Edmundo Villani-Côrtes

Edmundo Villani-Côrtes
Nascimento8 de novembro de 1930 (95 anos)
OrigemJuiz de Fora, MG
Nacionalidadebrasileira
Ocupaçãomaestro, arranjador, pianista, compositor
Instrumento(s)Piano

Edmundo Villani-Côrtes (Juiz de Fora, 8 de novembro de 1930) é um pianista, maestro, arranjador e compositor brasileiro.[1][2]

Em 1990, ganhou o prêmio Melhores de 1989, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), por sua apresentação do Ciclo Cecília Meireles, o qual foi considerado a melhor composição erudita vocal daquele ano.[3]

Carreira

Villani-Côrtes nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais. Iniciou-se como músico aos 9 anos tocando cavaquinho, violão e piano. Formou-se pelo Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro, em 1954. De volta à sua cidade natal, cursou e concluiu a faculdade de Direito na Universidade Federal de Juiz de Fora, tendo estreado ali o seu próprio Concerto n.º 1 para piano e orquestra, em 1956. Já em São Paulo, para onde se mudou para estudar com José Kliass, tornou-se aluno do compositor Camargo Guarnieri e arranjador de música publicitária; ali, recebeu uma menção honrosa do braço brasileiro do Goethe-Institut com seu Noneto, em 1978. Em 1986, conquistou o primeiro e o segundo lugares em um concurso organizado pela Editora Brasil Cultural. Villani-Côrtes concluiu o mestrado em composição, em 1988, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Lecionou composição e contraponto na Universidade Estadual Paulista, onde também obteve seu doutorado em 1998. Em 1995, sua obra "Postais Paulistanos" foi elogiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte, que lhe concedeu um total de sete prêmios entre 1990 e 2012, incluindo um prêmio pelo conjunto de sua obra.[4][5]

Entre 1992 e 1996, Villani-Côrtes integrou o corpo docente do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Em 2014, o Festival de Música Contemporânea Brasileira homenageou o conjunto de sua carreira.[6]

Villani-Côrtes também é um celebrado pianista e maestro. Como pianista, atuou com a Orquestra Filarmônica de Juiz de Fora, diversas orquestras de rádio e televisão e com conjuntos musicais, incluindo a banda do programa de entrevistas de Jô Soares. Como maestro, dirigiu a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo entre 1990 e 1999.[5]

Embora se inspire em Shostakovitch e nos impressionistas franceses Ravel e Debussy, Villani-Côrtes não nutre grande apreço pelo vanguardismo musical. “Um bom autor”, afirma ele, “demonstra uso competente do vocabulário conhecido, que todos entendem, para transmitir uma nova ideia com clareza. Não precisa inventar um novo vocabulário para ser original”. Ele não está claramente associado a nenhum movimento estético específico. Villani-Côrtes é um compositor prolífico, com mais de 300 obras para uma variedade de instrumentos solo, além de peças camerísticas e orquestrais.[5]

Referências

  1. «Edmundo Villani-Côrtes». Cravo Albin da MPB. Consultado em 27 de maio de 2014 
  2. «Edmundo Villani-Côrtes (biografia)». Centro Cultural São Paulo. Consultado em 27 de maio de 2014 
  3. «Entrevista com Edmundo Villani-Côrtes» (PDF). revistas.uea.edu.br. Consultado em 27 de maio de 2014 
  4. «Edmundo Villani-Côrtes – Academia Brasileira de Música». www.abmusica.org.br. Consultado em 16 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 16 de julho de 2020 
  5. a b c Cultural, Instituto Itaú. «Edmundo Villani Cortes». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 16 de novembro de 2025 
  6. «Edmundo Villani-Côrtes: Conheça a Biografia do compositor | FMCB». 26 de dezembro de 2018. Consultado em 16 de novembro de 2025 

Bibliografia

  • Peter O'Sagae: PORANDUBA livro-libreto. texto: Lúcia Pimentel Góes; música Edmundo Villani-Côrtes; il. Glair Alonso Arruda. São Paulo, Editora do Brasil. 1998. ISBN 85-10-02232-1
  • Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular, São Paulo: Art Editora, 1977