Eric Stenbock

Eric Stenbock
Stenbock em 1886
Nascimento
12 de março de 1860

Morte
26 de abril de 1895 (35 anos)

OcupaçãoPoeta, contista, tradutor

Graf Eric Stanislaus (ou Stanislaus Eric) Stenbock 12 de março de 186026 de abril de 1895) foi um poeta, tradutor e contista de ficção fantástica macabra anglo-teuto-sueco.

Biografia

Stenbock era conde de Bogesund e herdeiro de uma propriedade perto de Kolga, na Estônia. Seus pais eram Lucy Sophia Frerichs, filha e herdeira de Johann Andreas Frerichs, magnata da indústria têxtil de Manchester, e do Conde Erich Stenbock, de uma importante família da nobreza alemã do Báltico. A família se tornara proeminente durante o reinado de Gustav Vasa: Catarina Stenbock foi a terceira e última consorte de Gustav Vasa e rainha consorte da Suécia entre 1552 e 1560. O filósofo Immanuel Kant foi seu tio-trisavô.[carece de fontes?]

O pai de Stenbock morreu subitamente quando este tinha um ano de idade; sua herança foi mantida em fideicomisso por seu avô, Magnus. O avô materno de Eric também morreu quando este era jovem, em 1866, e Eric herdou outro fundo de fideicomisso.

Stenbock matriculou-se no Balliol College em Oxford, mas nunca completou seus estudos. Na universidade, Eric foi profundamente influenciado pelo pintor e ilustrador pré-rafaelita homossexual Simeon Solomon. Stenbock supostamente também teve um relacionamento com o compositor e maestro Norman O'Neill, entre outros.[1]

Em Oxford, Stenbock também se converteu ao Catolicismo e adotou o nome “Stanislaus”. Alguns anos depois, Stenbock confessou que experimentava uma religião diferente a cada semana nos seus tempos em Oxford. No fim da vida, Stenbock parece ter desenvolvido uma religião sincretista que continha elementos de Catolicismo, Budismo e idolatria.

O Conde Magnus faleceu em 1885, de modo que Stenbock, na posição de parente mais velho do sexo masculino, herdou o título de conde e as propriedades da família na Estônia. Stenbock mudou-se para Kolga durante um ano e meio; voltando para a Inglaterra no verão de 1887, período em que seus problemas de alcoolismo e vício em drogas se agravaram.[carece de fontes?]

O comportamento de Stenbock era excêntrico. Ele mantinha cobras, lagartos, salamandras e rãs em seu quarto, além de um “zoológico” no jardim que incluía uma rena, uma raposa e um urso. Quando viajava, invariavelmente era acompanhado de um cão, um macaco e um boneco em tamanho real. Stenboc chamava o boneco de “le Petit Comte” (“o condezinho”) e dizia a todos que era seu filho, insistindo que fosse trazido à sua presença diariamente; quando estava ausente, Stenbock perguntava sobre a saúde do boneco. (A família de Stenbock acreditava que um jesuíta inescrupuloso havia recebido somas vultuosas pela educação do “herdeiro”.)[2]

Obra

Stenbock morou na Inglaterra quase toda a vida e escreveu sua obra em inglês. Em vida, publicou livros de poesia, incluindo Love, Sleep, and Dreams (1881) e Rue, Myrtle, and Cypress (1883). Em 1894, publicou The Shadow of Death, seu último volume de poesia, e Studies of Death, uma coletânea de contos.[carece de fontes?]

Morte

Em 26 de abril de 1895, Stenbock morreu de cirrose hepática na casa da mãe, Withdeane Hall, próximo a Brighton; o falecimento não foi noticiado na imprensa, exceto por uma breve mensão no jornal The Times (30 de abril de 1895). Stenbock escolhera More Adey como testamenteiro literário.[carece de fontes?]

Legado

A editora Strange Attractor Press publicou uma coletânea dos contos, poemas e ensaios de Stenbock intitulada Of Kings and Things,[3] em 2019.

Obra

Poesia

  • Love, sleep & dreams : a volume of verse. - Oxford : A. Thomas Shrimpton & Son ; Simpkin Marshall & Co, 1881?
  • Myrtle, rue and cypress : a book of poems, songs and sonnets. - London : [privately printed by] Hatchards, 1883
  • The shadow of death : poems, songs, and sonnets. - London : The Leadenhall Press, 1893

Contos

  • Studies of death : romantic tales (London : David Nutt, 1894)

Biografias e outros

  • Adlard, John. Stenbock, Yeats and the Nineties ; with an hitherto unpublished essay on Stenbock by Arthur Symons and a bibliography by Timothy d'Arch Smith. - Londres : Cecil & Amelia Woolf, 1969
  • Costelloe, Mary. Christmas with Count Stenbock / [editado por] John Adlard ; frontispício de Max Beerbohm. -Londres : Enitharmon, 1980. - Contém cartas de Mary Costelloe
  • Reed, Jeremy. A hundred years of disappearance : Count Eric Stenbock. - [Reino Unido? : J. Reed, 1995]

Referências

  1. Gordon, Joan; Hollinger, Veronica (1997), Blood Read: The Vampire As Metaphor in Contemporary Culture, ISBN 0-8122-1628-8, University of Pennsylvania Press, p. 177 
  2. Stenbock, Stanislaus Eric, Count (2018). Of kings and things : strange tales and decadent poems. David Tibet, Timothy D'Arch Smith. London, UK: [s.n.] ISBN 978-1-907222-57-3. OCLC 978571456 
  3. Stenbock, Stanislaus Eric, Count (2018). Of kings and things : strange tales and decadent poems. David Tibet, Timothy D'Arch Smith. London, UK: [s.n.] ISBN 978-1-907222-57-3. OCLC 978571456 

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