Surto de intoxicações por metanol no Brasil em 2025

Surto de intoxicações por metanol no Brasil em 2025
Surto de intoxicações por metanol no Brasil em 2025
Metanol, um líquido incolor com características parecidas com as do etanol.
Doença Intoxicação por metanol
Local Brasil (12 estados)
Estatísticas globais
Casos confirmados 24
Casos suspeitos 235
Mortes 2 confirmadas
12 em investigação
Atualizado em 8 de outubro de 2025[1]

Em 2025, o Brasil registrou um surto de intoxicações por metanol associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Falsificadores adicionaram metanol, substância extremamente tóxica, a destilados posteriormente comercializados de forma irregular e consumidos pelas vítimas.[2][3][4]

Em resposta ao surto, o governo federal brasileiro emitiu em 30 de setembro de 2025 um alerta nacional. Até então, três mortes haviam sido oficialmente confirmadas pelo Laboratório de Toxicologia Analítica do CIATox-Campinas.[5] A crise do metanol atingiu proporções nacionais no início de outubro, espalhando-se por vários estados brasileiros, provocando apreensão da população e redução do consumo de bebidas alcoólicas.

Contexto

O metanol (CH₃OH) é um álcool altamente tóxico, utilizado principalmente na indústria química para a produção de solventes, adesivos e combustíveis. Embora seja um líquido à temperatura ambiente com propriedades semelhantes às do etanol, utilizado nas bebidas alcoólicas, ele não deve estar presente no álcool para consumo humano.[6]

Ao ser metabolizado no organismo, o metanol gera formaldeído e ácido fórmico, substâncias que podem causar sérios danos à saúde, incluindo perda de visão irreversível e até a morte.[6] Os sintomas de intoxicação por metanol podem aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão, incluindo alterações visuais, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e sudorese excessiva. Em caso de suspeita de intoxicação, orienta-se buscar atendimento médico imediato.[6]

A presença do metanol em bebidas alcoólicas, quase sempre por adulteração clandestina, é ilegal e extremamente perigosa.[6] Os casos registrados no surto de 2025 foram associados ao consumo de bebidas destiladas adulteradas (como gin, uísque e vodca[7]), sendo geralmente consumidas em festas ou adquiridas em estabelecimentos não regulamentados.[6]

A crise não foi novidade no Brasil, uma vez que outros casos semelhantes já haviam ocorrido, como em dezembro de 1992, quando 160 pessoas foram intoxicadas e três mortas em uma balada em Diadema.[8] Em 1999, 400 pessoas foram intoxicadas na Bahia por cachaça contaminada com metanol, o que levou a 35 mortes.[9]

Pouco antes do início do surto, houve uma operação em São Paulo contra a venda de etanol combustível adulterado em postos de gasolina pelo crime organizado, particularmente pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Os estabelecimentos fechados na operação vendiam combustível com até 90% de metanol, muito acima do limite permitido de 0,5%, por ser mais barato. Criou-se especulação sobre a origem do metanol utilizado nas bebidas, que poderia ter sido revendido para falsificadores de bebidas alcoólicas após o fechamento dos postos de combustível.[10][11]

Epidemiologia

Os casos do surto iniciaram-se no final de agosto de 2025. O número de ocorrências em agosto e setembro aproximou-se da média anual histórica de intoxicações por metanol no Brasil, estimada em cerca de vinte casos por ano.[12]

Até o dia 8 de outubro, 259 casos confirmados ou suspeitos de intoxicação haviam sido notificados nacionalmente, sendo a maioria concentrada no estado de São Paulo. 145 suspeitas haviam sido descartadas.[1]

Um total de 12 estados apresentaram casos confirmados ou em investigação. Houve ainda casos descartados no Acre,[13] na Bahia,[14] no Espírito Santo,[15] no Mato Grosso,[16] em Minas Gerais[17] e em Rondônia.[18]

Em 2 de dezembro de 2025, a Prefeitura de Mauá, no estado de São Paulo, confirmou o primeiro caso de intoxicação por metanol no município e, pela primeira vez, um licor entrou na lista de bebidas associadas à contaminação.[19]

Ceará

Dois casos estavam sendo investigados no Ceará em 7 de outubro: um em Aquiraz e outro em Fortaleza.[20]

Houve ainda casos descartados em Caucaia, em Quixeramobim[21] e em São Gonçalo do Amarante.[22]

Distrito Federal

O rapper brasileiro Hungria Hip Hop foi investigado como potencial vítima de intoxicação

O rapper do Distrito Federal, Hungria Hip Hop, foi internado no dia 2 de outubro por suspeita de intoxicação pela substância. O rapper apresentou cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica.[23] O cantor recebeu alta hospitalar 3 dias depois, não apresentando sequelas.[24] Um exame de sangue apontou metanol no sangue de Hungria acima do valor de referência, mas autoridades descartaram o caso, associando a alteração ao tratamento utilizado.[25]

Espírito Santo

No Espírito Santo, um caso suspeito estava sendo investigado em Colatina no dia 7 de outubro. Houve ainda casos descartados em Vila Velha,[26] Vitória e Serra.[27]

Goiás

Em 8 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás estava acompanhando 3 casos suspeitos de intoxicação.

Houve ainda casos descartados em Bom Jesus de Goiás e em Senador Canedo.[29]

Mato Grosso do Sul

6 casos estavam sendo investigados no Mato Grosso do Sul em 6 de outubro, incluindo uma morte no dia 2 de outubro em Campo Grande.[30]

Minas Gerais

Em Poços de Caldas, Minas Gerais, um homem de 25 anos foi atendido com sintomas característicos de intoxicação, tendo alta no dia 7 de outubro.[31]

Paraíba

Um homem de 32 anos de Baraúna, na Paraíba, morreu de forma suspeita em 4 de outubro.[32]

Paraná

Intoxicações em dois homens de 60 e 71 anos de Curitiba, capital do Paraná, foram confirmadas por meio de exames laboratoriais.[33] Um terceiro caso de Curitiba estava sob análise em 6 de outubro.

Pernambuco

31 casos suspeitos estavam sendo investigados em Pernambuco até 7 de outubro, sendo 3 mortes.[34][35]

  • Caruaru: 1 internação (homem de 44 anos).
  • Cedro: 1 internação (mulher de 33 anos que ingeriu cachaça).
  • Garanhuns: 1 internação (homem de 36 anos procedente de Maceió).
  • Ipojuca: 1 internação (mulher de 26 anos procedente de São Paulo que ingeriu gim).
  • João Alfredo: 1 morte (homem de 30 anos).
  • Lagoa do Ouro: 1 internação (homem de 33 anos).
  • Lajedo: 2 mortes (um homem de 43 anos e outro de idade não divulgada), 1 internação (homem de 32 anos que perdeu a visão).
  • Olinda: 2 internações (mulheres de 35 e 45 anos; ambas ingeriram vodca).
  • Recife: 1 internação (homem de 58 anos).

Houve ainda casos descartados em Carpina, em Gravatá e em Paudalho.[36]

Piauí

Um homem de 28 anos com sintomas de intoxicação por metanol após consumir gim foi internado em 3 de outubro no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, no litoral do Piauí.[37] Outros casos estavam sendo investigados em 8 de outubro pela Secretaria de Saúde estadual.[38]

  • Parnaíba: 3 casos suspeitos (incluindo homem de 28 anos que ingeriu gim).
  • Teresina: 1 caso suspeito (homem de 51 anos que ingeriu uísque).

Rio de Janeiro

4 casos suspeitos de intoxicação estavam sendo investigados no Rio de Janeiro em 7 de outubro.[39]

Houve ainda um caso descartado em Niterói.[43]

Rio Grande do Sul

Uma intoxicação em um homem de 42 anos de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, foi confirmada em 8 de outubro por exames laboratoriais. Ele havia ingerido duas caipirinhas de vodca em um bar em São Paulo.[44]

Houve ainda um caso descartado pela Secretaria Estadual de Saúde em Santa Maria.[45]

São Paulo

O surto iniciou-se no estado de São Paulo, onde também houve a primeira morte confirmada por metanol. O estado concentrou a maior quantidade de casos notificados, totalizando, até 8 de outubro, 181 intoxicações em investigação e 20 confirmadas, além de 6 mortes suspeitas e 5 confirmadas.[46]

Houve ainda outros casos descartados na capital, em Araçatuba, em Barrinha, em Caraguatatuba, em Itu, em Limeira, em Ribeirão Preto e em Vinhedo.[62] Os pacientes internados apresentaram sintomas graves, como dor abdominal, rebaixamento do nível de consciência e dificuldade respiratória. O tratamento incluiu medicamentos e, em casos mais graves, diálise.[63]

Resposta governamental

Medidas iniciais

A resposta governamental incluiu a ativação do Sistema de Alerta Rápido (SAR), a emissão de protocolos técnicos às secretarias estaduais de saúde e orientações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para fornecedores de bebidas alcoólicas.[2] Em reunião extraordinária do dia 29 de setembro do Comitê Técnico do SAR em conjunto com diversos órgãos, incluindo os Ministérios da Justiça e da Saúde, a Polícia Federal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal, optou-se por emitir um alerta nacional em resposta à crise sanitária.[5]

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou em 30 de setembro a criação de um gabinete de crise para coordenar as ações das secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça contra a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol no estado.[64][65]

Na Nota Técnica Conjunta nº 360/2025, publicada em 30 de setembro, autoridades orientaram a notificação imediata de casos suspeitos e confirmados de intoxicação exógena por metanol no Brasil para o município e o estado onde houve o caso, além do Ministério da Saúde, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), caracterizando-os como eventos de "ameaça à saúde pública".[66]

Uma sala de situação em Brasília foi instalada pelo Ministério da Saúde em 1 de outubro para monitorar os casos crescentes de intoxicação por metanol no país.[67] No dia seguinte, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência para um projeto de lei que tornaria crime hediondo a falsificação de bebidas.[68]

Em 3 de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que a Secretaria da Fazenda suspenderia o cadastro de todos os estabelecimentos flagrados vendendo bebidas adulteradas ou sem nota fiscal no estado.[69]

Precauções sanitárias contra bares e restaurantes

Bebidas destiladas, a principal forma de contaminação durante o surto

Autoridades de saúde pública passaram a recomendar que a população adquirisse bebidas alcoólicas apenas em estabelecimentos confiáveis, verificando a presença de lacres de segurança, rótulos legíveis e informações como CNPJ, número de lote e data de validade. Além disso, a notificação de casos suspeitos deveria ser feita imediatamente, mesmo antes da confirmação diagnóstica, para auxiliar na investigação e prevenção de novos casos.[6]

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomendou que a população evitasse o consumo de qualquer tipo de bebida destilada até o final da crise.[70] A orientação provocou reação da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), que defendeu os "produtores formais de destilados".[71]

Em São Paulo, houve interdição de estabelecimentos em que houve suspeita de venda de bebidas alcoólicas que resultaram em intoxicações por metanol, com apreensão de bebidas sem procedência assegurada por nota fiscal ou com embalagem irregular para investigação.[72]

Distribuição de antídotos

A Anvisa abriu edital em 3 de outubro solicitando que fornecedores internacionais de fomepizol, antídoto do metanol indisponível no Brasil, permitissem sua compra pelo governo brasileiro. O fomepizol é um tratamento melhor que o etanol farmacêutico para a intoxicação por metanol por não ter os efeitos deletérios da intoxicação alcoólica.[73] Em 4 de outubro, foi anunciada a compra de 2,5 mil doses de fomepizol da farmacêutica japonesa Daiichi Sankyo.[74]

O Ministério da Saúde adquiriu ainda 12 mil unidades de etanol farmacêutico. A primeira remessa aos estados, em 5 de outubro, enviou 240 ampolas para Pernambuco, 100 para o Paraná, 90 para a Bahia, 90 para o Distrito Federal e 60 para o Mato Grosso do Sul.[75]

Ações contra falsificadores de bebidas

Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam em 3 de outubro um homem apontado como sendo um dos principais fornecedores de materiais para a produção de destilados adulterados no estado de São Paulo. Foram encontrados com ele milhares de materiais utilizados para falsificar bebidas, como garrafas, tampas, rótulos, embalagens e selos falsos da Receita Federal.[76]

Após reportagem da BBC News Brasil denunciando grupos em redes sociais abertamente oferecendo a venda de material para a produção de bebidas falsificadas, a Advocacia-Geral da União determinou em 5 de outubro a retirada do conteúdo ilegal em 48 horas pela Meta, companhia responsável por administrar o Facebook e o Instagram.[77] Três dias depois, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou as plataformas de comércio eletrônico nacionais para que suspendessem temporariamente a venda de itens que pudessem ser potencialmente utilizados na falsificação de bebidas, como garrafas e rótulos.[78]

Comentários do governador de São Paulo

Em 6 de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez uma declaração que chamou atenção durante uma coletiva no Palácio dos Bandeirantes sobre os casos de intoxicação por metanol no estado. Ao comentar as falsificações de bebidas alcoólicas que levaram às intoxicações, o governador usou a Coca-Cola como exemplo para minimizar o problema e adotar um tom de leveza.[79]

A frase foi dita após o governador comentar que os principais fabricantes de bebidas estavam colaborando com o governo nas investigações, em uma tentativa de contrastar produtos amplamente industrializados e "mais seguros", como refrigerantes, das bebidas alcoólicas adulteradas que causaram os casos de intoxicação, em que existia o problema do mercado de bebidas alcoólicas ilegais.[79] Comentaristas políticos consideraram a fala uma tentativa de minimizar ou debochar do problema das bebidas adulteradas que causaram intoxicações em São Paulo.[80] Políticos de oposição associaram a declaração ao "Eu não sou coveiro" de Jair Bolsonaro.[81]

Freitas pediu desculpas pela declaração publicamente no dia seguinte, reconhecendo seu erro e publicando um vídeo em suas redes sociais afirmando que sua intenção não era desmerecer a gravidade da situação, reiterando o compromisso do governo paulista em combater a falsificação de bebidas e proteger a saúde da população.[82]

Abertura de CPI em São Paulo

Em 8 de outubro, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a criação de uma CPI para investigar a comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A vereadora Zoe Martínez do Partido Liberal protocolou o pedido no dia 2 do mesmo mês para apurar estabelecimentos envolvidos na contaminação e localizar fábricas clandestinas.[83]

Investigação

A adulteração de bebidas por destilarias clandestinas é uma das principais hipóteses para o surto de intoxicações

Dentre as principais linhas de investigação da Polícia Civil do Estado de São Paulo no início de outubro, estavam as hipóteses do uso do metanol apenas para higienizar as garrafas genuínas, uso de etanol revendido de postos de gasolina clandestinos com alta quantidade de metanol de forma inadvertida ou ainda inserção proposital do metanol nas bebidas para consumo pelos falsificadores.[84][85]

A Polícia Federal abriu inquéritos para investigar a origem do metanol utilizado nas falsificações. A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levantou a possibilidade de que o produto tivesse sido desviado de esquemas clandestinos ligados ao PCC,[86] levando a PF a abrir inquérito para investigar a origem e a distribuição dessas bebidas em escala nacional.[87][88] O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou essa conexão, afirmando que os casos identificados até então envolviam fraudadores que atuam de forma isolada, não existindo provas para a sua relação com o crime organizado.[87][88] Freitas reforçou seu posicionamento em entrevista coletiva do dia 6 de outubro.[89] O governo paulista insistiu na falta de relação do caso com o PCC, concentrando sua resposta em ações locais, como gabinete de crise, interdições e cruzamento de dados fiscais para rastrear a cadeia de distribuição.[87][88]

Em São Paulo, foi confirmada a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras que foram alvos de operações pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, em 6 de outubro.[90] No dia seguinte, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que pelo menos 30 estabelecimentos eram suspeitos de adulterar bebidas com metanol.[91]

Análises do Instituto de Criminalística de São Paulo nas amostras apreendidas concluíram que o metanol nelas presente havia sido adicionado de maneira intencional, excluindo a hipótese de "destilação mal feita" ou de um produto irregular (como às vezes ocorre com moonshine).[92] Outra linha de investigação da Polícia Civil mostrou que o metanol foi adicionado às bebidas de maneira acidental, quando criminosos de uma fábrica clandestina no ABC Paulista responsáveis pela adulteração de vodka com etanol comprado em um posto de gasolina utilizaram inadvertidamente etanol adulterado com metanol.[93]

Em 10 de outubro, a Polícia Civil de São Paulo localizou em São Bernardo do Campo a fábrica clandestina de bebidas ligadas à morte de duas pessoas por intoxicação com metanol em estado de São Paulo. Segundo a polícia, a fábrica clandestina comprava etanol em postos de combustível e misturava esse conteúdo em bebidas como vodka.[94]

Em 17 de outubro, a Polícia Civil de São Paulo encontrou um posto de combustível em São Bernardo do Campo e o outro em Santo André, ambos suspeitos de vender etanol "batizado" com metanol para ser usado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas ligadas a duas mortes.[95]

Repercussão

Consumidores

A população geral demonstrou apreensão em relação às bebidas alcoólicas após o início do surto. Houve hesitação em relação aos destilados ou mesmo quem optasse pela abstemia. Donos de bares e restaurantes relataram queda no consumo.[96][97] Estudantes universitários em São Paulo restringiram em suas festas a distribuição de destilados, em alguns casos proibindo a entrada de bebidas externas.[98] Em Curitiba, o consumo de destilados caiu 30%, enquanto a venda de cerveja, chope e vinhos aumentou 40%.[99] No Distrito Federal, 90% dos comerciantes do Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhobar-DF) relataram queda nas vendas de destilados.[100]

Uma pesquisa realizada pela Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo em meio à crise sanitária apontou que 24% dos brasileiros estariam dispostos a consumir bebidas adulteradas ou contrabandeadas, não se importando com a origem se o preço fosse bom. A faixa etária mais tolerante foi a de jovens de 18 a 34 anos.[101]

A Meta removeu um grupo no Facebook que vendia lacres, tampas, rótulos e garrafas usados na produção clandestina de bebidas alcoólicas e tinha mais de 11 mil pessoas.[102]

Imprensa internacional

A imprensa internacional repercutiu a crise e citou medo entre brasileiros e bares mais vazios. O canal France 24 disse que as "caipirinhas estão canceladas", refletindo a hesitação do público e dos vendedores em relação aos destilados devido ao aumento dos casos de intoxicação por metanol no Brasil. O britânico The Independent relatou um "pânico no Brasil" pelos casos.[103]

Ver também

Referências

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Ligações externas

Notas técnicas