Diocese de Setúbal

Diocese de Setúbal

Setubalensis
Localização
PaísPortugal
Arquidiocese metropolitanaPatriarcado de Lisboa
Estatísticas
População779 373 (70% católicos)
Área1 500 km²
Informação
RitoRomano
Estabelecida16 de julho de 1975 (50 anos)
CatedralSé de Setúbal (Igreja de Santa Maria da Graça)
Padroeiro(a)Nossa Senhora da Conceição sob a invocação de Santa Maria da Graça
Liderança
BispoAmérico Manuel Alves Aguiar
Bispo eméritoD. Gilberto Délio Gonçalves Canavarro dos Reis
JurisdiçãoDiocese
Sítio oficial
Diocese de Setúbal
dados em catholic-hierarchy.org

A Diocese de Setúbal (Dioecesis Setubalensis), coincidindo praticamente com a Região Pastoral de Setúbal já formada no Patriarcado de Lisboa em 29 de maio de 1966, foi ereta em 16 de julho de 1975,[1] pela bula Studentes Nos do Papa Paulo VI. A 26 de outubro do mesmo ano foi ordenado, na Sé Catedral de Santa Maria da Graça, o primeiro bispo da diocese D. Manuel da Silva Martins.

No dia 21 de setembro de 2023 o Papa Francisco nomeou Dom Américo Aguiar como novo Bispo Diocesano de Setúbal.

História

A criação da Diocese foi preparada de modo imediato pela criação da Região Pastoral de Setúbal por D. Manuel Cerejeira, Cardeal-Patriarca de Lisboa, em 29 de Maio de 1966, sendo seu Vigário Pastoral o Cónego João Alves, mais tarde Bispo de Coimbra, ao mesmo tempo que se entabulavam conversações com as dioceses confinantes no sentido de lhe dar um território mais congruente. Mas o anseio desta nova Igreja Particular já vinha de longe, e tinha sido expresso publicamente por diversos atores sociais na sequência da criação do Distrito de Setúbal, a 22 de Dezembro de 1926. Embora naquele momento as pretensões não tenham tido sequência, as razões que levaram à criação do Distrito justificavam na mente de muita gente a criação concomitante, e recobrindo o mesmo território, de uma nova Diocese. Na Península de Setúbal, aliás, a ideia era forte e tinha raízes ainda mais antigas pois a área, tendo sido administrada durante sete séculos de forma muito autónoma pela Ordem de Santiago, mantinha em si um certo alheamento relativamente ao estilo e ao modo do Patriarcado de Lisboa, acentuado com a enorme migração interna por causa da explosiva industrialização e crescimento populacional, feito por gente de outras regiões que não a Margem lisboeta do Tejo. Assim, a ideia foi ganhando força, ao menos nos meios intelectuais católicos da região.

No dia 16 de Julho de 1975 pela Bula «Studentes Nos», do Papa S. Paulo VI é criada a Diocese de Setúbal, na mesma cidade a Igreja de Santa Maria da Graça foi tornada Catedral e é nomeado o seu primeiro Bispo, D. Manuel da Silva Martins., nascido em Leça do Balio e até então Vigário-Geral da Diocese do Porto, é ordenado na nova Sé e toma posse da sua Diocese em 26 de Outubro do mesmo ano. Territorialmente, a nova Diocese foi criada a partir do território do Patriarcado de Lisboa (a maior parcela, englobando o território de todos os Concelhos da Península de Setúbal, excepto a zona de Canha) da Arquidiocese de Évora (precisamente a zona de Canha e Pégões, e a Paróquia da Comporta, a Sul do Sado) e da Diocese de Beja (a Península de Tróia). A pertencer ainda a Lisboa (enquanto não se providenciar de outro modo, declarava a Bula) ficavam o Santuário de Cristo Rei e o Seminário de Almada. Estas duas últimas parcelas viriam por fim a ser também reunidas ao resto do território diocesano no ano de 1999.[2]

Brasão da Diocese de Setúbal

Geografia

Com uma área de aproximadamente 1500 km2, a diocese de Setúbal abrange 9 concelhos: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo (incluindo as freguesias de Canha, Pegões e Santo Isidro, desmembradas da Arquidiocese de Évora), Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e ainda duas parcelas territoriais que ficaram a integrar a nova paróquia da Comporta (Comporta - proveniente da freguesia e concelho de Alcácer do Sal, Arquidiocese de Évora e Troia - proveniente da freguesia de Melides, concelho de Grândola, Diocese de Beja). O número total de paróquias é de 52 agrupadas em 7 vigararias.

Fiéis, Clero e Institutos de Vida Consagrada

No censo de 2004, a diocese de Setúbal contava com uma população de aproximadamente 650 000 habitantes dos quais 84,6% são católicos, ainda que a percentagem de católicos praticantes seja bastante inferior. O Clero da diocese de Setúbal conta (em Julho de 2007) com um total de 91 presbíteros entre religiosos e seculares e ainda 9 diáconos permanentes, bem como 2 destinados ao presbiterado.

Antigo brasão da Diocese de Setúbal

No espaço territorial da diocese de Setúbal estão implantadas os seguintes institutos de vida consagrada:

  • Masculinos
  • Femininos
    • Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, desde janeiro de 2017
    • Congregação da Apresentação de Maria
    • Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu (Scalabrinianas)
    • Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima
    • Escravas do Sagrado Coração de Jesus
    • Filhas de Maria Auxiliadora (Salesianas)
    • Franciscanas Missionárias de Maria
    • Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora
    • Instituto das Irmãs de Santa Doroteia
    • Instituto Filhas da Caridade Canossianas Missionárias
    • Missionárias da Caridade

Catedrais, Basílicas, Igrejas e Santuários

A Catedral da Diocese de Setúbal é a Igreja de Santa Maria da Graça classificada em 1955 como Imóvel de Interesse Público. A Catedral foi alvo de um profundo restauro terminado em 2004.

Na Diocese de Setúbal ficam também localizados os seguintes Santuários:

Bispos de Setúbal

Cronologia da administração local:[1]

Nome Período Notas
Bispos
Américo Manuel Alves Aguiar 2023 - atual
José Ornelas Carvalho 2015 - 2022 Nomeado bispo de Leiria-Fátima
Gilberto Canavarro dos Reis 1998 - 2015
Manuel da Silva Martins 1975 - 1998

Referências

  1. a b Cheney, David M. (2019). «Diocese of Setúbal». The Hierarchy of the Catholic Church. Consultado em 24 de julho de 2019. Cópia arquivada em 6 de março de 2019 
  2. «Criação e Território | Diocese de Setúbal». diocese-setubal.pt. Consultado em 28 de setembro de 2024 

Ligações externas