Eurídice Natal e Silva

Eurídice Natal e Silva
Pseudônimo(s)Dirce
Ciná de Talueri
Nascimento
Morte
31 de agosto de 1970 (86 anos)

Nacionalidadebrasileira
Ocupaçãoescritora
contista
colunista

Eurídice Natal e Silva (Goiás, 23 de novembro de 1883Goiás, 31 de agosto de 1970) foi uma escritora, contista e colunista brasileira e fundadora da Academia de Letras de Goiás. Conhecida por "Dirce", usou também o pseudônimo de Ciná de Talueri.[1] É patrona da cadeira 43 na Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro-Oeste[2] e patrona da cadeira 11 na Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás.[3] Foi homenageada como nome de rua no Setor Cora Coralina, em Goianira, Goiás.

Primeiros anos

Eurídice Natal nasceu em 23 de novembro de 1883, na então capital da Província de Goiás, Vila Boa, sendo filha de Ângela de Bulhões Jardim e Joaquim Xavier Guimarães Natal, futuro ministro do Supremo Tribunal Federal e Procurador-Geral da República.[1]

Formação acadêmica

Foi por influência do pai que Eurídice desenvolveu o gosto pela leitura e escrita, depois seguindo estudos sob a orientação dos professores Manuel Caiado (português e latim), Augusto Rios (francês), Eckigrous (inglês) e Ferreira (geografia).[1]

Casa com Marcelo Francisco da Silva em 25 de maio de 1905, seu companheiro até o fim da vida. Se mudam em seguida para o Rio de Janeiro, em função das nomeações do pai, como ministro do Supremo Tribunal Federal, e marido, enquanto deputado federal. O casal teve 12 filhos, 34 netos e 37 bisnetos. Eurídice retorna à Goiás em 1914, por motivos de saúde.[1] Sua neta, Moema de Castro e Silva Olival, foi ocupante da cadeira nº 4 da Academia Goiana de Letras.[4]

Carreira e obra

Eurídice começou a escrever com 19 anos, inicialmente sob o pseudônimo de Ciná de Talueri. Foi contribuidora no Jornal de Goiás, e sua obra consistia em contos e memoriais, baseados em temas cotidianos e suas impressões pessoais.[5] Publicou dois livros: Traços biográficos de Guimarães Natal (1934) e Notas de viagem ao Araguaia (1939).[1]

Em 1904, Eurídice reuniu diversos intelectuais para fundar a Academia de Letras de Goiás, criada em 12 de outubro. Junto à Eurídice estavam Joaquim Bonifácio Gomes de Siqueira, Augusto Rios, Godofredo de Bulhões, Marcelo Silva, Luis do Couto e Francisco Ferreira dos Santos Azevedo.[6] Uma das filhas de Eurídice, Eurídice Silva Juliano, foi a responsável for reunir sua obra em Coletânea: antologia da produção literária de Eurídice Natal.[7]

Obras

  • Traços biográficos de Guimarães Natal. Cidade de Goiás: Popular, 1937.
  • Notas de viagem ao Araguaia. Goiânia: Popular, 1939.

Referências

  1. a b c d e Vasconcellos, Eliane (2009). «Eurídice Natal e Silva». In: Muzart, Zahidé Lupinacci. Escritoras brasileiras do século XIX: antologia. III. Florianópolis: Editora Mulheres. pp. 365–390
  2. «EURYDICE NATAL E SILVA». alcartes.com.br. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  3. «Acadêmicas - Eurídice Natal e Silva». AFLAG - Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  4. Silva, Ademir Luiz da; Ignácio, Ewerton de Freitas (2013). «O espaço da (grande dama) da crítica: entrevista com Moema de Castro e Silva Olival». Via Litterae (ISSN 2176-6800): Revista de Linguística e Teoria Literária (2): 513–525. ISSN 2176-6800. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  5. «Eurydice Natal e Silva, pioneira do conto em Goiás». Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente. 14 de outubro de 2015. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  6. «Eurydice Natal e Silva, pioneira do conto em Goiás». Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente. 14 de outubro de 2015. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  7. Vasconcellos, Eliane (2010). «PRECURSORAS DA LITERATURA GOIANA». Revista UFG (8). ISSN 2179-2925. Consultado em 14 de outubro de 2025