Diogo Pereira Coutinho
| Diogo Pereira Coutinho | |
|---|---|
| Nascimento | 1922 Lisboa |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | empresário |
Diogo Manuel de Castro Constâncio Pereira Coutinho (Lisboa, Lapa, 17 de Outubro de 1922) é um empresário português.
Biografia
Da alta burguesia portuguesa, Diogo Perieira Coutinho iniciou a sua vida profissional como militar, integrado nas Forças Armadas Portuguesas[1].
Seria contudo como empresário, em particular na área da construção ferroviária, que Diogo Pereira Coutinho se destacaria[1].
O empresário foi o fundador da SOMAFEL, empresa que constituiu em 1956[2], e que se dedicou sobretudo ao desenvolvimento da ferrovia na antiga província ultramarina de Angola, bem como à construção da rede de Metropolitano de Lisboa[2].
Emigrou de Portugal entre a revolução de 25 de abril de 1974 e os anos 80.[2]
Viria a desfazer-se do negócio em1992 ao vendê-lo às construtoras Teixeira Duarte e Soares da Costa[2][3].
Paralelamente à atividade de empresário, Diogo Pereira Coutinho dedicou-se à equitação, bem como à criação de cavalos de corrida[3]. Começou a montar a cavalo por volta dos sete anos de idade[3].
Foi, a esse propósito, o dono de um dos mais valiosos e mais caros cavalos garanhões do mundo e o melhor de sempre em competições equestres, o célebre Baloubet du Rouet[4].
Família, casamento e descendência
D. Diogo Manuel de Castro Constâncio Pereira Coutinho era o terceiro filho varão de D. Fernando Pereira Coutinho e de sua mulher Elvira de Castro Constâncio.[5][6]. D. Diogo era neto, por via paterna, de D. António Xavier Pereira Coutinho e de sua mulher, D.ª Maria Isabel, filha do 5.º marquês de Soydos.
Casou primeira vez em Viseu, na Casa da Prebenda, a 15 de Julho de 1950 com Maria José Carlota de Castro Coutinho de Quevedo Pessanha (Lisboa, Coração de Jesus, 9 de Junho de 1916), filha de Vasco Francisco Caetano de Quevedo Pessanha de Vilhegas do Casal (Viseu, São Cipriano, 24 de Março de 1884 – Lisboa, São Mamede, 5 de Fevereiro de 1943), neto materno do 1.º Barão da Quinta do Ferro e 1.º Visconde da Quinta do Ferro, e de sua mulher (Lisboa, Coração de Jesus, 11 de Novembro de 1907) Maria Augusta Adelaide da Fonseca Coutinho e Castro (Lisboa, Beato, 26 de Novembro de 1885 – ?), neta materna do 1.º Visconde de Portalegre e bisneta do 1.º Visconde de Castelo Branco e do 1.º Barão de Oleiros e 1.º Visconde de Oleiros,[5] de quem tem dois filhos:
- D. Vasco Manuel de Quevedo Pereira Coutinho (Lisboa, 13 de Maio de 1952), 1.º Marquês de Pereira Coutinho
- D. João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho (Lisboa, 23 de Junho de 1956)
Casou segunda vez com Nicole de Preaulx (Château d'Oublaise, 30 de Julho de 1930), de quem foi terceiro marido, sem geração.[5]
Referências
- ↑ a b DN, Redação (13 de julho de 2007). «Nome famoso, vida discreta e amigos importantes». Diário de Notícias (em inglês). Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ a b c d DN, Redação (13 de julho de 2007). «Nome famoso, vida discreta e amigos importantes». Diário de Notícias (em inglês). Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ a b c «Os ricos portugueses». Correio da manhã. Arquivado do original em 12 de novembro de 2013
- ↑ «Apaixonado por cavalos, o milionário português Diogo Pereira Coutinho é dono de um dos mais valiosos garanhões do mundo e o melhor da história em competições equestres» (PDF). Jornal 24 Horas[ligação inativa]
- ↑ a b c "Livro Genealógico das Famílias desta Cidade de Portalegre", de Manuel da Costa Juzarte de Brito, Nuno Gonçalo Pereira Borrego e Gonçalo Manuel de Melo Gonçalves Guimarães, 1.ª Edição, Lisboa, 2002, p. 132
- ↑ "Anuário da Nobreza de Portugal - 2006", António Luís Cansado de Carvalho de Matos e Silva, Dislivro Histórica, 1.ª Edição, Lisboa, 2006, Tomo IV, pp. 392 e 395