Espondilodiscite

Espondilodiscite
EspecialidadeReumatologia, Infectologia, Ortopedia
SintomasDor nas costas, febre, rigidez, sinais neurológicos
CausasInfecções bacterianas, micobacterianas ou fúngicas
Método de diagnósticoRessonância magnética, hemoculturas, biópsia
TratamentoAntibióticos, imobilização, cirurgia (em casos graves)
PrognósticoGeralmente bom com tratamento precoce
FrequênciaRara
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Espondilodiscite é uma condição médica caracterizada pela combinação de discite (inflamação de um ou mais espaços do disco intervertebral) e espondilite (inflamação de uma ou mais vértebras), esta última geralmente envolvendo também as áreas adjacentes ao espaço do disco intervertebral.[1]

Fatores de risco

Diversas condições podem predispor ao desenvolvimento da espondilodiscite, incluindo:

  • Diabetes mellitus;
  • Uso prolongado de corticosteroides (corticoterapia);
  • Uso de drogas por via endovenosa;
  • Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).[2]

Tipos

A espondilodiscite pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Entre os principais tipos estão:

  • Espondilodiscite por Mycobacterium tuberculosis (também chamada espondilodiscite tuberculosa ou mal de Pott);
  • Espondilodiscite por Staphylococcus aureus;
  • Espondilodiscite por Salmonella typhi;
  • Espondilodiscite por Streptococcus viridans;
  • Espondilodiscite séptica (causada por diversos agentes bacterianos em geral).[3]

Sintomas

Os sintomas da espondilodiscite são geralmente insidiosos e podem incluir:

  • Dor intensa localizada na coluna vertebral, muitas vezes persistente e agravada com o movimento;
  • Febre e calafrios;
  • Perda de peso e fadiga;
  • Rigidez e limitação da mobilidade;
  • Em casos mais graves, sinais neurológicos como fraqueza, dormência ou paralisia parcial devido à compressão da medula espinhal.[4]

Diagnóstico

O diagnóstico de espondilodiscite envolve uma combinação de avaliação clínica e exames complementares, como:

  • Ressonância magnética (RM), considerada o exame mais sensível;
  • Tomografia computadorizada (TC), útil para avaliar destruição óssea;
  • Hemoculturas para identificação do agente infeccioso;
  • Biópsia do disco intervertebral ou da vértebra acometida;
  • Exames laboratoriais que podem revelar leucocitose, elevação da proteína C-reativa (PCR) e da velocidade de hemossedimentação (VHS).[2]

Tratamento

O tratamento da espondilodiscite geralmente inclui:

  • Administração de antibióticos intravenosos, ajustados conforme o agente infeccioso identificado;
  • Uso de antituberculosos nos casos de infecção por Mycobacterium tuberculosis;
  • Analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor;
  • Imobilização da coluna em alguns casos;
  • Intervenção cirúrgica em situações de instabilidade vertebral, abscesso epidural ou compressão medular.[2]

Prognóstico

O prognóstico da espondilodiscite depende da rapidez do diagnóstico e do início do tratamento. Em geral:

  • A maioria dos pacientes apresenta boa recuperação com tratamento adequado;
  • Complicações, como deformidades vertebrais e déficits neurológicos, podem ocorrer em casos de diagnóstico tardio;
  • Pacientes imunossuprimidos têm maior risco de evolução desfavorável.[3]

    Referências

    Referências

  1. Zimmerli, W. (2010). Clinical practice: vertebral osteomyelitis. New England Journal of Medicine, 362(11), 1022–1029. DOI: 10.1056/NEJMcp0910753
  2. a b c Berbari, E.F. et al. (2015). 2015 Infectious Diseases Society of America clinical practice guidelines for the diagnosis and treatment of native vertebral osteomyelitis in adults. Clinical Infectious Diseases, 61(6), e26–e46. DOI: 10.1093/cid/civ482
  3. a b Sobottke, R. et al. (2008). Current diagnosis and treatment of spondylodiscitis. Dtsch Arztebl Int, 105(10), 181–187. DOI: 10.3238/arztebl.2008.0181
  4. Tali, E.T. (2004). Spinal infections. European Journal of Radiology, 50(2), 120–133. DOI: 10.1016/j.ejrad.2003.12.006

Ligações externas

Ver também

Referências