Eruandaxata

Eruandaxata
Eruandaxata
Colina onde se encontra Eruandaxata

Cruzes de pedra em Eruandaxata
Localização atual
Eruandaxata está localizado em: Armênia
Eruandaxata
Localização do sítio de Eruandaxata
Coordenadas 🌍
País Armênia
Província Armavir
Dados históricos
Fundação ca. 200 a.C.
Abandono Após o século VII

Eruandaxata (em armênio: Երուանդաշատ; romaniz.: Eruandašat) ou Eruandacerta (Երուանդակերտ, Eruandakert), talvez helenizada como Orontaxata e Orontocerta,[1] foi uma cidade armênia e uma das capitais históricas da Armênia entre ca. 200 e 176 a.C. sob o governo da dinastia orôntida e no início do governo de seus sucessores, a dinastia artaxíada. Suas ruínas estão localizadas em uma colina rochosa perto da confluência dos rios Acuriã e Aras, na margem esquerda do Aras, entre as aldeias de Eruandaxata e Bagarana na Armênia moderna.

Nome

Eruandaxata (Երուանդաշատ, Eruandašat), que se traduz como "Felicidade de Ervande (ou seja, Orontes)",[2] é a forma armênia do topônimo e deriva do persa médio *Arvandaxade (*Arwandašād); comparar com o persa antigo *Aruvanta-xiati- (*Aruvanta-šiyāti-).[3]

História

Eruandaxata foi construída sobre a colina rochosa na junção dos rios Acuriã e Araxes,[4] no cantão de Arsarúnia, na província de Airarate.[5] Suas ruínas estão localizadas entre as aldeias de Eruandaxata (antiga Baquechalar) e Bagarana (antiga Queribeclu) na Armênia moderna.[2] O sítio arqueológico não foi objeto de grandes escavações, mas alguns exames preliminares das fortificações foram feitos e alguns restos de palácios dos períodos urartiano e helenístico foram descobertos.[6]

Foi fundada por Orontes IV (r. 212–200 a.C.) ca. 200 a.C. como a nova capital do Reino da Armênia,[7] supostamente, segundo Moisés de Corene, porque Armavir ficou seca por uma mudança no curso de Aras. No entanto, o historiador Babken Arakelyan acredita que a verdadeira razão à mudança foi que o rival de Orontes, Artaxias, havia assumido Armavir.[4] Permaneceu como capital até Artaxias I (r. 189–161 a.C.) fundar Artaxata por volta de 176 a.C.. De acordo com Moisés de Corene, Eruandaxata foi renomeada Marmete ou Artamete por um curto período. Era bem fortificada com muralhas e uma cidadela e tinha alguma importância como centro comercial.[2] Era povoada por armênios e outros grupos que haviam sido reassentados ali no reinado de Tigranes, o Grande (r. 95–55 a.C.),[4] incluindo uma grande população judaica.[2]

No século IV, foi dada por Tiridates IV (r. 288–330) à família Camsaracânio, um ramo da dinastia reinante e torna-se centro do distrito de Arsarúnia. Foi destruída pelo Sapor II (r. 309–379) na invasão persa de cerca de 364 e sua população (supostas 20 mil famílias armênias e 30 mil judaicas) foram deportados ao Império Sassânida. Ainda existiu no século VII, mas nunca recuperou sua antiga importância.[2] Os restos de muros, ruas e edifícios da cidade antiga sobreviveram, bem como as ruínas de um assentamento construído no local durante os tempos medievais, duas igrejas em ruínas, cachecares e inscrições murais.[4]

Referências

  1. Toumanoff 1963, p. 319.
  2. a b c d e Hewsen 1998.
  3. Canepa 2018, p. 99.
  4. a b c d Arakelyan 1977, p. 640.
  5. Toumanoff 1963, p. 206.
  6. Muradyan 2023.
  7. Toumanoff 1963, p. 75, nota 83.

Bibliografia

  • Arakelyan, B. (1977). «Ervandashat». In: Simonyan, Abel. Haykakan sovetakan hanragitaran [Armenian Soviet Encyclopedia]. 3. Erevã: Haykakan hanragitarani glxavor Xmbagrutʻyun. pp. 639–640 
  • Canepa, Matthew P. (2018). The Iranian Expanse: Transforming Royal Identity Through Architecture, Landscape, and the Built Environment, 550 BCE–642 CE. Oaclande: University of California Press. ISBN 978-0-520-37920-6 
  • Toumanoff, Cyril (1963). Studies in Christian Caucasian History. Washington: Imprensa da Universidade de Georgetown 
  • Hewsen, Robert H. (1998). «Eruandašat». Enciclopédia Irânica Vol. VIII, Fasc. 6. Nova Iorque: Imprensa da Universidade de Colúmbia 
  • Muradyan, Syuzanna (2023). «Zum Nachleben urartäischer Architektur im Jerwandaschat-Komplex am Araxes (Armenien)». Boreas. 46: 45–64