Dinastia espartócida
A dinastia espartócida (em grego clássico: Σπαρτοκίδαι) foi uma linhagem do Reino do Bósforo de suposta origem Trácia, ou talvez cita ou meota ou até quiçá grega, estabelecida no poder aproximadamente no ano 438 a.C. em substituição da primeira dinastia dos arcanáctides.[1] Não se conhece muito da sua história. Teve uma vintena de reis, entre os quais os nomes mais comuns são Espártoco (pelo fundador Espártoco I), Parissades e Sátir.
Os espartócides constituíram um reino a partir da cidade de Panticapea, e vão anexar-se nas cidades gregas próximas situadas na costa, como Teodósia, Gorgípia e Fanagoria, e chegaram até às orlas do rio Don, fora os reinos citas. Nos séculos V e IV a.C., mantinham relações comerciais com Atenas, à qual forneciam trigo, couro, peixe seco e escravos, e alguns dos seus cidadãos adquiriram a cidadania ateniense.[2] Em finais do século II a.C. o rei cita Saumaco exigiu aos soberanos tributo. Como o Reino do Bósforo não pôde satisfazer o que se lhe pedia, no ano 108 a.C. Sáumaco apoderou-se do país, pondo fim à dinastia espartócida. O rei Parisades V então cedeu a soberania a Mitridates VI Eupator do reino do Ponto, enviando uma expedição que eliminou Sáumaco (c. 107 a.C.) dando origem à dinastia Mitridática do Bósforo.[3]
Referências
- ↑ Bulletin analytique d'histoire romaine. 1985: 585. 1985
- ↑ Effenterre, Henri Van. L'Age grec: -550 -270. París: J. Tallandier. p. 279
- ↑ M CLEMENT HALL (março de 2014). THE CRIMEA. A VERY SHORT HISTORY. [S.l.]: Lulu.com. p. 21–. ISBN 978-1-304-97576-8