Encope emarginata
Encope emarginata
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Encope emarginata (Leske, 1778) | |||||||||||||||
Encope emarginata é uma bolacha-da-praia, uma equinóide marinha que habita as margens ocidentais do Oceano Atlântico. São conhecidos por sua bioturbação nos sedimentos, sua relação com caranguejos e sua ampla distribuição.[1]
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Descrição
Encope emarginata possui uma carapaça espessa, que frequentemente permanece intacta e preservada. Possui um corpo achato e com formato de disco, são convexas no centro, geralmente de cor marrom-esverdeada, e possuem seis lúnulas (entrecortes ou reentrâncias), além de petalóides largos e curvados. Os indivíduos jovens de E. emarginata podem ser confundidos com sua espécie-irmã, E. michelini, devido à presença de lúnulas expostas nos estágios juvenis, característica que desaparece na fase adulta.[1][2][3][4]
Distribuição e habitat

A Encope emarginata habita sedimentos areno-lodosos ou arenosos, tendo ampla distribuição no Atlântico Central, sendo encontrada principalmente na região entremarés e no infralitoral raso.[5] Vive parcialmente enterrada nas camadas superficiais da areia, em áreas com moderada ação das ondas, onde frequentemente deixa sua lúnula anal exposta na superfície do sedimento.[1]
Bioturbação
A Encope emarginata, por meio da bioturbação física e também do pastejo seletivo, atua como espécie engenheira do ecossistema, modificando a comunidade de microalgas bentônicas ao revolvir o sedimento durante sua escavação. Sua atividade fragmenta biofilmes de microalgas menores (<20 µm), como as diatomáceas do gênero Nitzschia, favorecendo o desenvolvimento de espécies maiores como Auliscus sp.. Essa dupla ação - física e trófica - resulta em uma reorganização significativa da comunidade microfitobentônica.[6]
Relação com caranguejos Dissodactylus
Os caranguejos do gênero Dissodactylus estão frequentemente associados a equinoides da família Mellitidae, sobre os quais vivem e se alimentam. Esses caranguejos utilizam a carapaça dos ouriços como substrato, consumindo resíduos acumulados em sua superfície aboral.[7] Em alguns casos, também podem alimentar-se diretamente dos tecidos dos equinoides, conforme observado por TELFORD (1982).[1]
Referências
- ↑ a b c d Guizardi, Poliana (1 de dezembro de 2014). «Encope emarginata na Enseada do Mutá, Santa Cruz Cabrália, Bahia, Brasil» (PDF). Enciclopédia Biosfera - Universidade Estadual de Santa Cruz. pp. 1 e 2. Consultado em 20 de maio de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 21 de outubro de 2023
- ↑ «Encope emarginata - Plazi TreatmentBank». treatment.plazi.org (em inglês). Consultado em 20 de maio de 2025. Cópia arquivada em 21 de maio de 2025
- ↑ Coppard, Simon E.; Lessios, H. A. (14 de setembro de 2017). «Phylogeography of the sand dollar genus Encope: implications regarding the Central American Isthmus and rates of molecular evolution». Scientific Reports (em inglês) (1). ISSN 2045-2322. doi:10.1038/s41598-017-11875-w. Consultado em 20 de maio de 2025
- ↑ Noriega, Nicida; M. Pauls, Sheila; Del Mónaco, Carlos (11 de dezembro de 2013). «Abundancia de Diadema antillarum (Echinodermata: Echinoidea) en las costas de Venezuela». Revista de Biología Tropical (3). 793 páginas. ISSN 2215-2075. doi:10.15517/rbt.v54i3.12789. Consultado em 20 de maio de 2025
- ↑ Migotto, Alvaro E. «Bolacha-da-praia». Cifonauta: Banco de Imagens de Biologia Marinha. Consultado em 20 de maio de 2025. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2024
- ↑ Brustolin, Marco C.; Thomas, Micheli C.; Mafra, Luiz L.; da Cunha Lana, Paulo (1 de outubro de 2016). «Bioturbation by the sand dollar Encope emarginata (Echinoidea, Mellitidae) changes the composition and size structure of microphytobenthic assemblages». Hydrobiologia (em inglês) (1): 183–192. ISSN 1573-5117. doi:10.1007/s10750-016-2815-6. Consultado em 20 de maio de 2025
- ↑ Engku Abd Rahman, Engku Nur Syafirah; Irekeola, Ahmad Adebayo; Yamin, Dina; Elmi, Abdirahman Hussein; Chan, Yean Yean (16 de dezembro de 2024). «Figure 7: Forest plot of sensitivity analysis on global prevalence of BORSA detection (Liu et al., 1990; Dillard et al., 1996; Huang, Yan & Wu, 2000; Martineau et al., 2000; Sá-Leão et al., 2001; Nakamura et al., 2002; Balslev et al., 2005; Santhosh et al., 2008; Khorvash, Mostafavizadeh & Mobasherizadeh, 2008; Ljiljana et al., 2008; Buchan & Ledeboer, 2010; Bystroń et al., 2010; Leahy et al., 2011; Sieber et al., 2011; Maalej et al., 2012; Perillo et al., 2012; Al-Safaar & Al-Charrakh, 2013; Tawil et al., 2013; Krupa et al., 2014, 2015; Huang et al., 2018; Argudín et al., 2018; Stańkowska et al., 2019; Zehra et al., 2020; Konstantinovski et al., 2021a, 2021b; Santos et al., 2021; Sawhney et al., 2022; Dicko et al., 2023).». doi.org (em inglês). pp. e18604. doi:10.7717/peerj.18604. Consultado em 20 de maio de 2025. Cópia arquivada em 22 de maio de 2025
