Esperantujo
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Esperantujo (AFI: /espeɾan'tujo/, "esperantúio") ou Esperântia ("país do Esperanto") é um termo em Esperanto utilizado por seus falantes para designar a comunidade que fala esta língua, bem como as atividades desenvolvidas pela própria comunidade no âmbito da língua internacional.[1] De maneira mais ampla, quando duas pessoas conversam em Esperanto, elas dizem estar "em Esperantujo",[2] e sendo assim o termo pode se referir a qualquer lugar em que dois ou mais falantes de Esperanto se reúnam.[3] Apesar de não possuir uma representação geográfica, pode compreender 120 países do mundo, onde ocorrem encontros regulares ou existam clubes.[4]
O termo Esperantujo remonta à ideia de povo dentro do movimento esperantista, algumas vezes articulada em um conceito de super-Estado, o que envolveu o desenvolvimento de outras ideias, tais como a unidade monetária própria, um sistema bancário e colônias esperantistas. Algumas crianças cresceram com o Esperanto como sua primeira língua.[5]
Esperantujo é tido pelos esperantistas como um local simbólico de harmonia.[6]
Etimologia
O termo Esperantujo é formado pela junção do radical Esperant- (derivado do pseudónimo de L. L. Zamenhof, Doktoro Esperanto) com o sufixo -ujo.[7]
Originalmente, o sufixo -ujo possuía três funções semânticas principais, estabelecidas no Fundamento de Esperanto:[8]
- País em relação ao seu povo: franco (francês) → Francujo (França); hispano (espanhol) → Hispanujo (Espanha).
- Árvore em relação ao fruto: piro (pera) → pirujo (pereira); ĉerizo (cereja) → ĉerizujo (cerejeira).
- Recipiente ou contentor: supo (sopa) → supujo (sopeira); sukero (açúcar) → sukerujo (açucareiro).
Com a evolução da língua, os dois primeiros usos sofreram um processo de substituição: as árvores passaram a ser frequentemente designadas pelo sufixo composto -arbo (ex: pomarbo) e os países pelo sufixo -io (ex: Francio, Hispanio).[9] No entanto, o termo Esperantujo sobreviveu a esta tendência, mantendo a terminação clássica para reforçar a ideia de que o Esperanto não é apenas um idioma, mas um "recipiente" ou "terra" que contém a sua comunidade.[10]
A junção concede ao termo a conotação de "terra do Esperanto" ou "país do Esperanto", funcionando como um conceito geográfico simbólico para a Esperantida.[7]
História
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Cultura
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Literatura
Congressos
Referências
- ↑ Kolker, Boris. «Lando, kiu ne estas sur la mapo». Lernolibro (em esperanto). esperanto.mv.ru. Consultado em 14 de janeiro de 2011
- ↑ Brewer, Steven. «Poŝtmarkoj el Esperantujo» (em esperanto). Libroj Bierfaristaj. Consultado em 15 de janeiro de 2011
- ↑ Burton 2014, p. 103.
- ↑ UEA. «"Kio estas UEA?"» (em esperanto). UEA. Consultado em 7 de fevereiro de 2016
- ↑ Forster 1982, p. 351.
- ↑ Schubert, p. 183.
- ↑ a b Cherpillod 2003, p. 31.
- ↑ Zamenhof 1905, p. 42.
- ↑ Wells 2010, p. 52.
- ↑ Tonkin 2006, p. 15.
Bibliografia
- Forster, Peter G (1982). The Esperanto Movement. Col: Contributions to the Sociology of Language (CSL) (em inglês) ilust. reimp. ed. The Hague: Mouton de Gruyter. 427 páginas. ISBN 90-279-3399-5
- Schubert, Klaus (1989). Interlinguistics: Aspects of the Science of Planned Languages (em inglês). Berlim; Nova Iorque: Mouton de Gruyter. ISBN 3-11-011910-2
- Burton, Charlotte (2014). Beginning Esperanto Workbook (em inglês). [S.l.]: Lulu.com. p. 214. ISBN 978-1-312-28519-4
- Cherpillod, André (2003). Konciza Etimologia Vortaro. Rotterdam: Universala Esperanto-Asocio. ISBN 92-9017-082-4
- Tonkin, Humphrey (2006). Esperanto, Identity, and Education. [S.l.]: Center for Research and Documentation on World Language Problems
- Wells, John C. (2010). Lingvistikaj Aspektoj de Esperanto. Rotterdam: Universala Esperanto-Asocio. ISBN 978-92-9017-082-1 Verifique
|isbn=(ajuda) - Zamenhof, L. L. (1905). Fundamento de Esperanto 9ª (reimpressão 1991) ed. Paris: Esperantaj Francaj Eldonoj
Ligações externas
