Esfendadates (governador)
Esfendadates (em grego: Σφενδαδάτης; romaniz.: Sphendadátе̄s) foi um aristocrata iraniano da Casa de Ispabudã, que foi governante da província sassânida de Azerbaijão. Era filho do poderoso general sassânida Farruquezade, que era irmão de Rustão Farruquezade e filho de Farruque Hormisda, também chamado Hormisda V (r. 630–631).
Nome
Esfendadates (Sphendadatēs; Σφενδαδάτης, Sphendadátе̄s) ou Espandiates (Σπανδιάτης, Spandiátе̄s) são as formas grega e latina do parta *Espandadata (𐭎𐭐𐭍𐭃𐭕, spndt; *Spandadāt(a-)) e Espandataque (Spanddātak [spndtk]). Essas formas surgiram do iraniano antigo Espantadata (*Spanta-dāta-) e do avéstico Espentodata (𐬯𐬞𐬆𐬧𐬙𐬋𐬜𐬁𐬙𐬀 / 𐬯𐬞𐬆𐬧𐬙𐬋⸱𐬛𐬁𐬙𐬀, Spəntōdāta-), que é formado por *spənta, "santo, sagrado", e *dāta, "dado, concedido", e significa "santamente concedido". Foi registrado em persa médio como Espandade (𐭮𐭯𐭭𐭣𐭠𐭲𐭠𐭭, spndʾtʾn; Spanddād), em persa novo como Espandiate (اسپندیات, Spandyāt), Ispandiade (اسپندیاد, Ispandiyād), Isfandiar (اسفندیار, Isfandiyār) e Isfandiade (اسفندیاذ, Isfandiyād), em báctrio como Aspandolado (Ασπανδολαδο), em soguediano como Espandate (𐼰𐼼𐼾𐼻𐼹𐼰𐽂, ʾspnδʾt; Espandat), em aramaico como Espantadate (𐡎𐡐𐡍𐡕𐡃𐡕, Spntdt), em armênio em Espandarate (Սպանդարատ, Spandarat) e em georgiano como Espandate (სპანდატ, Sṗandaṭ).[1][2]
Vida
Esfendadates aparece pela primeira vez em 642/643, quando é citado como príncipe do Azerbaijão. Como chefe de um grande exército, junto com Muta e Basterotes II lutou os árabes muçulmanos em Uaje Rude, uma vila em Hamadã.[3] Contudo, eles foram derrotados. Alguns anos depois, em 651, os árabes invadiram a Azerbaijão, os domínios de Esfendadates e seu irmão Barã. Esfendadates novamente organizou-se contra os árabes, onde uma batalha foi travada. Ele foi, contudo, novamente derrotado e desta vez capturado.[4]
Enquanto em cativeiro, Esfendadates contou ao general árabe Bucair ibne Abedalá que se quisesse conquistar o Azerbaijão fácil e pacificamente, deveria fazer a paz com ele. Segundo Balami, Esfendadates é conhecido por ter dito: "Se você me matar todo o Azerbaijão se erguerá em vingança ao meu sangue, e guerreará contra você."[4] O general aceitou o conselho de Esfendadates e fez a paz. Porém, Barã, irmão do cativo, se recusou a se submeter e manteve resistência. Foi rapidamente derrotado e forçado a fugir do Azerbaijão.[5]
Referências
- ↑ Ačaṙyan 1942–1962, p. 597.
- ↑ Martirosyan 2019, p. 332.
- ↑ Pourshariati 2008, p. 249.
- ↑ a b Pourshariati 2008, p. 278.
- ↑ Pourshariati 2008, p. 279.
Bibliografia
- Ačaṙyan, Hračʻya (1942–1962). «Սպանդարատ». Hayocʻ anjnanunneri baṙaran [Dictionary of Personal Names of Armenians]. Erevã: Imprensa da Universidade de Erevã
- Martirosyan, Hrach (2019). «The Armenian Patronymic Arcruni». In: Avetisyan, Pavel S.; Dan, Roberto; Grekyan, Yervand H. Over the Mountains and Far Away. Studies in Near Eastern History and Archaeology presented to Mirjo Salvini on the occasion of his 80th birthday. Oxônia: Archaeopress
- Pourshariati, Parvaneh (2008). Decline and Fall of the Sasanian Empire: The Sasanian-Parthian Confederacy and the Arab Conquest of Iran. Nova Iorque: IB Tauris & Co Ltd. ISBN 978-1-84511-645-3