Elombe Brath

Elombe Brath
Nome completoCecil Elombe Brath
Nascimento
30 de setembro de 1936 (89 anos)

Morte
19 de maio de 2014 (77 anos)

ResidênciaNova Iorque
Nacionalidadenorte-americano
ParentescoKwame Brathwaite (irmão)
CônjugeHelene Nomsa Brath

Cecil Elombe Brath (30 de setembro de 1936 — 19 de maio de 2014)[1] foi um ativista pan-africanista, nascido em Nova Iorque de ascendência barbadiana, mais conhecido por ter fundado a Coalizão Patrice Lumumba. Foi um ativista influente, reconhecido por Stokely Carmichael como o "Reitor dos Nacionalistas do Harlem"[2] e por Dudley Thompson como um "ícone do movimento pan-africano".[3][4]

Biografia

Nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, para onde seu pai imigrou da ilha de Barbados na década de 1920.[1] Brath foi criado no Harlem e em Hunts Points, no Bronx, e estudou na High School of Industrial Art (hoje Art and Design), mais tarde ganhando uma bolsa de estudos para a School of Visual Arts.[1]

Em 1956, foi um dos cofundadores African Jazz-Art Society & Studios para "reivindicar o jazz como uma música de tradições contemporâneas africanas que deve ser controlada por artistas negros", e em 1962, começou a trabalhar como artista gráfico para a ABC, permanecendo lá até sua aposentadoria em 1999.[1]

Brath lutou pela abolição do termo negro e, em 1961, lançou uma campanha "Black Is Beautiful", com uma série de desfiles de moda afrocêntrica com mulheres afro-americanas que eram conhecidas como as modelos Grandassa[5] e ostentavam grandes cabelos afro.

Em 1975 Brath fundou, junto com Irving Davis, a Coalização Patrice Lumumba,[6][1] que defendia o direito à autodeterminação de angolanos, sul-africanos e namibianos e outros movimentos de libertação africanos. Em 1976, a coalização divulgou um memorando político pedindo o apoio do Exército de Libertação do Zimbábue.[7] Em 1977 eles chamaram a atenção para um boicote de "Ipi Tombi", um musical da Broadway que supostamente representava de maneira errada a vida no regime do apartheid.

Brath foi o apresentador do programa de rádio de Nova Iorque Afrikaleidoscope na WBAI,[8] e frequentemente organizou eventos e conversas na cidade para chamar a atenção para a política africana e eventos atuais.

Em 2003, Brath cofundou a União Mundial da Diáspora Africana (UMDA) para defender a unificação da diáspora africana política, cultural e economicamente com a África. A UMDA foi oficialmente lançada em 2004.[9]

Os grandes pensadores que Brath contava como influências incluíam Marcus Garvey, Malcolm X, Carlos A. Cooks e seu primo Clennell Wickham — que declarou uma batalha política em prol dos negros da classe trabalhadora em Barbados durante a época colonial.[10]

Brath faleceu no Harlem aos 77 anos.

Referências

  1. a b c d e "Who Was Elombe Brath?", Elombe Brath Foundation.
  2. Boyd, Herb. «Tribute to Elombe Brath». Amsterdam News. Consultado em 7 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 7 de fevereiro de 2015 
  3. «Elombe Brath». World African Diaspora Union. Consultado em 7 de fevereiro de 2015 
  4. Pryce, Vinette K., "Son of Barbados honored by Harlem street name", Caribbean Life, 3 de outubro de 2017.
  5. Ra, Amun. «Happy Natural Day». Consultado em 7 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 29 de agosto de 2012 
  6. «Patrice Lumumba Coalition». African Activist Archive. Consultado em 7 de fevereiro de 2015 
  7. Patrice Lumumba Coalition. «Southern Africa Must Be Free! USA Subversion Must Be Exposed!» (PDF). African Activist Archive. Michigan State University. Consultado em 7 de fevereiro de 2015 
  8. Minter, William, Gail Hovey, and Charles Cobb, Jr, eds. (2007). No Easy Victories: African Liberation and American Activists Over a Half Century, 1950–2000. [S.l.]: Africa World Press. p. 199. ISBN 9781592215744 
  9. «World African Diaspora Union». Consultado em 7 de fevereiro de 2015 
  10. Ransom, Jan (21 de maio de 2014). «Harlem mourns death of Elombe Brath, lifelong warrior in battle for pan-African empowerment». New York Daily News. Consultado em 7 de fevereiro de 2015