Eudóxia Lascarina Asanina

 Nota: Para a tia-avó, veja Eudóxia Lascarina Angelina.

Eudóxia Lascarina Asanina (em grego: Εὐδοκία Λασκαρίνα Ἀσανίνα; em castelhano: Eudoxia Láscaris Asen; Niceia, 1245/1248Saragoça, 1311) foi uma princesa da família bizantina Láscaris.

Família

Eudóxia foi a quarta filha do imperador niceno Teodoro II Láscaris e de Helena Asenina da Bulgária.[1] Ela cresceu como princesa na corte de Niceia, onde também vivia Constança de Hohenstaufen,[2] viúva de seu avô, João III Ducas Vatatzes. Após a usurpação paleóloga do trono imperial, ambas as damas (a imperatriz viúva Constança e Eudóxia) fugiram, viajando pela mesma rota de Constantinopla para Tende e Sicília, respectivamente, e, anos depois, ambas buscaram proteção no Reino de Aragão, sob o rei Jaime I.

Casamento

Logo após a reconquista de Constantinopla em 1261, Miguel VIII Paleólogo, até então regente e co-imperador com o infante João IV Láscaris, declarou-se imperador único, consolidando sua posição ao cegar e aprisionar João IV. As irmãs de João, entre elas Eudóxia, foram casadas às pressas com estrangeiros, para que seus descendentes não pudessem reivindicar a sucessão imperial.

A jovem Eudóxia casou-se em Constantinopla em 28 de julho de 1261 com Guilherme Pedro I Balbo (1230–1283),[3] conde de Ventimiglia e Tende,[4] uma região da Ligúria então a serviço de Gênova, aliado de Miguel VIII. Esse casamento deu origem à casa Láscaris de Vintimille, que se manteve até o século XIX como uma poderosa família francesa.

Referências

  1. Angelov, D. (2019). The Byzantine Hellene: The Life of Emperor Theodore Laskaris and Byzantium in the Thirteenth Century (em inglês). Cambridge/Nova York: [s.n.] pp. 74, 129 
  2. Actas das II Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval. Porto: [s.n.] 1985 
  3. Dictionnaire de la noblesse, François-Alexandre Aubert de la Chesnaye des Bois (em francês). [S.l.]: Badier. 1774 
  4. Creighton, Mandell; Winsor, Justin; Gardiner, Samuel Rawson; Poole, Reginald Lane; Edwards, John Goronwy; JSTOR (1916). The English Historical Review (em inglês). [S.l.]: Longman