Estátua do Farrapeiro
A Estátua do Farrapeiro localiza-se na freguesia do Dominguizo que pertence ao Município da Covilhã.[1][2]
O Farrapeiro, também conhecido por trapeiro, era (é) uma pessoa que vendia e comprava farrapos (trapo de algodão ou linho), para vender às fábricas[3]. Farrapo é um pedaço de tecido velho e sem utilidade. Sem utilidade, propriamente, não: o farrapo, os restos de tecidos, eram reaproveitados – foi uma das primeira formas de reciclagem.
Uma vila perto da Covilhã, no Dominguizo, onde vários homens faziam a sua vida negociando pelas aldeias em volta. Compravam trapos, farrapos, sucatas, peles enfim, tudo o que houvesse em desperdício. O destino dos farrapos eram à data as muitas fábricas de lanifícios da Covilhã para estas fabricarem mantas chamadas «mantas de orelos», mantas de trapos.
O Farrapeiro cantava um pregão. O texto está fixado na chapa de cobre rebitada na estátua à entrada do Dominguizo. Nós achamos, de acordo com as nossas memórias, que o pregão era assim: «Há farrapos ou peles de coelho para vender?»
Referências
- ↑ «O FARRAPEIRO». www.culturacentro.gov.pt. Consultado em 28 de julho de 2023
- ↑ «LOCAIS DE INTERESSE». Junta de Freguesia do Dominguizo. 2 de janeiro de 2021. Consultado em 28 de julho de 2023
- ↑ Joana Antunes (2025). Filigranas no feminino: O Papel das Mulheres na Produção de Papel em Portugal. [S.l.]: Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. p. 19. 162 páginas