Eduíno Borges Garcia

Eduíno Borges Garcia
Nascimento22 de fevereiro de 1922
Morte7 de janeiro de 1979
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãoarqueólogo

Eduíno Borges Garcia (Vila Franca do Campo, 22 de fevereiro de 1922 — Lisboa, 7 de janeiro de 1979) foi um etnógrafo, arqueólogo, escritor e teórico literário português.

Biografia

Oriundo de uma família de farmacêuticos, licenciou-se em farmácia pela Universidade do Porto, depois de ter iniciado o curso na Universidade de Coimbra. Frequentou depois o curso de história e tirou cursos de jornalismo, inglês e espanhol. Colaborou no semanário A Ilha, de Ponta Delgada, a partir de 1945.

Influenciado pela corrente literária neorrealista, teorizou uma literatura açoriana de inspiração social através da série de quatro artigos, Por Uma Autêntica Literatura Açoriana, publicados em 1953, e que saíram no mesmo ano em opúsculo. Os seus artigos causaram um aceso debate e originaram uma campanha por uma "nova literatura" nas páginas do jornal, onde se destacou também Manuel Barbosa, e na qual participaram vários jovens da geração de Eduíno Borges Garcia, como Eduíno de Jesus, Pedro da Silveira e Fernando de Lima.[1] No seu opúsculo assume uma posição anti-reacionária, contrária à literatura académica e falsamente regionalista da época, defendendo uma literatura em que o regional ascendesse ao universal, ou seja, em que as suas referências pudessem ser entendidas por leitores de todo o mundo, e contribuísse para transformações sociais e políticas.

Radicando-se no Continente a partir de 1953, dedicou-se com merecimento à arqueologia e etnografia. Foi o descobridor da Igreja de São Gião, em Famalicão, e da sua importância histórica.

Legou a sua coleção arqueológica ao Museu Joaquim Manso, na Nazaré, e de cerâmica açoriana ao Museu de Olaria de Barcelos.[2]

Fez algumas incursões literárias, dispersas pela imprensa ou inéditas, sendo publicado postumamente uma seleção de contos em Ilhéus, Portugas & os Outros (1995), com organização da sua viúva, Elisabete Rodrigues Garcia.

O seu nome foi atribuído a uma rua em Alcobaça e a outra na Nazaré.

Referências