Estação de tratamento de águas residuais de Frielas

Estação de tratamento de águas residuais de Frielas
Características
Classificação estação de tratamento de águas residuais Edit this on Wikidata - - -
Localidade/Origem Portugal Frielas
GPS 38°49'13"N, 9°8'59"W Edit this on Wikidata
Especificações ténicas
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A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Frielas está situada na freguesia de Frielas, no município de Loures, em Portugal.[1] Ela é a peça-chave no processo de recuperação do rio Trancão, tendo entrado em funcionamento em julho de 1999.[1] Em 2020, foi considerada a maior ETAR da Península Ibérica.[2]

Foi administrada pelo Sistema Multimunicipal de Saneamento do Tejo e Trancão (SIMTEJO).[2] Em 2015, a SIMTEJO foi agregada à sociedade anônima Águas de Lisboa e Vale do Tejo (criada pelo Decreto-Lei nº 94/2015, de 29 de maio) e desde 2017 a administradora é a sociedade anônima Águas do Vale do Tejo (AdVT), criada pelo Decreto-Lei nº 34/2017, de 24 de março.[3]

Rio Trancão, considerado por décadas um dos mais poluídos da Europa, vem sendo despoluído desde 1999 pela ETAR de Frielas

Foi concebida e construída para tratar águas residuais para uma população equivalente a 700 mil pessoas.[4]

Ela possui tecnologia de ponta no tratamento de águas residuais que envolve três etapas: Elevação (estação elevatória de bombagem de efluentes) para Biofiltração, Biofiltração e Desinfecção por radiação ultravioleta.[5]

A ETAR de Frielas é a estrutura central do subsistema Frielas que é responsável pelo tratamento dos esgotos de uma parte da população que abarca uma vastíssima área que se estende pelos municípios de Amadora, Lisboa, Loures, Mafra, Vila Franca de Xira e Sintra. Além da ETAR Frielas, o subsistema possui seis estações elevatórias e cerca de 100 Km de interceptores e emissários.[6]

A ETAR Frielas possui capacidade para tratar cerca de 70000 m³/dia de águas residuais, contemplando um tratamento secundário por lamas activadas e um tratamento de afinação por biofiltração e desinfecção do efluente por ultra-violeta.[6]

Conforme documento do Arquivo Municipal de Loures, datado de 2020: "A sua entrada em funcionamento possibilitou a despoluição dos rios Tejo e Trancão – este último identificado durante décadas como o mais poluído da Europa – e a proteção e preservação do ambiente, possibilitando a existência de jardins e espaços de lazer junto à foz do Trancão que, até há cerca de vinte anos, eram impensáveis.[2]

Em 2021, foi anunciado que as lamas da ETAR de Frielas seriam utilizadas a partir de julho de 2022 para a produção de hidrogénio e biogás.[7]

Nos últimos anos, diversas pesquisas científicas e trabalhos acadêmicos tem sido publicados analisando a tecnologia utilizada nessa ETAR.[8][9][10][11]

Referências

  1. a b Alemão, Samuel (5 de abril de 2001). «ETAR de Frielas à beira do colapso ameaça Trancão». PÚBLICO. Consultado em 7 de março de 2025 
  2. a b c «Em Loures o Passado tem Futuro» (PDF). Arquivo Municipal de Loures. Janeiro de 2020. p. 50. 64 páginas. Consultado em 7 de março de 2025 
  3. «Águas do Vale do Tejo - Grupo Águas de Portugal». www.advt.pt. Consultado em 7 de março de 2025 
  4. «ETAR de Frielas». www.elevogroup.com. Consultado em 7 de março de 2025 
  5. Salgueiro, Sérgio (1 de julho de 2012). Estudo ecotoxicológico de afluentes e efluentes do sistema de tratamento biológico da ETAR de Frielas (Dissertação de Mestrado). Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal. p. 190. 223 páginas. Consultado em 7 de março de 2025 
  6. a b Salgueiro, Sérgio (1 de julho de 2012). Estudo ecotoxicológico de afluentes e efluentes do sistema de tratamento biológico da ETAR de Frielas (Dissertação de Mestrado). Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal. p. 54. 223 páginas. Consultado em 7 de março de 2025 
  7. «Lamas de ETAR de Loures vão ser aproveitadas para produzir hidrogénio e biogás». CNN Portugal. 15 de dezembro de 2021. Consultado em 7 de março de 2025 
  8. Doutor, Joana Raquel Claudino (2008). «Tecnologia NeredaTM aplicada à ETAR de Frielas». Consultado em 7 de março de 2025 
  9. Correia, Mário Lino Soares (março 1992). «Soluções alternativas para a nova ETAR de Frielas. Ambiental para a Tomada de Decisão no Quadro da Gestão Integrada dos Recursos Hídricos» (PDF). Associação Portuguesa dos Recuros Hídricos (APRH). Consultado em 7 de março de 2025 
  10. Bento, Diogo Alexandre Pereira (maio de 2023). Recuperação de estruvite à escala piloto na ETAR de Frielas (Dissertação de Mestrado). Universidade Nova de Lisboa. 134 páginas. Consultado em 7 de março de 2025 
  11. Courela, Maria da Conceição (9 de junho de 2022). «Atitudes, conhecimentos e crenças dos potenciais utilizadores da água residual a produzir na nova ETAR de Frielas. Estudo de base para a educação ambiental da população, tendo como ponto de partida o recurso água» (PDF). APRH. Consultado em 7 de março de 2025