Eburna lienardii

Eburna lienardii
Vista superior da concha de E. lienardii. Espécime de Icapuí, Ceará.
Vista superior da concha de E. lienardii. Espécime de Icapuí, Ceará.
Vista inferior da concha de E. lienardii. Espécime de Icapuí, Ceará.
Vista inferior da concha de E. lienardii. Espécime de Icapuí, Ceará.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Orthogastropoda
Superordem: Caenogastropoda
Ordem: Hypsogastropoda
Subordem: Neogastropoda
Superfamília: Olivoidea
Família: Ancillariidae[1]
Género: Eburna
Lamarck, 1801[1]
Espécie: E. lienardii
Nome binomial
Eburna lienardii
(Bernardi, 1859)[1]
Sinónimos
Ancillaria lienardii Bernardi, 1859
Eburna lienardi (sic)[1]
Ancilla lienardi (sic)

Eburna lienardii (nomeada, em inglês, Lienardo's ancilla; cientificamente denominada Ancilla lienardii durante o século XX)[2][3] é uma espécie de molusco gastrópode marinho do oeste do oceano Atlântico, classificada por A. C. Bernardi, em 1859; pertencente à família Ancillariidae[1] - no passado, pertencente aos olivídeos,[2] na subfamília Ancillinae Cossmann, 1899[4] - e descrita originalmente como Ancillaria lienardii, no texto "Description d'espèces nouvelles"; publicado no Journal de Conchyliologie. 7(3): 301-303;[1] o seu holótipo coletado em Pernambuco ("Fernambuco" = sic), região nordeste do Brasil, e seu descritor específico sendo uma homenagem a M. Liénard, de Maurícia, dono de uma "bela coleção".[5]

Descrição da concha e hábitos

Eburna lienardii possui concha ovalado-alongada, de calcário grosso e altamente brilhante, em sua superfície de coloração amarelo-escura, alaranjada ou salmão, com quase 5 centímetros de comprimento, quando bem desenvolvida; com espiral moderadamente alta, sutura (junção das voltas, em sua espiral) pouco destacada e um canal sifonal curto. Seu lábio externo é fino e arredondado, columela sinuosa, próxima a um grande e profundo umbílico; também possui um calo proeminente acima da abertura. Abertura, área columelar e sulco espiral na base de sua volta corporal, de coloração branca.[2][3][4][6][7][8]

Vive em bentos arenosos e de algas calcárias da zona nerítica, de 6 a 65 (RIOS, Op. cit., cita de 15 até os 40) metros de profundidade.[4][9] Os animais da família Ancillariidae são predadores e detritívoros.[10]

Distribuição geográfica

Esta espécie está distribuída pela região norte e região nordeste do Brasil;[4] nesta última região sendo citada sua ocorrência em Pernambuco, Ceará e Piauí.[6] Também descrita para a Colômbia e Aruba.[8]

Ligações externas

Referências

  1. a b c d e f «Eburna lienardii (Bernardi, 1859)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 25 de janeiro de 2019 
  2. a b c WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 111. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  3. a b DANCE, S. Peter (2002). Smithsonian Handbooks: Shells. The Photographic Recognition Guide to Seashells of the World (em inglês) 2ª ed. London, England: Dorling Kindersley. p. 159. 256 páginas. ISBN 0-7894-8987-2 
  4. a b c d e RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 143. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2 
  5. FISCHER, P.-H.; BERNARDI, A. C. (1859). «Description d'espèces nouvelles» (em francês). Journal de conchyliologie. 7(3): 301-303. (Biodiversity Heritage Library). p. 301-302. Consultado em 4 de dezembro de 2022 
  6. a b «Ancilla lienardi (Bernardi, 1821)». Conquiliologistas do Brasil. 1 páginas. Consultado em 25 de janeiro de 2019. Arquivado do original em 26 de janeiro de 2019 
  7. Giuseppe (1 de julho de 2009). «Ancilla lienardi (Bernardi, 1858) - Brasile» (em italiano). Flickr. 1 páginas. Consultado em 25 de janeiro de 2019. Località: Fortaleza - Brasile / Dimensioni: 38 x 20 x 17 mm. 
  8. a b «Eburna lienardi» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 25 de janeiro de 2019. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 
  9. «Eburna lienardi (Bernardi, 1859)» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 25 de janeiro de 2019 
  10. LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 79-80. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3