 9 de novembro, a exposição recebeu 5 162 330 visitantes, dos quais 4 180 117 entraram na exposição da indústria e 935 601 na das Belas-Artes. O número de visitantes que pagaram foi de 4 280 040. Personalidades ilustres honraram a exposição com a sua visita: a Rainha de Inglaterra e o seu esposo, o Rei de Portugal, o Rei do Piemonte.
Tabela de preços: Estes foram alterados durante o período de abertura. No início, de 16 de Maio a 31 de Julho, o preço era de 0,2 francos aos Domingos, 1 franco de Segundas, à Quintas e ao Sábado e 5 francos às Sextas-feiras. Dado o baixo número de visitantes com estes preços, o custo foi reduzido para 2 francos e foram concedidos preços reduzidos aos: operários, alunos e estudantes.
Ver também
Referências
- ↑ a b c «Les expositions universelles de Paris, de 1855 à 1937.». www.expositions-universelles.fr. Consultado em 5 de junho de 2021
- ↑ A Russia com a qual a França estava em guerra foi convidada mas não aceitou o convite.Cf. Pierre de La Gorce, Histoire du Second Empire, Paris, Plon, 1894, t. II, p.54.
- ↑ Art Nouveau. «L' Exposition Universelle de 1855 à Paris». L'art nouveau. Consultado em 9 de janeiro de 2011
- ↑ a b c Ratcliffe, Barrie M. (2008). «Paris 1855». In: Findling, John E.; Pelle, Kimberley D. Encyclopedia of World's Fairs and Expositions. [S.l.]: McFarland & Company, Inc. p. 23. ISBN 978-0-7864-3416-9
- ↑ Océanides grief of the foot of the rock where Prometheus was chained, Fitzwilliam Museum, 2014
- ↑ Peppercorn, David (2003). Bordeaux. London: Mitchell Beazley. 83 páginas. ISBN 1-84000-927-6
- ↑ Bonaparte, Louis « Rapport sur l'exposition universelle de 1855 présenté à l'Empereur par S.A.I. le Prince Napoléon, président de la commission », Paris : Imprimerie impériale, 1856, 512 p. http://cnum.cnam.fr/redir?8XAE55.