Euryades corethrus

Campoleta
Euryades corethrus
A borboleta abaixo é a ilustração proveniente da descrição original de E. corethrus, em vista superior, publicada em 1836; as outras duas imagens de borboletas exóticas; provenientes da obra Histoire naturelle des insectes; spécies général des lépidoptères.
A borboleta abaixo é a ilustração proveniente da descrição original de E. corethrus, em vista superior, publicada em 1836; as outras duas imagens de borboletas exóticas; provenientes da obra Histoire naturelle des insectes; spécies général des lépidoptères.
Estado de conservação
Quase ameaçada
Quase ameaçada (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Papilionidae
Subfamília: Papilioninae[2][3]
Tribo: Troidini[2][4]
Género: Euryades
C. Felder & R. Felder, 1864[2][3]
Espécie: E. corethrus
Nome binomial
Euryades corethrus
(Boisduval, 1836)[2][3]
Par de borboletas E. corethrus se acasalando.
Distribuição geográfica
A região sul do Brasil, assim como Paraguai, Uruguai e norte da Argentina, são o habitat da espécie E. corethrus.[3][5]
A região sul do Brasil, assim como Paraguai, Uruguai e norte da Argentina, são o habitat da espécie E. corethrus.[3][5]
Sinónimos
Papilio corethrus Boisduval, 1836[3]

Euryades corethrus (denominada popularmente, em inglês, corethrus swallowtail[5] e, em português, no Brasil, campoleta)[6] é uma espécie de inseto; uma borboleta da região neotropical temperada da América do Sul,[4] pertencente à família Papilionidae e subfamília Papilioninae; encontrada do sul do Brasil (no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) ao Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.[3][5] Foi classificada por Jean-Baptiste Alphonse Dechauffour de Boisduval, com a denominação Papilio corethrus, em 1836,[2][3] na página 314 da obra Histoire naturelle des insectes; spécies général des lépidoptères. Suas lagartas se alimentam de plantas do gênero Aristolochia,[3][4] mais precisamente da espécie Aristolochia sessilifolia, a "jarrinha",[6] absorvendo os compostos tóxicos da planta hospedeira e que tornam tanto as larvas quanto os adultos impalatáveis para seus possíveis predadores.[7]

Dimorfismo sexual

Em Euryades corethrus é possível detectar dimorfismo sexual: os machos dorsalmente sendo de tonalidades enegrecidas, dotados de manchas arredondadas e avermelhadas próximas à borda de suas asas posteriores, enquanto as fêmeas as possuem em tonalidades castanho claras, não havendo diferenças significativas entre suas envergaduras.[7]

Nomenclatura vernácula e ocorrência

A denominação popular campoleta, dada para esta espécie resistente a temperaturas extremas, foi obtida através de uma eleição online realizada na primeira metade do século XXI (ano de 2019) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Enɗêmica dos campos sulinos, no Brasil ela enfrenta o fim do seu habitat por antropização e seus espécimes registrados têm se restringido apenas ao Rio Grande do Sul;[6] desde 2019 colocada no status de espécie quase ameaçada (NT) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).[1] Originalmente era amplamente distribuída nos pampas, no Chaco, cerrado e nos campos de montanha.[7]

Euryades

O gênero Euryades, classificado no ano de 1864, contém duas espécies de borboletas da tribo Troidiniː Euryades corethrus (Boisduval, 1836), sua espécie-tipo, e Euryades duponchelii (Lucas, 1839); ambas habitantes da América do Sul Meridional.[3][4]

Referências

  1. a b Grice, H.; Nunez-Bustos, E.; Mega, N.; Dias, F.M.S.; Rosa, A.; Freitas, A.V.L.; Marini-Filho, O. (abril de 2018). «Euryades corethrus IUCN Redlist assessment» (em inglês). The IUCN Red List of Threatened Species (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025 
  2. a b c d e «Euryades Felder & Felder, 1864». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025 
  3. a b c d e f g h i Savela, Markku. «Euryades C. & R. Felder, 1864» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025 
  4. a b c d SMART, Paul (1975). The Illustrated Encyclopaedia of the Butterfly World, In Colour. Over 2.000 species reproduced life size (em inglês). London: Salamander Books Ltd. p. 261. 274 páginas. ISBN 0-86101-101-5 
  5. a b c PALO JR., Haroldo (2017). Borboletas do Brasil / Butterflies of Brazil, volume 1. Papilionidae, Pieridae, Lycaenidae, Riodinidae 1ª ed. São Carlos, Brasil: Vento Verde. p. 47. 768 páginas. ISBN 978-85-64060-09-8 
  6. a b c Custódio, Aline (13 de janeiro de 2020). «Conheça a Campoleta, borboleta vulnerável à extinção e que só existe no sul do Brasil». GZH - Zero Hora. 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025 
  7. a b c Mega, Nicolás Oliveira; Guimarães, Murilo; Costa, Marcelo Carvalho; Caporale, Andressa; Paesi, Ronaldo Antonio; Fucilini, Lidiane Luisa; Romanowski, Helena Piccoli (outubro de 2020). «Population biology and natural history of the grassland butterfly Euryades corethrus (Papilionidae: Troidini), an endangered species from South American Campos» (em inglês). Journal of Insect Conservation 24(5) (ResearchGate). 1 páginas. Consultado em 27 de outubro de 2025 
  8. SMART, Paul (Op. cit., p.146-147.).