Elizabeth Eckford
| Elizabeth Eckford | |
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![]() Eckford, aos 15 anos, perseguida por um grupo, com Hazel Massery, também de 15 anos, logo atrás, na Little Rock Central High School no primeiro dia letivo, em 4 de setembro de 1957 | |
| Nome completo | Elizabeth Ann Eckford |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | Estados Unidos |
| Progenitores | Mãe: Birdie Pai: Oscar Eckford |
| Filho(a)(s) | 2 (1 falecido) |
| Educação | |
| Prêmios |
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Elizabeth Ann Eckford (Little Rock, 4 de outubro de 1941)[1] é uma ativista dos direitos civis estadunidense e uma das integrantes dos Nove de Little Rock, grupo de estudantes afro-americanos que, em 1957, foram os primeiros alunos negros a frequentar aulas na, até então totalmente branca, Little Rock Central High School, em Little Rock, no Arkansas. A integração ocorreu como resultado da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de 1954 no caso Brown v. Board of Education. A experiência pública de Eckford foi capturada por fotógrafos da imprensa na manhã de 4 de setembro de 1957, após ela ser impedida de entrar na escola pela Guarda Nacional do Arkansas. Uma foto dramática de Will Counts, do jornal Arkansas Democrat, mostrou a jovem sendo seguida por um grupo de brancos furiosos. Esta e outras imagens dos eventos chocantes do dia circularam pelos Estados Unidos e pelo mundo.[2]
A imagem de Counts foi a escolha unânime do júri do Prêmio Pulitzer de 1958, mas como a história já havia rendido ao jornal rival Arkansas Gazette dois outros Pulitzers, o conselho do Pulitzer concedeu o prêmio a outro fotógrafo por uma fotografia agradável de um menino de dois anos em Washington, D.C. Outra foto tirada por Counts, mostrando o repórter negro Alex Wilson, do Memphis Tri-State Defender, sendo espancado pela multidão enfurecida em Little Rock no mesmo dia, foi escolhida como "Foto de Notícias do Ano" de 1957 pela National Press Photographers Association. Esta imagem de Counts motivou o presidente Dwight D. Eisenhower a enviar tropas federais para Little Rock.[3]
Eckford passou apenas um ano na Little Rock Central High, onde ela e os outros alunos negros sofreram perseguições constantes. Nos anos seguintes, enfrentou dificuldades e tentou suicídio duas vezes. Posteriormente, foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático.[4]
Antecedentes
Em 4 de setembro de 1957, Eckford e outros oito estudantes afro-americanos (conhecidos como Os Nove de Little Rock) tentaram, sem sucesso, entrar na Little Rock Central High School [en], que era segregada. Uma multidão furiosa de cerca de 400 pessoas cercou a escola naquele dia, com a conivência da Guarda Nacional do Arkansas.[5]
Aos quinze anos, Eckford tentou entrar na escola, mas soldados da Guarda Nacional, sob ordens do governador do Arkansas, Orval Faubus, bloquearam seu caminho. Por fim, ela desistiu e tentou fugir para um ponto de ônibus, passando pela multidão segregacionista que a cercava e ameaçava linchamento.[5] Ao chegar ao ponto de ônibus, ela não conseguia parar de chorar. O repórter Benjamin Fine, pensando na própria filha de 15 anos, sentou-se ao lado dela para confortá-la, dizendo: "não deixe que eles vejam você chorar".[6] Logo depois, Eckford foi protegida pela mulher branca Grace Lorch, que a acompanhou até um ônibus municipal.[7]
O plano original era que os nove alunos chegassem juntos, mas quando o local de encontro foi alterado na noite anterior, a família Eckford, que não tinha telefone, não foi informada da mudança.[8] A ativista Daisy Bates [en] havia instruído os alunos a esperarem por ela para que entrassem juntos pela entrada traseira da escola.[9] Essa mudança de última hora fez com que Elizabeth chegasse sozinha pela entrada principal.
A família de Elizabeth não foi informada do encontro, nem sabia que o conselho escolar havia pedido que os pais acompanhassem os filhos. Elizabeth pegou um ônibus público sozinha até a escola segregada. Naquele dia, usava um vestido preto e branco engomado, óculos escuros e carregava seus livros escolares. Ao se aproximar da escola, foi cercada por guardas armados e uma multidão hostil, sem ver nenhum rosto negro. A multidão incluía homens, mulheres e adolescentes (estudantes brancos) que se opunham à integração de estudantes afro-americanos. Os adolescentes brancos gritavam: "Dois, quatro, seis, oito, não vamos nos integrar" (em inglês: "Two, four, six, eight, we ain't gonna integrate"). Elizabeth tentou entrar passando pela multidão, mas foi barrada. Ela caminhou até um banco de um ponto de ônibus no final do quarteirão. Eckford descreveu sua experiência:[10][11]
Fiquei olhando para a escola — ela parecia tão grande! Nesse momento, os guardas deixaram alguns alunos brancos passarem. A multidão ficou em silêncio. Acho que estavam esperando para ver o que iria acontecer. Quando consegui me recompor, caminhei até o guarda que havia deixado os alunos brancos entrarem. Ele não se moveu. Quando tentei passar por ele, ele levantou a baioneta, e então os outros guardas se aproximaram e levantaram suas baionetas. Eles me olharam de forma hostil e eu fiquei muito assustada, sem saber o que fazer. Me virei e a multidão veio em minha direção. Eles se aproximavam cada vez mais. Alguém começou a gritar: “Arrastem-na até aquela árvore! Vamos dar um jeito nessa negra!"
I stood looking at the school— it looked so big! Just then the guards let some white students through. The crowd was quiet. I guess they were waiting to see what was going to happen. When I was able to steady my knees, I walked up to the guard who had let the white students in. He didn't move. When I tried to squeeze past him, he raised his bayonet, and then the other guards moved in and they raised their bayonets. They glared at me with a mean look and I was very frightened and didn't know what to do. I turned around and the crowd came toward me. They moved closer and closer. Somebody started yelling, "Drag her over this tree! Let's take care of that nigger!
— Elizabeth Eckford, Little Rock, 1957: The First Day, artigo de 1979 do jornal Southern Exposure (em inglês)
A Guarda Nacional do Arkansas, sob ordens do governador, e uma multidão enfurecida de cerca de 400 pessoas cercaram a escola e impediram que eles entrassem. Embora Elizabeth Eckford fosse futuramente conhecida como integrante dos Nove de Little Rock, naquele momento ela estava completamente sozinha, tornando-se a primeira estudante afro-americana a tentar integrar uma escola secundária branca no sul dos Estados Unidos.[5]
Nas duas semanas seguintes, os Nove de Little Rock estudaram em casa em vez de irem à escola. O presidente Dwight D. Eisenhower relutava em intervir, mas ordenou que o governador Orval Faubus retirasse as tropas após a tentativa de Eckford.[12]
Em 23 de setembro de 1957, os Nove de Little Rock tentaram novamente entrar na escola e, acompanhados por policiais municipais, conseguiram entrar por uma porta lateral. Uma multidão de cerca de 1.000 pessoas cercou a escola novamente quando os alunos tentavam entrar. A reação da multidão foi descrita da seguinte forma:[8][13][14]
A multidão soltou um rugido de raiva. "Eles entraram", gritou um homem [...] Assim que os Nove de Little Rock entraram na escola, foram separados. A multidão invadiu a escola e, sob ameaças de morte, os nove foram levados para a sala do diretor. Um dos nove ouviu os funcionários dizerem: "Talvez tenhamos que deixar a multidão levar um desses garotos, para distraí-los o tempo suficiente para tirar os outros".
The crowd let out a roar of rage. "They've gone in," a man shouted...Once the Little Rock Nine entered the school, they were separated. The mob infiltrated the school, and under threats of death, the nine were taken to the principal's office. One of the nine overheard officials saying "We may have to let the mob have one of those kids, so's we can distract them long enough to get the others out."
O presidente Eisenhower invocou a Lei de Insurreição de 1807 e, no dia seguinte, assumiu o controle da Guarda Nacional do Arkansas do governador e enviou a 101ª Divisão Aerotransportada para acompanhar os alunos à escola para proteção. Tanto as tropas federais quanto os guardas nacionais federalizados foram destacados para a escola durante todo o ano letivo, embora não tenham conseguido impedir incidentes de violência contra o grupo dentro da escola.[15]
Todas as escolas de ensino médio da cidade foram fechadas no ano seguinte, então, Eckford não se formou na Central High School. No entanto, ela fez cursos por correspondência noturnos, obtendo créditos suficientes para receber seu diploma do ensino médio.[8] Em 1958, Eckford e os demais membros dos Nove de Little Rock receberam a Medalha Spingarn da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), assim como a Sra. Bates.[16] Nos anos seguintes, Elizabeth enfrentou dificuldades e tentou suicídio duas vezes. Posteriormente, foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático.[4]
Vida posterior
Eckford foi aceita no Knox College [en], em Illinois, mas optou por voltar a Little Rock para ficar perto da família. Mais tarde, frequentou a Central State University, em Wilberforce, Ohio, onde se formou em história. Em 2018, recebeu doutorado honorário do Knox College.[17][18][19]
Serviu no Exército dos Estados Unidos por cinco anos, como escriturária de pagamentos e especialista em informação. Ela também escreveu para os jornais Fort McClellan (Alabama) e Fort Benjamin Harrison (Indiana). Posteriormente, trabalhou como garçonete, professora de história, assistente social, entrevistadora de recursos humanos, repórter militar e, em 2007, como oficial de liberdade condicional em Little Rock.[20]
Em 1997, ela compartilhou o Prêmio Father Joseph Biltz, apresentado pela Conferência Nacional para a Comunidade e Justiça [en], com Hazel Bryan Massery, uma aluna então segregacionista da Central High School que apareceu em várias das fotografias de 1957 gritando para a jovem Elizabeth. Durante o comício de reconciliação de 1997, as duas mulheres fizeram discursos juntas.[21] Entretanto, mais tarde a amizade delas terminou, com Eckford refletindo: "[Hazel] queria que eu fosse curada e superasse isso, e que essa situação deixasse de existir. Ela queria que eu me sentisse menos desconfortável, para que ela não se sentisse responsável".[5] Em 1999, o presidente Bill Clinton concedeu a mais alta condecoração civil da nação, a Medalha de Ouro do Congresso, aos Nove de Little Rock.[22]
Na manhã de 1 de janeiro de 2003, um dos dois filhos de Eckford, Erin Eckford, de 26 anos, foi baleado e morto pela polícia em Little Rock.[23] O Arkansas Democrat-Gazette relatou que os policiais tentaram, sem sucesso, desarmá-lo com uma munição de bean bag após ele ter disparado vários tiros com seu rifle. Quando Eckford apontou o rifle para eles, os policiais atiraram nele. Sua mãe temia que sua morte tivesse sido um caso de "suicídio por policial". Erin, disse ela, sofria de transtorno mental mas estava sem sua medicação prescrita há vários anos. O jornal relatou posteriormente que os promotores que investigaram o tiroteio fatal decidiram que os policiais envolvidos estavam no seu direito de atirar em Erin Eckford.[24][25]
Em 2018, 60 anos após deixar a Little Rock Central High, Eckford contou sua história em sua primeira autobiografia, The Worst First Day: Bullied While Desegregating Little Rock Central High. O livro foi coescrito com a Dra. Eurydice Stanley e Grace Stanley, de Pensacola, Flórida. Grace tinha 15 anos quando trabalhou no projeto, a mesma idade que Eckford tinha ao dessegregar a Central High. The Worst First Day narra as experiências de Eckford em versos, apresenta as ilustrações de Rachel Gibson e as fotografias de Will Counts.[26] Eckford viajou para a Nova Zelândia em 2019 para ensinar história dos direitos civis americanos a mais de 4.000 alunos com a Dra. Stanley, a pedido do professor de ensino médio Roydon Agent, autor de Public Image, Private Shame.[27]
Em 19 de novembro de 2022, Elizabeth Eckford discursou na cerimônia de batimento de quilha do submarino de ataque USS Arkansas (SSN-800) no Newport News Shipbuilding em Newport News, Virgínia, após ela e Ernest Green, Gloria Ray Karlmark, Carlotta Walls LaNier e Thelma Mothershed-Wair gravarem suas iniciais em placas de metal que foram, então, soldadas na quilha. As placas permanecerão fixadas no submarino durante toda a sua vida útil. Melba Pattillo Beals e Minnijean Brown-Trickey também foram nomeadas madrinhas do navio e todos os membros dos Nove de Little Rock foram homenageados. Eckford disse: "[Ex-secretário da Marinha] Ray Mabus [en] nos pediu para sermos apoiadores do navio e de sua tripulação. Eu me inscrevi para ser uma avó adotiva [...] O presidente Eisenhower enviou 1.000 paraquedistas para Little Rock para dispersar uma multidão, trazer ordem, e eles tornaram possível entrarmos na Central High School. Desde então, tenho grande consideração pelas forças especialmente treinadas".[28]
Representações na mídia
A atriz Lisa Marie Russell interpretou Eckford no filme do Disney Channel, The Ernest Green Story (1993).[29] Amandla Stenberg a interpretou em um segmento de Drunk History (2019).[30]
Referências
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- ↑ Margolick, David (2011). Elizabeth and Hazel [Elizabeth e Hazel] (em inglês). [S.l.]: Yale University Press. pp. 60–62. ISBN 9780300141931 – via Internet Archive
- ↑ Margolick, David (2011). Elizabeth and Hazel Two Women of Little Rock [Elizabeth e Hazel: Duas Mulheres de Little Rock] (em inglês). New Haven: Yale University Press. pp. 34–37, 47–51, 59–61, 80–82. ISBN 978-0-300-14193-1
- ↑ a b Margolick, David (27 de outubro de 2011). «Elizabeth and Hazel' Excerpt: How Oprah Dissed a Civil-Rights Icon» [Excerto de 'Elizabeth and Hazel': Como Oprah Desprezou um Ícone dos Direitos Civis]. The Daily Beast (em inglês). Consultado em 9 de janeiro de 2026
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- ↑ «Civil Rights Movement History & Timeline, 1957». www.crmvet.org (em inglês). Consultado em 9 de janeiro de 2026
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- ↑ (Beals 2007, pp. 79-80)
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Bibliografia
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