Erylus formosus

Erylus formosus
Taxocaixa sem imagem
Classificação científica
Reino:
Animalia
Filo:
Porifera
Classe:
Demospongiae
Ordem:
Tetractinellida
Família:
Geodiidae
Gênero:
Erylus
Espécies:
E. formosus
Nome binomial
Erylus formosus
Sollas, 1886

Erylus formosus é uma esponja marinha do Atlântico Ocidental descrita por William J. Sollas em 1886.

Descrição morfológica

Erylus formosus apresenta hábito de crescimento maciço e lobado, formando massas que podem atingir de 15 a 30 centímetros de comprimento.[1] A coloração externa, em espécimes vivos, varia do marrom escuro quase negro, ficando levemente mais claro no interior, que se revela branco em corte transverso.[2] Superfície externa é lisa quando submersa, tornando-se ligeiramente enrugada ao ser exposta ao ar.[1] Ósculos uniporais localizam-se no topo de lobos verticais, conduzindo a cloacas onde canais exalantes convergem sem estrutura de esfíncter aparente.[1]

Distribuição e habitat

E. formosus ocorre no Atlântico Ocidental, abrangendo o Caribe (Bahamas, Cuba, Ilhas Virgens), costa leste dos Estados Unidos (Flórida) e águas do México e Belize.[3] No Brasil, ocorre desde o litoral do Nordeste até o Maranhão, inclusive em Fernando de Noronha e Arquipélago de Rocas, em profundidades de 3 a 174 metros.[4][5] Habita substratos duros, como recifes de coralina e macrófitas, fixando-se em fissuras e cavidades entre algas coralinas.[3]

Biologia e ecologia

Alimentação: filtradora, captura partículas suspensas e plâncton por meio de coanócitos, contribuindo para a clarificação da coluna d’água e ciclagem de nutrientes.

Reprodução: reproduz-se de forma assexuada, por gêmulas que se desenvolvem em condições de estiagem, e sexualmente, liberando esperma e óvulos na coluna d’água para fertilização externa.[3]

Associações microbianas: bactérias heterotróficas isoladas de Erylus spp. demonstram atividade antimicrobiana, sugerindo papel protetor ao hospedeiro.[6]

Metabolitos secundários: Fonte de triterpeno glicósidos (erylosídeos), como formosídeo, importantes em estudos de fitoquímica marinha devido à sua poderosa atividade biológica.[7][8]

Estado de conservação

Não avaliada individualmente pela IUCN, mas considerada de preocupação menor devido à ampla distribuição e ausência de declínio populacional significativo.[4] A coleta para estudos bioquímicos e a degradação de recifes por mudanças climáticas representam ameaças pontuais.

Taxonomia

Erylus formosus foi descrita por Sollas em 1886 com base em espécimes coletados nas Bahamas. Estudos posteriores confirmaram sua validade como espécie distinta, diferenciando-a de outros táxons de Erylus pela combinação única de aspidasters e triaenes sob o ectocortex.[1]

Referências

  1. a b c d Plazi TreatmentBank (2025). Erylus formosus Sollas, 1886 – Características diagnósticas. Disponível em: https://treatment.plazi.org/id/03FD6D27AA523204FF4B2ADFBAD2E899. Acesso em 04 de junho de 2025.
  2. Reeflex (2025). Erylus formosus – Perfil. Disponível em: https://spongeguide.uncw.edu/speciesinfo.php?species=102. Acesso em 04 de junho de 2025.
  3. a b c Reeflex (2025). Erylus formosus – Perfil (inglês). Disponível em: https://se.reeflex.net/tiere/15755_Erylus_formosus.htm. Acesso em 04 de junho de 2025.
  4. a b World Porifera Database (2025). Erylus formosus Sollas, 1886. Disponível em: https://www.marinespecies.org/porifera/porifera.php?id=170070&p=taxdetails. Acesso em 04 de junho de 2025.
  5. Lehnert, H.; Stone, R.P.; Ruiz, F. (2009). “Morphological description and DNA barcodes of shallow-water Tetractinellida...”. Zootaxa, 2276: 39–50. Acesso em 04 de junho de 2025.}
  6. NCBI PMC (2015). “The marine sponge genus Erylus, Gray, 1867…”. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4423441/. Acesso em 04 de junho de 2025.
  7. VlIZ (2023). “Triterpene and steroid glycosides from marine sponges...”. Molecules, 28(2503). Disponível em: https://www.vliz.be/imisdocs/publications/388941.pdf. Acesso em 04 de junho de 2025.
  8. ResearchGate (2007). “Isolation and Structures of Erylosides from the Caribbean Sponge…”. Acesso em 04 de junho de 2025.