Escorregador

Escorregador

Escorregador no Parque de Alcacer, em Valência, Espanha.
Informações
Criador(a) Desconhecido (primeiros registros modernos no início do séc. XX)
País de origem Estados Unidos
Data de lançamento c. 1902
Material(is) Plástico, metal, madeira, concreto, fibra de vidro
Público Infantil
Tipo Equipamento de lazer / Parque infantil

Um escorregador, escorrega, escorregão, escorregadeira ou escorrego[1] é um equipamento de lazer encontrado em áreas de recreação infantil como parques, escolas e quintais.[2][3] É um exemplo clássico da máquina simples conhecida como plano inclinado, que facilita o movimento de objetos para cima e para baixo ou, neste caso, torna a descida uma atividade lúdica.

O escorregador consiste em uma calha (ou superfície de deslizamento) elevada na parte posterior e inclinada até o solo. Pode ser plana, semicilíndrica ou tubular para evitar quedas. O usuário, geralmente uma criança, sobe até o topo por meio de uma escada e desliza sentada pela superfície lisa até o chão. No final da descida, é comum haver uma área de desaceleração ou um material macio (como areia ou borracha) para absorver o impacto.

Os escorregadores são fabricados em diversos materiais, como plástico, metal, concreto ou madeira, e devem possuir uma superfície polida para reduzir o atrito e permitir o deslizamento seguro.

História

Crianças em um escorregador na escola de treinamento do East Texas State Normal College em 1921.

O escorregador de playground mais antigo de que se tem notícia foi erguido no parquinho da "Neighborhood House" em Washington, D.C., entre o início de 1902 e agosto de 1903.[4] O primeiro escorregador de bambu em Coney Island foi inaugurado em maio de 1903, o que torna incerto qual foi o pioneiro absoluto: o escorregador de parquinho ou o de parque de diversões.[5]

Os primeiros modelos eram frequentemente chamados de "Slide, Kelly, Slide" (em referência a uma canção popular da época), "Helter Skelter" (em referência ao escorregador de Coney Island) ou "Shoot the Chutes" (referindo-se ao toboágua famoso criado por Paul Boyton).[5]

O fabricante Wicksteed afirmou que o escorregador de parquinho foi inventado por seu fundador, Charles Wicksteed, e instalado no Wicksteed Park (Reino Unido) em 1922.[6] No entanto, essa afirmação é contestada por uma patente dos EUA de 1916 e por registros de escorregadores em telhados de Nova Iorque por volta de 1900, além do escorregador do jovem czarevich Alexei na Rússia (c. 1910) e o escorregador de 13,7 metros no Smith Memorial Playground na Filadélfia, instalado em 1904.[7][8]

Tipos

"O Golem" - um monstro gigante com três línguas vermelhas que servem como escorregadores, em Jerusalém.

Existem diversos estilos de escorregadores, que podem ser independentes ou parte de uma estrutura maior de brinquedos (como um playground modular):

  • Escorregador em espiral: Enrola-se em torno de um poste central formando uma espiral descendente.
  • Escorregador ondulado: Possui ondas em sua forma, fazendo com que a pessoa suba e desça ligeiramente enquanto desliza, adicionando emoção à descida.
  • Escorregador em tubo: É fechado em forma de tubo, podendo ser reto, curvo ou com ondulações, oferecendo uma experiência "no escuro" ou mais segura contra quedas laterais.
  • Escorregador reto: É uma calha plana que desce em um ângulo leve e constante.
  • Escorregador de rolos: Feito de cilindros horizontais que giram sob a pessoa enquanto ela desliza, reduzindo o atrito sem necessidade de uma superfície polida.
  • Escorregador de parque de diversões: Versões muito maiores e mais altas, com múltiplas pistas paralelas. Os usuários muitas vezes utilizam um saco ou tapete para sentar, reduzindo o atrito e protegendo as roupas e a pele (conhecido como tobogã).
  • Escorregador de queda livre: Possui uma descida vertical ou quase vertical no início, suavizando a curva apenas perto do final.
  • Toboágua (ou escorregador aquático): Próprio de parques aquáticos, possui um fluxo de água constante sobre a superfície para facilitar o deslizamento e termina em uma piscina.
  • Escorregador inflável: Feito de material flexível e mantido cheio por um soprador de ar externo. É mais macio que os tradicionais e muito usado em festas infantis. Também é utilizado em aviões como rampa de evacuação de emergência.
  • Escorregador de gelo: Construído ou esculpido em gelo, comum em festivais de inverno em países frios.

Segurança

O uso de escorregadores pode apresentar riscos de lesões se não forem tomados os devidos cuidados. Quando o equipamento é elevado e não possui proteções laterais ou corrimãos adequados, podem ocorrer quedas, resultando em contusões, torções ou fraturas. Materiais como metal podem ficar excessivamente quentes sob o sol direto, causando queimaduras na pele.

Um risco específico e pouco conhecido ocorre quando adultos descem com crianças pequenas no colo. Se o sapato da criança prender na borda lateral do escorregador durante a descida, o peso e o momento do adulto que vem logo atrás podem empurrar a criança com força excessiva, resultando frequentemente em fraturas na perna (tíbia).[9] Se a criança estivesse descendo sozinha, ela simplesmente pararia ao prender o pé, evitando a lesão grave.

Ver também

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 690.
  2. Por Maria Walburga dos Santos,Tizuko Morchida Kishimoto. «Jogos e brincadeiras: Tempos, espaços e diversidade (Pesquisa em Educação)». Consultado em 24 de novembro de 2017 
  3. Sônia Altoé. «Infâncias perdidas: o cotidiano nos internatos-prisão». Consultado em 24 de novembro de 2017 
  4. «Early Sports and Pop Culture History Blog: Cellar Doors and Trolleys - the History of Playground Slides». 21 de agosto de 2017 
  5. a b Jensen-Brown, Peter (21 de agosto de 2017). «Cellar Doors and Trolleys – the History of Playground Slides». Early Sports 'n' Pop-Culture History Blog. Consultado em 27 de setembro de 2017 
  6. «World's first children's slide». BBC. 17 de março de 2012. Consultado em 18 de março de 2012 
  7. «Rooftop Playground, NYC, c. 1900». 12 de junho de 2008 
  8. «Coney Island Playground Slide 1905». 2 de outubro de 2009 
  9. Parker-Pope, Tara (23 de abril de 2012). «Well: At Playground, Child Plus Lap Can Equal Danger.». The New York Times. Consultado em 24 de abril de 2012