Exército dos Estados Unidos no Pacífico

Exército dos Estados Unidos no Pacífico
United States Army Pacific
País Estados Unidos
CorporaçãoExército
SubordinaçãoDepartamento do Exército
Comando Indo-Pacífico
MissãoComponente do serviço de comando
Tipo de unidadeComando
RamoDepartamento do Exército
Período de atividade1947-1974; 1994-presente
LemaOne Time
(“Um time”)
Cores         Branco e Vermelho
História
CombatesSegunda Guerra Mundial
Logística
Efetivo107.000 homens[1]
Insígnias
Insígnia de unidade
AbreviaçãoUSARPAC
Comandante GeneralEstados Unidos GEN Ronald P. Clark
Vice-Comandante GeneralEstados Unidos LTG Joel B. Vowell
Vice-Comandante General (AUS)Austrália MG Scott Winter
Sargento-Mor do ComandoEstados Unidos CSM Jason P. Schmidt
Sede
GuarniçãoFort Shafter, Havaí
Página oficialhttps://www.usarpac.army.mil/

O Exército dos Estados Unidos no Pacífico é um componente de comando do Exército, que serve de componente terrestre do Comando do Indo-Pacífico.[2] Ele também serve como um quartel-general de Força-Tarefa conjunta. O comando possui unidades no Alasca, Havaí, Japão e na Coreia do Sul. Ademais, encontram-se missões no Sudeste Asiático, nos países que se estendem das Filipinas até Bangladesh e Índia.[3]

As Forças dos Estados Unidos na Coreia (USFK) detêm o comando e controle operacional das forças americanas na Coreia desde janeiro de 2012, e o quartel-general do USARPAC supervisiona o efetivo, o treinamento e o equipamento das forças do Exército designadas para a USFK.

Suas unidades subordinadas atuaram em missões humanitárias em lugares mais distantes, como Cuba, Haiti e Oriente Médio.

História

A primeira formação do Exército dos Estados Unidos estabelecida no Havaí foi o Distrito do Havaí, em 25 de outubro de 1910. Foi sucedida, em 1 de outubro de 1911, pelo Departamento do Havaí, e, a 15 de fevereiro de 1913, pelo Departamento Havaiano. O general brigadeiro Montgomery M. Macomb foi o primeiro comandante do Departamento Havaiano. Sediado no Hotel Alexander Young, foi movido para o Fort Shafter em 1921.[4] O departamento também começou a usar um octágono vermelho como insígnia com a letra “H”. As cores simbolizam a realeza havaiana e os oito lados as principais ilhas do arquipélago.

O tenente-general Walter Short comandava o Departamento Havaiano durante os Ataques à Pearl Harbor. Remanejou-se-o rapidamente para uma unidade no continente. Nesse contexto, reconduziu-se o tenente-general Delos Emmons ao Havaí pelo general Henry Arnold como comandante-geral do Departamento em 17 de dezembro de 1941, dez dias após os ataques. Ele incentivou a criação dos Voluntários de Defesa do Havaí e organizou a substituição das notas de dólar americanas da ilha por novas notas com a palavra HAWAII impressa em excesso; caso a área fosse ocupada, as autoridades americanas poderiam declarar nulas todas as notas marcadas e, assim, tornar sem valor todo o dinheiro que caísse em mãos inimigas. Ademais, também solicitou ao Quartel-General da Força Aérea do Exército o envio de aviões adicionais e os recebeu o mais rápido possível. Emmons reforçou as forças no Havaí, antecipando a Batalha de Midway. Após o Almirante Chester Nimitz assumir o comando do Oceano Pacífico em maio de 1942, o Departamento Havaiano passou a estar sob seu comando.

Em maio de 1943, o general Robert C. Richardson Jr. chegou no Havaí para substituir Emmons. No mês de julho, reorganizou-se radicalmente seu comando, colocando as principais forças aéreas e terrestres da área sob sete comandos principais — todos sob seu controle direto. Reconhecendo a importância da navegação em um teatro de operações oceânico, aboliu as antigas Forças de Serviço e criou, em seu lugar, um Comando de Portos e Serviços do Exército. Estabeleceu-se também umm Comando de Artilharia Havaiana, e designou-se uma Reserva do Departamento. Colocaram-se todas as divisões de combate na área, bem como as previstas, sob comando separado, e formou-se um quartel-general de força-tarefa em antecipação às necessidades futuras. Finalmente, Richardson nomeou um vice-chefe de gabinete para operações, que se tornou, na prática, um oficial de Planejamento de Guerra. Em 14 de agosto, Richardson assumiu o título de “Comandante General das Forças do Exército dos Estados Unidos no Pacífico Central, pela ordem do Presidente”

A extensão geográfica da autoridade do General Richardson sob esta diretiva, diferentemente de seu comando do Departamento Havaiano, correspondia à área delimitada como Pacífico Central na diretiva original de Nimitz. Abrangia todas as áreas terrestres e marítimas do Pacífico entre o Equador e o paralelo 42 N (incluindo a Ilha Canton), com exceção da porção da Área do Pacífico Sudoeste de MacArthur que ficava ao norte do Equador e uma pequena faixa ao largo da costa da América do Sul. Dentro desta vasta região — da qual somente uma pequena porção estava sob controle americano — Richardson era responsável pela administração e treinamento de todas as tropas do Exército dos EUA, terrestres ou aéreas. Essa responsabilidade incluía também o abastecimento, porém a natureza precisa dessas atribuições permaneceu indefinida, aguardando suas recomendações. O General Richardson não tinha responsabilidade por operações além de auxiliar “na preparação e execução de planos” envolvendo as forças do Exército na área, “sujeito à direção do Comandante-em-Chefe da Área do Oceano Pacífico”.

Ao designar Richardson como Comandante-Geral das Forças do Exército dos EUA na Área do Pacífico Central, o Departamento de Guerra nada mencionou sobre suas funções como comandante do Departamento Havaiano. Suas responsabilidades em ambos os casos eram praticamente as mesmas, mas o comando anterior — que acarretava certas responsabilidades legais adicionais — estabelecera-se pelo Congresso e somente alterar-se-ia por esse órgão. Richardson ainda mantinha as funções exclusivas do Departamento Havaiano ou a nova diretiva havia substituído a anterior? Essa confusão esclareceu-se rapidamente quando, em 18 de setembro, o Departamento de Guerra reafirmou a continuidade do Departamento Havaiano sob o comando de Richardson e declarou explicitamente o que antes estava implícito: que suas instruções a Richardson não tinham a intenção de afetar a situação do Departamento Havaiano.

O Fort Shafter tornou-se um quartel-general ocupado e as barracas do Palm Circle converteram-se em escritórios. Os principais quartéis-generais receberam os seguintes nomes: Forças do Exército dos EUA, Área do Pacífico Central (1943–44); Forças do Exército dos EUA, Áreas do Oceano Pacífico (1944–45); e Forças do Exército dos EUA, Pacífico Central (1945–47). Em 1944, o Corpo de Engenheiros do Exército ergueu o “Pentágono Abacaxi” (edifícios T-100, T-101 e T-102) em somente 49 dias.

Em 1 de fevereiro de 1947, a Força de Exército dos Estados Unidos no Pacífico Central tornou-se o Exército dos Estados Unidos no Pacífico.[5]

Durante a Guerra da Coreia, o USARPAC forneceu forças de combate, treinamento e logística. Em 1 de julho de 1957, o Exército no Pacífico tornou-se parte do Comando do Pacífico.[5]

Na Guerra do Vietinã, o Exército promoveu suporte semelhante ao Exército dos Estados Unidos no Vietinã, após o conflito, o USARPAC cortou sua presença na região, por não ser necessária todas aquelas forças no Pacífico. Em 31 de dezembro de 1974, inativou-se o USARPAC. Nesse contexto, as forças na Coreia e no Japão tornaram-se comandos maiores separados. Enquanto isso, no Havaí, a sede do Exército no Pacífico transformou-se na sede do USASCH e da Agência de Campo Operacional do Departamento de Exército.[5]

Nesse cenário, estabeleceu-se o Comando Ocidental dos Estados Unidos, em 23 de março de 1979, como um momando maior. O WESTCOM foi um componente de exército do Comando do Pacífico. Definiu-se a sede do novo comando no Havaí. Em 1989, adicionou-se ao WESTCOM o Exército dos Estados Unidos no Alasca do FORSCOM. Outrossim, em 1990, transferiu-se o Exército dos Estados Unidos no Japão para o WESTCOM.[6]

Em agoto de 1990, o redesignou-se o WESTCOM como Exército dos Estados Unidos no Pacífico (USARPAC), o qual, em 1 de outubro de 2000, reorganizou-se em um componente de serviço terrestre.[5]

Desde os Ataques de 11 de setembro, pôs-se o comando majoritariamente na segurança interna dos Estados Unidos. O USARPAC chegou a enviar unidades para o Afeganistão e para o Iraque. Ademais, também deu suporte a diversas missões humanitárias, recuperação de desastres naturais e suporte a civis.

Responsabilidade do Comandante

  • Responsável perante o Secretário do Exército pela execução das responsabilidades previstas no artigo 7013(b) do Título 10 do Código dos Estados Unidos.
  • Administra e presta apoio às unidades do exército designadas ou subordinadas ao Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos.
  • Reporta-se ao Comandante do Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos.

Estrutura

Entre as antigas unidades, destaca-se a Atividade Química do Exército dos EUA no Pacífico, no Atol de Johnston, cuja história remonta em parte à 267ª Companhia Química e aos experimentos de defesa contra guerra biológica do Projeto 112. Esta unidade tornou-se o Sistema de Descarte de Agentes Químicos do Atol de Johnston, que foi finalmente desativado em 2001.

Referências

  1. Units U.S. Army Pacific
  2. Army, Department of the (11 de dezembro de 2017). «Army Commands, Army Service Component Commands, and Direct Reporting Units» [Comandos do Exército, Comandos de Componentes de Serviço do Exército e Unidades de Reporte Direto] (PDF). Army Publishing Directorate (em inglês). Consultado em 22 de novembro de 2025 
  3. «Eighth Army - An Operational Field Army Headquarters» [Oitavo Exército - Um Quartel-General Operacional de Campo]. U.S. Army (em inglês). 26 de abril de 2012. Consultado em 22 de novembro de 2022. Cópia arquivada em 31 de maio de 2012 
  4. «History of U.S. Army Garrison Hawaii» (PDF). U.S. Army. 2024. Consultado em 22 de novembro de 2025 
  5. a b c d «Evolution of US Army, Pacific and Major Subordinate Commands» [Evolução do Exército dos EUA, do Comando do Pacífico e dos Principais Comandos Subordinados]. U.S. Army Pacifc (em inglês). 14 de abril de 2004. Consultado em 22 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2016 
  6. «ARMY GENERAL ORDER» [Ordem Geral do Exército]. Army Publishing Directorate (em inglês). 10 de outubro de 1989. Consultado em 22 de novembro de 2025 

Fontes

  • Dye, Bob, ed. (2010). Hawai'i chronicles III: World War Two in Hawai'i, from the pages of Paradise of the Pacific. Honolulu: University of Hawai'i Press.
  • Morton, Louis (1961). United States Army in World War II: The War in the Pacific: Strategy and Command: The First Two Years. Washington DC.: Center of Military History.

Ligações Externas

Governo

Informação geral