Dona Edith do Prato

Dona Edith do Prato
Nome completoEdith Oliveira Nogueira
Também conhecido(a) comoDona Edith do Prato
Nascimento1916
OrigemSanto Amaro da Purificação, Bahia Bahia
PaísBrasil
Morte8 de janeiro de 2009 (93 anos)
Nacionalidadebrasileira
Gênero(s)Samba de Roda
Instrumento(s)Prato
Período em atividade1933 - 2009
Gravadora(s)Biscoito Fino

Edith Oliveira Nogueira (Santo Amaro da Purificação, 1916Salvador, 8 de janeiro de 2009), mais conhecida como Dona Edith do Prato, foi uma percussionista e cantora brasileira, reconhecida por sua contribuição singular ao samba de roda do Recôncavo Baiano. Tornou-se notável por utilizar um prato de louça e uma faca como instrumentos de percussão, técnica com a qual desenvolveu um estilo próprio e autêntico, sendo considerada uma das grandes guardiãs da tradição musical afro-baiana.[1]

Cantava samba-de-roda na sua cidade natal, em geral interpretando temas de domínio público do recôncavo baiano. Nas festas onde cantava, conheceu seus dois maridos.

"Ela começava a tirar os primeiros sons da metade de uma cuia de queijo quando brincava de fazer comida no quintal de casa. Na adolescência, tocava prato e assim descobriu um som diferente e foi aperfeiçoando. Para ela, o prato tinha que ser de louça e o mais barato, e a faca de inox, sem cabo de madeira. Não teve referência artística, mas um dom, que foi desenvolvendo aos poucos. Ela nunca se imaginou artista"

Ninho Nascimento, produtor musical, neto de criação de Dona Edith[2]

Em 1970, subiu ao palco pela primeira vez, num espetáculo ao lado do cantor e compositor Roberto Mendes, em Salvador. Participou da gravação do álbum Araçá Azul (1973), de Caetano Veloso, cantando Viola meu bem e participando também de Sugar Cane Fields Forever. Dez anos depois, gravou a chula Filosofia pura no disco Ciclo (1983), de Maria Bethânia.

Em 2002, Caetano e Bethânia voltaram a gravar com Dona Edith, no CD Vozes da Purificação, lançado pela gravadora Biscoito Fino, com a participação de um coro formado por oito cantoras santoamarenses[3]. Além dos dois irmãos, outros músicos baianos, como Gilberto Gil, Roque Ferreira e Mariene de Castro apontaram a cantora como influência em sua música.

Morreu de falência múltipla dos órgãos, em 2009, poucos dias depois de sofrer um acidente vascular cerebral[4].

Referências

  1. «Edith do Prato – Dados artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 1 de maio de 2025 
  2. Dona Edith do Prato não se considerava artista. A Tarde online, 9 de janeiro de 2009
  3. Edith do Prato revela origens da música de S. Amaro da Purificação. Folha Online - Ilustrada, 17 de dezembro de 2007
  4. Sambista Edith do Prato morre em Salvador. G1, 9 de janeiro de 2009

Ligações externas