Enxaqueca retiniana

Enxaqueca retiniana
Exemplo de escotoma cintilante que pode ser experimentado por algumas pessoas
EspecialidadeNeurologia, Oftalmologia
SintomasEpisódios de problemas visuais, dor de cabeça[1]
DuraçãoMenos de uma hora[2]
CausasIncertas[2]
Fatores de riscoEstresse, tabagismo, pressão alta, pílulas anticoncepcionais, exercícios físicos, altitude elevada, hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue), desidratação.[2]
Condições semelhantesEnxaqueca com aura, aumento da pressão intracraniana, amaurose fugaz, neurite óptica, arterite de células gigantes.[2]
TratamentoEvitar fatores de risco, nifedipino, aspirina.[2]
FrequênciaRara[2]
Classificação e recursos externos
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Enxaqueca retiniana é um distúrbio caracterizado por episódios de alterações visuais em um olho, seguidos por dores de cabeça do tipo enxaqueca.[1] Os problemas de visão podem variar desde perda total, visão borrada e luzes piscantes até um escotoma, e, geralmente, duram menos de uma hora.[2] A maioria das pessoas apresenta dor de cabeça no mesmo lado dos problemas de visão.[2] As complicações podem incluir perda permanente da visão.[2]

Metade das pessoas afetadas pela enxaqueca retiniana possui histórico familiar de enxaquecas e um terço possui histórico pessoal de enxaquecas.[2] Fatores de risco para um episódio incluem estresse, tabagismo, pressão alta, pílulas anticoncepcionais, exercícios físicos, altitude elevada, hipoglicemia e desidratação.[2] O mecanismo subjacente não é totalmente conhecido, mas teorias apontam para espasmos dos vasos sanguíneos que irrigam o olho e para a depressão alastrante dos neurônios na retina.[2][1] O diagnóstico exige descartar outras possíveis causas.[2] Diferencia-se da aura típica da fase inicial de uma enxaqueca com aura, já que esta afeia, geralmente, ambos os olhos.[2]

O tratamento consiste em evitar os fatores de risco que desencadeiam os episódios.[2] Caso isso não seja suficiente, pode-se utilizar aspirina ou bloqueadores dos canais de cálcio, como o nifedipino.[2] Triptanos, di-hidroergotamina e beta-bloqueadores devem ser evitados.[2] A enxaqueca retiniana é rara.

Apesar de os casos poderem surgir a partir dos 7 anos de idade, a maioria das pessoas é acometida, pela primeira vez, por volta dos 20 anos.[2] Esse quadro é mais frequente em mulheres.[1] A condição foi registrada, pela primeira vez, em 1882, por Galezowski.[1]


Referências

  1. a b c d e Grosberg BM, Solomon S, Lipton RB (agosto de 2005). «Retinal migraine». Curr Pain Headache Rep. 9 (4): 268–71. PMID 16004843. doi:10.1007/s11916-005-0035-2 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q Al Khalili, Y; Jain, S; King, KC (janeiro de 2020). «Retinal Migraine Headache». StatPearls. PMID 29939547