Edifício Malakoff
| Edifício Malakoff | |
|---|---|
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| Informações gerais | |
| Tipo | Misto (comercial, corporativo e residencial) |
| Estilo dominante | Colonial Neolássico |
| Início da construção | c. 1863 |
| Fim da construção | c. 1868 |
| Andares | 4 |
| Geografia | |
| País | Brasil |
| Cidade | Porto Alegre |
| Localização | Praça XV de Novembro |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
Edifício Malakoff foi um edifício existente na Praça XV de Novembro, no Centro Histórico de Porto Alegre, de meados do século XIX até 1957.[1] Com quatro pavimentos, o prédio é atualmente considerado o primeiro "arranha-céu" da cidade. [1] Enquanto seu térreo era ocupado por instalações comerciais, nos outros três andares existiam apartamentos e escritórios.[1]
Foi durante cinco décadas o edifício mais alto de Porto Alegre, título que passaria a ser do Grande Hotel em 1918, do Cinema Imperial em 1931, do Edifício Sulacap em 1949 e do Edifício Santa Cruz em 1958.[2]
Embora não haja consenso sobre as datas de início e término da construção, é possível encontrar citações de conclusão das obras em 1860 ou 1868.[1][3] A edificação, que apresentava originalmente uma arquitetura muito simples em estilo colonial, teve elementos arquitetônicos neoclássicos acrescentados em reforma realizada em 1905.[1]
História
Construção

Não há consenso sobre as datas de início e término da construção.[1] É possível encontrar citações que mencionam a conclusão das obras em 1860 ou 1868.[1] Entretanto, com base nas atas da Câmara Municipal, sabe-se que até o início de 1863 o terreno em que o prédio foi construído era uma área vazia que servia para despejo de lixo e resíduos.[1]
A execução foi realizada pelo empreiteiro João Batista Soares da Silveira e Souza (1800-1870), açoriano responsável pela construção da Ponte de Pedra (1846), inaugurada em 1848, e do Theatro São Pedro (1833), inaugurado em 1858.[1]
Origem do nome
O nome do prédio foi inspirado em evento ligado à Guerra da Crimeia (1853-1856).[1] Aquiles Porto-Alegre (1848-1926) escreveu que a população comparou o edifício de Porto Alegre à torre que foi ponto de resistência russa na Batalha de Malakoff (1855), em Sebastopol.[1]
Demolição
Em 19 de fevereiro de 1948, um grande incêndio atingiu o Edifício Malakoff. Na ocasião, os bombeiros subiram ao último andar do Edifício Guaspari (1936) para jogar água sobre o velho imóvel.[1] Em 1949, outro princípio de incêndio voltou a atingir o prédio, nos fundos da loja Irmãos Cauduro.[1]
Em 15 de março de 1956, o desabamento do forro de um café resultou na queda de partes do piso do primeiro andar do prédio, episódio em que seis pessoas se feriram.[1] A análise dos bombeiros sobre o fato, que apontou o apodrecimento das madeiras como causa do acidente, acelerou o processo de demolição do primeiro arranha-céu da capital gaúcha.[1] Por representar risco para vizinhos e pedestres, o terminal dos bondes da Praça XV de Novembro precisou ser interditada.[1] Poucos meses depois, a prefeitura ingressou com ação contra os proprietários para a demolição do edifício devido ao péssimo estado de conservação.[1]
O Edifício Malakoff foi demolido em 1957.[1] No local, está atualmente o Edifício Delapieve, ao lado do Edifício Guaspari (1936).[1]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s «Malakoff: o fim melancólico do primeiro "arranha-céu" de Porto Alegre». GZH. 17 de maio de 2023. Consultado em 5 de janeiro de 2025
- ↑ «Prédio da Rua da Praia mantém posto de mais alto de Porto Alegre desde 1958». GZH. 21 de outubro de 2016. Consultado em 5 de janeiro de 2025
- ↑ Oliveira, Maitê Trojahn (2023). «Arquitetura moderna e verticalização: habitação coletiva em altura no eixo Centro-Sul de Porto Alegre/RS». Lume (Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Consultado em 5 de janeiro de 2025
