Estação Ferroviária de Torre Vã

Torre Vã
Identificação: 93203 BTV (Bif.Torre Vã)[1]
Denominação: Estação Satélite de Torre Vã
Administração: Infraestruturas de Portugal (sul)[2]
Classificação: ES (estação satélite)[1]
Linha(s): Linha do Sul (PK 149+760)
Altitude: 68 m (a.n.m)
Coordenadas: 37°50′19.23″N × 8°22′13.77″W

(=+37.83868;−8.37049)

(mais mapas: 🌍; IGeoE)
Município: OuriqueOurique
Serviços: sem serviços
Inauguração:
Encerramento: sim
Website:
Comboios de tipologias diversas circulando respetivamente a norte (via dupla) e a sul (via simples) do local desta interface.

A estação ferroviária de Torre Vã, mais recentemente identificada como Bifurcação de Torre Vã,[1] é uma interface encerrada da Linha do Sul, que servia a herdade de Torre Vã, no concelho de Ourique, em Portugal.

Descrição

Localização e acessos

Esta interface situa-se em meio rural, a cerca de um quilómetro a nor-noroeste da exploração agrícola cujo nome tomou, na margem oposta do Rio Sado; o seu acesso à IC1/EN261-4 passa por aí, num percurso sinuoso de quatro quilómetros.[3]

Infraestrutura

Mesmo após o seu encerramento a serviços comerciais, tanto de passageiros como de mercadorias, esta interface mantém-se elencada na lista de interfaces da Linha do Sul (tendo o ponto quilométrico nominal sido alterado de PK 149+764[carece de fontes?] para PK 149+760) por aqui cambiar a tipologia da via de simples para dupla[2] — daí a designação oficial como bifurcação, apesar de classificada como "ES" (Estação Satélite) e não como "B" (Bifurcação).[1]

Torre Vã enquanto limiar de tipologia ferroviária:[2]
característica desc. asc.
vias Ermidas-Sado via dupla Funcheira via única
vel. máx. Ermidas-Sado 160-220 km/h Funcheira 120-160 km/h
comunicações Ermidas-Sado RCASA Funcheira RCI

O edifício de passageiros, arruinado,[3] situa-se do lado poente da via (lado direito do sentido ascendente, para Tunes).[4][5]

História

Esta interface faz parte do troço da Linha do Sul entre Garvão e Alvalade, que entrou ao serviço em 23 de Agosto de 1914.[6]

Na década de 1980 esta interface era tipicamente servida por cinco circulações diárias — três ascendentes e duas descendentes.[7][8] Já não consta da listagem de interfaces com serviços de passageiros em 2004,[9] tendo sido encerrada entretanto.

Em numerosas discussões vindas a público desde os finais do séc.XX acerca de um atravessamento ferroviário da Serra Algarvia alternativo ao da Linha do Sul (via Sabóia-Santana-Messines), Torre Vã é habitualmente indicada como o ponto de entroncamento de putativa ferrovia, ligando a Loulé, para sudeste.[carece de fontes?]

Ver também

Referências

  1. a b c d (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. a b c Diretório da Rede 2025. I.P.: 2023.11.29
  3. a b «Cálculo de distância pedonal (37,839081; −8,370659 → 37,83043; −8,35622)». OpenStreetMaps / GraphHopper. Consultado em 5 de julho de 2025 : 4020 m: desnível acumulado de +32−20 m
  4. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  5. Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1684). Lisboa. p. 91-95. Consultado em 1 de Novembro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  7. Horário verão 1980 Caminhos de Ferro Portugueses: Lisboa, 1980: p.7
  8. Horário verão 1984 Caminhos de Ferro Portugueses: Lisboa, 1984: p.22
  9. Diretório da Rede 2005. Refer: 2004.10.13

Ligações externas