Edelmira Sampedro Robato

Edelmira Sampedro Robato
NascimentoEdelmira Ignacia Adriana Sampedro y Robato
15 de março de 1906
Sagua la Grande
Morte23 de maio de 1994 (88 anos)
Coral Gables
CidadaniaEspanha, Cuba
Progenitores
  • Luciano Sampedro Ocejo
  • Edelmira Robato y Turró
CônjugeAfonso
Irmão(ã)(s)Elizarda Sampedro y Robato
Ocupaçãorealeza

Edelmira Sampedro Robato[1], Condessa de Covadonga (Sagua la Grande, 15 de março de 1906Miami, 23 de março de 1994) foi a primeira esposa de Afonso, Príncipe das Astúrias, filho primogênito do rei Afonso XIII da Espanha.

Biografia

Filha do fazendeiro cubano Luciano Sampedro Ocejo e de Edelmira Robato y Turro, nasceu em 15 de março de 1906 na cidade de Sagua la Grande, em Cuba, onde seu pai possuía um engenho de açúcar. Aos 26 anos, estabeleceu-se com a mãe e a irmã na cidade suíça de Lausana para se recuperar de uma leve doença respiratória. Foi então que conheceu Afonso, Príncipe das Astúrias, filho primogênito do rei Afonso XIII da Espanha (na altura exilado), no sanatório de Leysin.[1]

Durante vários meses, ela cuidou do príncipe hemofílico, que logo declarou seu amor por ela e a propôs em casamento, apesar da firme oposição da família real espanhola, e do rei Afonso XIII em particular. O resultado foi a renúncia do príncipe aos seus direitos de sucessão ao trono espanhol e assumiu o título de "Conde de Covadonga", por documento datado de 11 de junho de 1933, dez dias antes do casamento, que ocorreu civilmente em Lausana e religiosamente em Ouchy em 1933, na ausência do ex-rei da Espanha.[1] A mãe do noivo, a ex-rainha Vitória Eugénia de Battenberg, e irmãs, as infantas Beatriz e Maria Cristina, sim, assistiram o casamento.[2]

Edelmira e Afonso em seu casamento

O casal enfrentou dificuldades desde o início e, após uma breve estadia em Paris, onde por algum tempo circulou nos círculos sociais mais elevados, Edelmira partiu sozinha para Cuba, deixando para trás o marido, com quem se reconciliou em Nova Iorque. Eles finalmente se estabeleceram em Havana, onde, após inúmeras e contundentes desentendimentos, divorciaram-se em 8 de maio de 1937.[1] Afonso casou-se em segundas núpcias com Marta Esther Rocafort-Altuzarra, também cubana, menos de um mês após o divórcio.[3]

Após a morte de Afonso em 1938, Edelmira não se casou novamente e viveu em Cuba até a Revolução Cubana, emigrando então para os Estados Unidos para se estabelecer em Miami, sem nunca perder o contato com diferentes membros da família real espanhola. Tanto que, quando os restos mortais do ex-marido foram repatriados para a Espanha em 1985, ela se despediu deles no aeroporto de Miami, cidade onde faleceu em 23 de maio de 1994.[1]

Referências

  1. a b c d e Medrano, Ricardo Mateos Sáinz de. "Edelmira Sampedro Robato". Real Academia de la Historia. Consultado em 26 de fevereiro de 2024.
  2. Puga, María Teresa (1995). Matrimonios de la casa real española (s. XIX-XX) (em espanhol). [S.l.]: Ediciones Internacionales Universitarias. p. 111. ISBN 9788487155390 .
  3. «Edelmira Sampedro, la mujer que apartó del trono de España al príncipe Alfonso de Borbón por amor: una historia de celos, pobreza, enfermedades y un divorcio muy doloroso». Mujer Hoy (em espanhol). 22 de fevereiro de 2021. Consultado em 26 de fevereiro de 2024 .