Destino

 Nota: Para outros significados, veja Destino (desambiguação).

O Destino, também conhecido como Fado, é geralmente concebido como uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionada a uma dada ordem cósmica. Portanto, segundo essa concepção, o destino conduz a vida de acordo com uma ordem natural, segundo a qual nada do que existe pode escapar. Concepção antiga, é presente em diversas mitologias através do mundo, como por exemplo, na mitologia grega, através das Moiras, mas também em correntes filosóficas, como no caso do fatalismo.

Definição

Segundo Nicola Abbagnano (filósofo Italiano do séc.XX), o destino é a "Ação necessitante que a ordem do mundo exerce sobre cada um de seus seres singulares".[1] As definições mais comuns são: Uma força, quase sempre desconhecida, que domina cada indivíduo e não oferece possibilidade de resistência, ou o espaço onde, através do conjunto de características de cada indivíduo, se cumpre a função de cada indivíduo no mundo.

Destino e filosofia

Filosofia clássica

Os principais filósofos a conceituarem o destino na antiguidade clássica foram os estoicos e os epicuristas. Mas de forma geral, os gregos viam no destino uma "divindade cega, inexorável, nascida da Noite e do Caos.[2]

Destino na mitologia

As Moiras

Na mitologia grega, as Moiras (em grego antigo Μοῖραι) eram três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos. Eram três mulheres responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. As voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos.

As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmesis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina (os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens.

As Nornas

Na mitologia nórdica, as nornas[3] cumpriam uma função similar a das moiras, de "tecer" o destino de todos as pessoas e mesmo o dos deuses.

Ver também

Referências

  1. ABBAGNANO, Nicola (2007). Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes.
  2. COMMELIN, Pierre (2017). Mitología griega y romana.
  3. MCCOY, D. The Norns. Disponível em: <https://norse-mythology.org/gods-and-creatures/others/the-norns/>.