Exolua

Imagem ilustrativa de uma exolua habitável orbitando HD 28185 b.

Uma exolua, ou lua extrassolar, é um termo que se refere a um satélite natural que orbita um Planeta extrassolar.

A esmagadora maioria dos planetas extrassolares encontrados são gigantes gasosos semelhantes a Júpiter. Espera-se com isso que os satélites extrassolares não sejam raros baseando-se nas observações feitas no Sistema Solar.[1] Dos exoplanetas encontrados na zona habitável de suas estrelas, mais ou menos 50 são gigantes gasosos cujas esperanças se baseia na possível superfície sólida de suas luas.

Observações em 28 e 29 de outubro de 2017,[2] da estrela Kepler 1625 conhecida por ter um planeta do tamanho de Júpiter orbitando a cada 287 dias, revelou uma suposta lua, Kepler 1625b i, ou "Neptmoon".[3] No entanto, em um estudo publicado em 2023 na revista Nature Astronomy, uma equipe de pesquisadores liderados por René Heller, astrofísico do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, refutou a existência das exoluas. Utilizando um algoritmo de software muito parecido com o usado por Kipping e seus colegas, os cientistas puseram em dúvida a descoberta desses objetos extrassolares.[4]

Referências

  1. «The Fate of Exomoons». www.cfa.harvard.edu  (2017)
  2. Teachey, Alex; Kipping, David M. (1 de outubro de 2018). «Evidence for a large exomoon orbiting Kepler-1625b». Science Advances (em inglês). 4 (10): eaav1784. ISSN 2375-2548. doi:10.1126/sciadv.aav1784 
  3. Grossman, Lisa (3 de outubro de 2018). «Hubble may have spotted the first known exomoon». Science News (em inglês) 
  4. Dias, Mateus (14 de fevereiro de 2024). «Polêmica astronômica: afinal, já foram descobertas exoluas?». Olhar Digital. Consultado em 28 de outubro de 2025