Eduardo de Oliveira

Eduardo de Oliveira
Nascimento6 de agosto de 1926
São Paulo
Morte12 de julho de 2012 (85 anos)
São Paulo
CidadaniaBrasil
Ocupaçãoadvogado, jornalista, docente, poeta, político, conferencista, crítico literário

Eduardo de Oliveira (São Paulo, 6 de agosto de 1926 — São Paulo, 12 de julho de 2012) é advogado, jornalista, conferencista político, professor, poeta, crítico literário e político brasileiro. É membro da Casa de Cultura Afro-Brasileira, da Associação Cultural do Negro e da União Brasileira de Escritores de São Paulo.[1]

Como poeta, teve estreia com Além do pó, em 1944.[1] Além disso, é autor da letra e da musica composição do Hino 13 de Maio - Cântico da Abolição, oficializado como o Hino à Negritude pela Lei n. 14.472 de 10 de julho de 2007 nas solenidades municipais de São Paulo no tocante à raça negra[2] e oficializado pela Lei n. 12.981, de 28 de maio de 2014, .[1][3] Em 1978, participou da publicação do primeiro número dos Cadernos Negros, pelo poema Túnica de Ébano, livro este que seria lançado no ano de 1969, com o tocante prefacio de Clovic Moura.Ainda no ano de 1978 participa do surgimento de MMU ( Movimento Negro Unificado), no lançamento nas escadarias do teatro Municipal, constando na ata de fundação desta histórica agremiação. É admirado tanto por sua obra literária,[4] quanto por sua militância e atuações em cargos políticos.[5]

Na carreira política, foi o primeiro vereador negro da cidade de São Paulo.[5] Concorreu às eleições municipais de 1959 pelo Partido Democrata Cristão (PDC) para uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo, alcançou 1 942 votos e foi eleito suplente.[5] Durante a legislatura finalizada em 1963, ele exerceu o cargo por diversas vezes entre maio e dezembro de 1963. Em uma destas investidas no poder municipal declama um profundo pronunciamento dedicado aos povos africanos em luta pela libertação..[5] Foi ainda fundador do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) e um dos responsáveis pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial em 2010.[5]

Filho de Sebastião Ferreira e Henriqueta de Oliveira,[1] ele faleceu em 12 de julho de 2012, aos 85 anos, no Hospital do Servidor Público de São Paulo.[6][7] À época militava pelo Partido Pátria Livre (PPL).[7]

Lista de obras

Obras individuais

  • Além do pó. [S.I]: [s.n], 1944. 2 ed. São Paulo: Editora Bentivegnia, 1960.
  • Ancoradouro. São Paulo: Gráf. Bentivegnia, 1960.
  • O Ébano. São Paulo: Mar, 1961.
  • Banzo. São Paulo: Editora Brasil, 1962. 2 ed. São Paulo: Duas cidades, 1965.
  • Gestas líricas da negritude. São Paulo: Obelisco, 1967.
  • Evangelho da solidão. São Paulo: Obelisco, 1969.
  • Evangelho da solidão: dez anos de poesia 1958-1968. São Paulo: Ed. Cupolo, 1969.
  • Túnica de Ébano. São Paulo: Tribuna Piracicabana, 1980.
  • Carrossel de sonetos. [S.I]: [s.n], 1994.

Antologias

  • Cadernos Negros 1. São Paulo: Quilombhoje,1978.
  • Cadernos Negros 3. São Paulo: Quilombhoje,1980.
  • Cadernos negros 29. São Paulo: Quilombhoje, 2006.
  • O negro em versos: antologia da poesia negra brasileira. Org. Luiz Carlos Santos,
  • Maria Galas e Ulisses Tavares. São Paulo: Moderna, 2005.
  • Antologia de poesia afro-brasileira: 150 anos de consciência negra no Brasil. (Org). Zilá Bernd. Belo Horizonte: Mazza edioções, 2011.
  • Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Vol. 1, Precursores. Organização de Eduardo de Assis Duarte. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

Não-ficção

  • A cólera dos generosos: retrato da luta do negro para o negro. São Paulo: Meca, 1988.
  • Quem é quem na negritude brasileira. São Paulo: Congresso Nacional Afro-brasileiro, 1998.

Referências

  1. a b c d Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (8 de setembro de 2020). «Eduardo de Oliveira - Literatura Afro-brasileira». LiterAfro. Consultado em 31 de março de 2025 
  2. Município de São Paulo, Lei nº 14472, de 10 de Julho de 2007. Consolida a Legislação Municipal sobre honrarias, símbolos e matéria correlata, e dá outras providências..
  3. Brasil, Lei nº 12.981, de 28 de maio de 2014. Dispõe sobre a oficialização no território nacional do Hino à Negritude..
  4. Hora do Povo (10 de novembro de 2009). «Eduardo de Oliveira: 50 anos de literatura e 83 anos de combate». Hora do Povo. Consultado em 31 de março de 2025 
  5. a b c d e «Primeiro vereador negro de São Paulo, Eduardo de Oliveira exerceu mandato há 60 anos». Justiça Eleitoral. Consultado em 31 de março de 2025. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2024 
  6. «Eduardo de Oliveira». ipeafro.org.br. Consultado em 14 de abril de 2025 
  7. a b «Morreu o professor Eduardo de Oliveira, um lutador do povo – UJS». Consultado em 14 de abril de 2025 

Ligações externas