Discoteca Oneyda Alvarenga
Discoteca Oneyda Alvarenga
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| Tipo | museu |
| Inauguração | 1935 |
| Geografia | |
| Coordenadas | |
| Localização | São Paulo, Liberdade - Brasil |
| Patrimônio | bem tombado pelo IPHAN, bem tombado pelo Conpresp |
| Homenageado | Oneida Alvarenga |
A Discoteca Oneyda Alvarenga é um centro de informação e preservação musical mantido pelo Centro Cultural São Paulo (CCSP), dedicado coleta, à preservação, pesquisa e difusão de registros sonoros da música popular e folclórica brasileira.[1][2][3] Fundada em 1935, por iniciativa de Mário de Andrade e originalmente sob o nome de Discoteca Pública Municipal, é considerada o maior acervo público de música do país e homenageia sua primeira responsável, Oneyda Alvarenga devido seu trabalho de organização e difusão de acervos sonográficos.[4][5]
História
O projeto da discoteca surgiu em 1935 a partir das políticas culturais modernistas desenvolvidas por Mário de Andrade enquanto diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo.[6][7] Ele via na fonografia um instrumento para documentar e preservar as tradições musicais do Brasil.
A primeira responsável pela instituição foi a musicóloga e compositora Oneyda Alvarenga (1911-1984), aluna e colaboradora de Mário de Andrade, que dirigiu a discoteca até 1968.[8][9] Em reconhecimento à sua contribuição, o acervo passou a levar seu nome após sua morte.[10][11]
Acervo
Em 2016, seu acervo continha cerca de 45000 discos de 78 rotações por minuto (rpm) e outros 26000 LPs de 33 1/3 rpm, 1700 CDs e um acervo impresso com 62000 partituras.[12]Esses números tornam a Discoteca um dos maiores acervos públicos especializados em música brasileira.[5][13]
A discoteca mantém ainda uma base digital acessível ao público por meio da Plataforma Paradas Sonoras, que disponibiliza parte de seu acervo em formato digital.[14]
Importância cultural
A Discoteca atua em diferentes frentes: atendimento a pesquisadores e público em geral, sessões públicas de audição (concertos de discos), políticas de preservação e acondicionamento, digitalização de faixas selecionadas e curadoria de programas educativos e expositivos. Trabalhos etnográficos e artigos acadêmicos discutem também o papel da Discoteca na construção do patrimônio imaterial musical e na formação de práticas de escuta coletiva.[4][10]
Além de sua importância para pesquisas musicológicas e etnomusicológicas, a Discoteca tem sido objeto de estudos sobre patrimonialização sonora. Houve iniciativas recentes relacionadas ao processo de tombamento do acervo e a articulação com políticas públicas de memória e patrimônio, demonstrando reconhecimento institucional de seu valor histórico e cultural. Estudos acadêmicos e relatórios discutem como a discoteca contribuiu para tornar acessíveis registros cruciais da história musical brasileira.[10][15]
Referências
- ↑ «Sesc São Paulo - Discoteca Oneyda Alvarenga - Revistas - Online». portal.sescsp.org.br. 29 de março de 2019. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ Scire, Rachel D’Ipolitto de Oliveira (30 de setembro de 2025). «Vinil para ouvir e celebrar». Sesc São Paulo. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ Binazzi, Biancamaria (2020). «Arquivos sonoros em tempos de guerra: a troca de discos entre Discoteca Pública Municipal de São Paulo e Archive of American Folk Song da Biblioteca do Congresso». Revistas Usp - Dossiê SONOLOGIA. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b «Discoteca Oneyda Alvarenga». Acervo CCSP. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ a b Moya, Fernanda Nunes (2011). «A Discoteca Pública Municipal de São Paulo: um projeto modernista para a música nacional». Repositório Unesp. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Discoteca Oneyda Alvarenga». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ edimas (31 de março de 2022). «Acervo Histórico da Discoteca Oneyda Alvarenga». Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ «Discoteca pública criada por Mário de Andrade em São Paulo completa 80 anos e lança portal». O Globo. 15 de agosto de 2015. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ «A discoteca Oneyda Alvarenga». Goma-Laca. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ a b c Silva, Ana Paula; Reis, Alcenir Soares dos (dezembro de 2013). «A atuação da Discoteca Oneyda Alvarenga na construção do patrimônio imaterial: revendo uma trajetória». Perspectivas em Ciência da Informação (4): 200–227. ISSN 1413-9936. doi:10.1590/S1413-99362013000400013. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ Silva, Ana Paula; dos Reis, Alcenir Soares (2013). «A atuação da Discoteca Oneyda Alvarenga na construção do patrimônio imaterial: revendo uma trajetória». Periódicos UFMG. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ «Discoteca do Centro Cultural São Paulo comemora oitenta anos». VEJA SÃO PAULO. 10 de agosto de 2015. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ «Discoteca Oneyda Alvarenga». Metrópolis (YouTube). 29 de julho de 2016. Consultado em 19 de novembro de 2025
- ↑ «Projeto Paradas Sonoras». Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ «Tombamento resguarda a história da discoteca Oneyda Alvarenga». Prefeitura de São Paulo. 5 de agosto de 2005. Consultado em 19 de novembro de 2025
