Estrada de Ferro Paracatu
Estrada de Ferro Paracatu | ||||
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| Informações principais | ||||
| Área de operação | Minas Gerais | |||
| Tempo de operação | 1922–1938 | |||
| Interconexão Ferroviária | EFOM: bitolinha e Garças-BH | |||
Ferrovia(s) antecessora(s) Ferrovia(s) sucessora(s)
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| Especificações da ferrovia | ||||
| Bitola | 1,00 m | |||
A Estrada de Ferro Paracatu foi inaugurada na década de 1910 e incorporada à Estrada de Ferro Oeste de Minas em 1922. A Estrada de Ferro Paracatu iniciava na estação de Azurita no entroncamento com o Ramal de Garças. Após seguir sentido noroeste e cruzar a cidade de Pará de Minas, a EFP chegava a uma estação da Linha tronco de bitola de 762mm da Estrada de Ferro Oeste de Minas (conhecida também como Ramal do Paraopeba) chamada "Velho da Taipa" no município de Pitangui de onde começava um pequeno trecho ferroviário chamado de Ramal de Pitangui que servia exclusivamente para ligar as ferrovias EFP e Ramal do Paraopeba à cidade de Pitangui.[1]
A EFP avançou até Barra do Funchal na margem direita do Rio Indaiá sendo seu ponto final, abrangendo também os municípios de Leandro Ferreira, Bom Despacho, Dores do Indaiá e Serra da Saudade. O projeto inicial visava alcançar a cidade de Paracatu. Nos anos 60, o absurdo projeto brasileiro de erradicação de trechos ferroviários considerados "deficitários" em benefício dos transportes rodoviários considerados como "rápidos e econômicos" fez com que várias ferrovias do Brasil tivessem seu tráfego não somente interrompido, mas também os seus trilhos e dormentes arrancados. Até pontilhões de aço foram desmontados, outros trechos foram abandonados com os trilhos sem manutenção e bem enferrujados pela ação do tempo e tomados pela vegetação!
A EFP foi vítima desse criminoso desmonte e dela restaram apenas os cortes da estrada sem os trilhos, com pontilhões de aço e pontes de concreto sem os aterros nas cabeças ou sendo usadas como pontes de passagem para veículos, várias estações abandonadas e tomadas por cupins e vegetação, belos túneis e a invasão imobiliária no traçado da ferrovia nas áreas urbanas. Apenas a cidade de Bom Despacho possui um museu que funciona na antiga estação e é dedicado a história desta ferrovia com um belo exemplar de uma locomotiva a vapor n° 325 fabricada pela “Baldwin Locomotive Works”, em 1911 e importada pelo Brasil em 1918. Está localizada na antiga plataforma de embarque sobre uns 20 ou 30 metros de trilhos sobre dormentes no exato local onde passava a EFP.
A EFP foi importante para o desenvolvimento dessas cidades no Centro-Oeste Mineiro, principalmente para Bom Despacho. Neste município até hoje se mantém lá a antiga Vila dos Ferroviários, hoje Vila Militar (foi incorporada pela Polícia Militar do Estado de Minas Gerais).[2][3]
Referências
- ↑ «Bens histórico-culturais abandonados na malha ferroviária no Centro-Oeste de MG geram ação do MPF». G1. Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ «Estrada de Ferro Paracatu - a ferrovia que não mudou o sertão». vfco.brazilia.jor.br. Consultado em 17 de julho de 2022
- ↑ Railways of Brazil in Postcards and Souvenir Albums (em inglês). [S.l.]: Solaris Editorial. 2005


